A temporada é boa para quem mora de aluguel. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para calcular o reajuste da maioria dos contratos de locação, registrou a quarta deflação consecutiva em junho, de 0,10%. Em maio, a taxa havia ficado em - 0,07%. No ano, o indicador já acumula queda de 1,24%. Em 12 meses, a taxa ainda está positiva, em 1,52%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Por isso, na hora de negociar um novo aluguel ou a renovação do contrato, o inquilino tem um trunfo nas mãos. Mas não é somente o índice de aumento que deve ser foco de discussão entre proprietário e locatário. Os contratos devem ser sempre lidos com muita atenção e assinados pelo locador, pelo locatário e por duas testemunhas. Depois, é preciso registrá-lo em cartório para ter validade.
- É preciso também que seja anexado ao contrato um inventário do que se encontra no imóvel e do seu estado de conservação, ou seja, o relatório de vistoria - disse Ari Travassos, fundador do Centro de Estudos da Corretagem Imobiliária (CECOI), no Marapendi Shopping.
Cuidados importantes:
Vistoria
É necessário observar o imóvel e fazer uma relação das condições gerais (pintura, vidros, portas, janelas, instalações elétricas e hidráulicas). "É comum desentendimentos por conta de coisas pequenas, como portas defeituosas ou pisos manchados, que depois podem trazer dor de cabeça para ambas as partes", disse Ari Travassos.
Documentos
Todos devem estar em duas vias - uma fica com a imobiliária ou administradora e a outra com o inquilino. Devem constar nomes e qualificações do locador, do locatário e do fiador (se houver); descrição e endereço do imóvel locado; valor do aluguel, taxas de reajuste e outros detalhes. "É recomendável ao menos pedir uma consulta jurídica em casos de locação, pois sempre existem detalhes que são esquecidos no momento da negociação", explica o advogado Luiz Octávio Rocha Miranda.
Garantia
O proprietário pode (e deve) pedir uma garantia de segurança: fiador, seguro fiança ou cheque-caução. Nada deve ser acertado apenas verbalmente, segundo o advogado Luiz Guilherme Natalizi.