A CIPA foi crescendo, crescendo e em cerca de dez anos já era uma das cinco maiores do Rio. Os garotos não eram de brincadeira.
A agência Ford foi vendida, e a dupla ganhou um “presente do céu”, um cunhado muito amado e querido que entrou para o time da CIPA. Era a peça que faltava: Bráulio Isnard Carsalade. Bráulio fez vários cursos de administração na PUC e dedicou-se a organizar e aprimorar procedimentos, atacar falhas. O resultado era previsível: pouco depois, a CIPA era um “reló-gio suíço” de tão precisa em suas ações.
Nos anos 1970, Mário, o pai, deixou a empresa totalmente a cargo dos filhos. Cerca de dez anos depois, faleceu e deixou imensas saudades na família, nos amigos e nos funcionários.
A CIPA, entretanto, continuou em seu ritmo de crescimento - naquela época já era o que se chama atualmente de crescimento sustentável. “Depois de uns dez anos, sofremos um golpe muito duro, que nos deixou feridas até hoje: Bráulio faleceu. Deus o levou e nos deixou numa quase orfandade. Bráulio, entre outras coisas, era cunhado, amigo, um pouco pai, conselheiro sábio, bem humorado, alegre. Nós três éramos muito felizes, sem competições, havia total confiança. Somos muito gratos a ele por ter existido e se dedicado tanto a nós e à CIPA. Nossa saudade é eterna”, emociona-se Mário.
Com a precoce morte de Bráulio, encerrou-se um belo capítulo da CIPA, e os dois irmãos voltaram ao começo, agora eram só os dois na direção da segunda maior empresa do mercado. “Chegamos à conclusão que Newton devia ser o presidente, o perfil dele era mais adequado que o meu. A partir dessa mudança, ele começou a tomar sábias providências, como vender alguns imóveis da empresa para ter um caixa mais forte. Se fosse necessário encerrar a firma, haveria numerário para indenizar todos os clientes, sem precisar recorrer a bancos, o que, aliás, sempre evitamos fazer”, ressalta Mário.
A filosofia da CIPA ainda é a mesma: capitalizar-se visando ser uma empresa forte para segurança dos sócios e dos clientes. A Corretora de Seguros CIPA foi outra conquista desenvolvida para atender às necessidades dos clientes e até hoje é fundamental para a tranquilidade deles.
Os anos se passaram, e chegou a terceira geração. Durante a trajetória da CIPA, os descendentes de Mário, Newton e Bráulio trabalharam na empresa e deixaram durante algum tempo e deixaram sua preciosa contribuição. Permaneceram junto a seus pais Deborah e Maria Teresa. “Além de competentes, dedicadas e responsáveis, elas assumiram, conosco, a empresa. Foram preparadas e transformaram a CIPA numa empresa de ponta, com alta tecnologia. Mas eu e Newton sempre estivemos atento que a tecnologia não fizesse a CIPA se esquecer da parte humana e se tornasse uma empresa fria, na qual o cliente fosse um número, e não um nome. Nossa atenção com nossos funcionários também é grande. Eles são nossa riqueza e garantia de bons serviços; os mais antigos recebem cursos de atualização de técnicas e procedimentos e os mais novos trazem sua capacitação e vontade de fazer parte desse time, que vem dando certo há mais de meio século”, afirma Mário.
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