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Teto firme

Folha de São Paulo, Mariana Desimone, 01/fev

Manutenção preventiva do telhado deve ser feita pelo menos a cada dois anos

Gilson Maranhão e sua mulher, Renata, reformaram o telhado da casa, que ficou sem manutenção por 20 anos, e construíram outro sobre a edícula.

Conhece a história de que o primeiro indício de uma má notícia é a frase "o gato subiu no telhado"? Pois não são apenas bichanos que sofrem acidentes nessa parte da casa - sobretudo se a manutenção for malfeita.

Os cuidados com a construção e a conservação do telhado dependem do material de que ele é feito. Estruturas de metal sofrem com ferrugem; as de madeira, com infiltrações e cupins (leia mais abaixo).

A inspeção preventiva evita problemas mais sérios. Para o consultor e perito Flávio Figueiredo, do Ibape (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia), uma avaliação minuciosa deve ser feita a cada dois anos por um especialista -um engenheiro de edificações, por exemplo.

"Na hora da inspeção é muito importante examinar não só as telhas mas também a estrutura do telhado", pondera.

Mas, se há qualquer pedido de socorro da cobertura, como goteiras, rachaduras e infiltrações, "a manutenção deve ser feita rapidamente", aconselha.

"Se for um local onde há muitas pessoas circulando, sem laje ou forro, por exemplo, o cuidado deverá ser redobrado", afirma o perito.

Agregados

Cautela também é necessária ao agregar itens à estrutura do telhado, lembra Roberto Salemme Costa, professor de engenharia civil da Escola de Engenharia Mauá.

"Se a pessoa quer apoiar ali um forro que seja bem leve, não há problema. Mas não dá para o telhado segurar um forro muito pesado e dutos do ar-condicionado se ele não foi projetado para esse uso", pondera Costa.

Nos casos em que se aumenta o peso que o telhado sustenta, a dica também é procurar um profissional -"um engenheiro de edificações que possa fazer uma inspeção para avaliar o local", recomenda.

Foi pensando em segurança que a fisioterapeuta Renata Barreto Maranhão, 30, reformou o telhado de sua casa e ainda construiu outro na edícula. Antes de chamar profissionais, porém, passou por um susto.

"O imóvel já tinha 20 anos, e o telhado estava danificado. Ao subir lá para limpar, meu marido caiu e machucou braços, pernas e costelas", conta.

Para deixar a cobertura em dia, o casal gastou R$ 2.900 só em materiais -sem contar a mão-de-obra. "A da edícula ficou em R$ 3.500, à vista, mais cara porque tivemos que comprar todo o madeiramento, são 25 metros quadrados ", explica.

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