Login
Senha 

Adesão Débito Automático
Consulte Ações Jurídicas


Após a crise, país ganha destaque entre os Bric

Valor Econômico, 04/ago

Mais por sonoridade do que propriamente por relevância, o Brasil encabeça a sigla que representa os países emergentes. Mas, depois da crise e pelo menos para o setor imobiliário, de fato o país começa a ser visto como o mais atrativo em termos de novos negócios.

Pesquisa da consultoria global Jones Lang La Salle, feita para o Valor, mostra que, entre os Bric, o mercado brasileiro de imóveis comerciais foi o menos impactado pela crise global. Não houve tempo suficiente para criar uma superoferta de imóveis comerciais e, com isso, a taxa de imóveis vagos não subiu muito, de 7% para 9,5%. Foi o único país com aumento do valor dos aluguéis nos últimos 12 meses. "Como os donos de imóveis estavam menos endividados, não houve pressão para alugar mais barato para poder pagar empréstimo", diz Fabio Maceira, presidente da Jones Lang La Salle.

A Rússia foi o país que mais sofreu: a vacância subiu de 5,5% no segundo trimestre do ano passado para 22,7% no fim de junho deste ano. Com a entrada de 410 mil m2 e a retração da economia, os aluguéis recuaram 63% de elevados US$ 158,3 por metro quadrado para US$ 58,3 ao mês. "Os investidores dizem que é mais difícil fechar negócio na Rússia", diz Maceira.

A China é o país com a maior taxa de vacância: 27%. Nos últimos 12 meses, chegaram ao mercado mais de um milhão de metros quadrados. "As maiores cidades da China estão vivendo um boom na oferta, enquanto a demanda de ocupantes caiu", diz Lilian Feng, gerente de pesquisa da Jones Lang. Na Índia, a demanda caiu sensivelmente e, com isso, os espaços vagos subiram de 2,4% para 10,4% e o preço dos aluguéis caiu 44%.