Depois de um início de ano bastante complicado, as vendas de materiais de construção começam a se recuperar. A redução do IPI, cuja medida passou a ser válida até o fim do ano, está refletindo de maneira positiva no faturamento da indústria.
Pelo segundo mês consecutivo, houve aumento do faturamento. Em junho, a alta foi de 3,6% sobre o mês anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção. Foi o maior valor de faturamento mensal deflacionado desde o início deste ano.
Apesar da melhora, o resultado acumulado no primeiro semestre de 2009 foi 16% menor do que o mesmo período do ano passado. "A crise afetou duramente o setor de materiais de construção, o mercado ficou parado durante alguns meses", afirma Melvyn Fox, presidente da Abramat. "O varejo foi mais lento, mas o principal recuo foi das construtoras, que pararam totalmente os lançamentos."
O segundo semestre costuma ser mais movimentado que o primeiro e a expectativa é que as vendas aumentem de julho a dezembro. "Devido à redução do IPI, o início das obras do Minha Casa, Minha Vida e a queda das taxas de juros", afirma Fox. A Abramat estima que 2009 feche nos mesmos níveis de 2008, quando o faturamento cresceu 13,7%. "Se conseguirmos fechar o ano com crescimento zero já será um ganho, porque o ano passado foi excepcional", diz o presidente da entidade.
O Índice Nacional da Construção Civil (INCC), elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, vai na mesma direção. Até maio, o índice que reflete os preços do setor, cresceu abaixo de 0,4% ao mês - em março e abril, inclusive, chegou a recuar. Em junho, cresceu 1,53%, depois de 0,25% no mês de maio. No acumulado do ano, a alta é de 2,22% e nos últimos 12 meses, o índice acumula elevação de 7,8%.
O nível de emprego na indústria permaneceu estável em relação ao mês anterior, com ligeiro crescimento de 0,27%. Na comparação com junho de 2008 houve queda de 1,5% no número de funcionários do setor.