Ecodicas

Reunião de condomínio: boa ocasião para praticar o consumo consciente

Decisões importantes podem contribuir para a redução de despesas e dos impactos ambientais do consumo nos edifícios.

Muita gente tem verdadeiro horror a reuniões de condomínio. Várias vezes esses encontros são longos, arrastados e, muitas vezes, são ocasião para infrutíferos bate-bocas entre moradores. Mas você já pensou que essa reunião pode representar uma boa oportunidade para se discutir e adotar princípios de consumo consciente?

Basta refletir um pouco para perceber que o consumo de água, energia e gás de dezenas – às vezes centenas – de pessoas que vivem em um edifício acaba por provocar um impacto ambiental considerável. Isso sem mencionar o grande volume de lixo produzido diariamente, que vai emitir gases de efeito estufa ao se decompor e, conseqüentemente, contribuir para o aquecimento global.

Implantar novas formas de utilização e racionalização dos equipamentos e dos espaços comuns de um prédio pode trazer benefícios para toda a coletividade moradora e também colaborar para a redução dos impactos causados por esse grupo de pessoas que, ao agir como consumidores conscientes, pode fazer a sua parte em busca de um mundo mais sustentável do ponto de vista social e ambiental.

Muitos dos novos prédios já estão sendo construídos com cuidados ambientais, mas quando se trata de edifícios já prontos e que não contaram com preocupações ecológicas em seus projetos originais, há muito por fazer. Para Robson Schiabel, gerente da Flags Administradora de Condomínios, a primeira coisa é tentar conquistar a simpatia dos moradores. Isso porque sempre surge uma certa resistência das pessoas em discutir medidas que, num primeiro momento, pode representar custos extras para o condomínio, “mesmo quando apresentados estudos comprovando que aquele valor será compensado no decorrer do tempo por meio da economia de água ou energia elétrica, promovida pela obra”, conclui Robson.

Mas a adaptação dos edifícios nem sempre implica em grandes gastos, pelo contrário, algumas mudanças trazem até mesmo novos rendimentos para o condomínio.

Fonte: Instituto Akatu

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