Prefeitura compra prédios do INSS para erguer casas
Jornal do Commercio, 22/set
Pelo menos 12 imóveis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) abandonados na cidade do Rio de Janeiro darão lugar a unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, que viabiliza a construção de moradias para famílias com renda de até dez salários mínimos.
O primeiro passo para a transferência desses imóveis e de mais 17, que também pertencem ao INSS, para a prefeitura do Rio foi dado ontem com a assinatura de um termo de cooperação técnica pelo ministro da Previdência Social, José Pimentel, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes.
O acordo foi assinado em Padre Miguel, na Zona Oeste da cidade, pouco antes da implosão de um prédio inacabado do instituto, na esquina das ruas Bom Sossego e Açafrão. O Esqueleto de Bangu, como ficou conhecido, começou a ser construído há 30 anos. A obra foi abandonada logo depois e virou abrigo para a moradores de rua.
A prefeitura pagou pelo espaço R$ 2,624 milhões. A entrada será de 10% desse valor e o restante vai ser financiado em 60 meses pela Caixa Econômica Federal. O local vai abrigar a Praça do Conhecimento, que terá uma clínica da família, uma escola de ensino infantil para 400 crianças e uma biblioteca.
"A venda desse imóvel irá permitir que a prefeitura possa construir um novo espaço de cidadania para a população da cidade", ressaltou o ministro .
Para implodir os cinco pavimentos do prédio e o anexo, foram usados 150 quilos de dinamite. A Defesa Civil, a Guarda Municipal e a Polícia Militar montaram um esquema para garantir a segurança dos moradores do entorno, interditando várias ruas e suspendendo as aulas das escolas da região no turno da manhã.
O governador Sérgio Cabral, que também participou da solenidade anunciou a reforma do Conjunto Dom Jaime Câmara, em Padre Miguel. Considerado o maior conjunto habitacional da América Latina, com 180 blocos de apartamentos, o aglomerado receberá obras orçadas em R$ 17 milhões, que incluem recuperação de fachadas, revestimento interno, impermeabilização das caixas d'água e cisternas e instalação de drenagem e esgotamento sanitário. A intervenções devem ser concluídas até dezembro deste ano.