Aposta da prefeitura para convencer os inadimplentes a colocar as contas em dia, o posto itinerante da Dívida Ativa conseguiu negociar em 15 dias de funcionamento no Lido, em Copacabana, R$ 28,7 milhões. O débito no bairro é um dos maiores da Zona Sul, calculado pela Procuradoria-Geral do Município em R$ 418 milhões. Dessa quantia, R$ 212 milhões são de moradores que não pagaram o IPTU. "Tivemos uns cem atendimentos por dia. Isso é muito satisfatório e mostra que faltava apenas iniciativa para renegociar essas dívidas", disse o procurador-geral do município, Fernando Dionísio.
Hoje instalado na Praça Saens Peña, na Tijuca, o posto chega com expectativas da prefeitura de colocar em dia boa parte dos R$ 992 milhões sendo R$ 257 milhões de IPTU devidos aos cofres municipais. Apesar das cifras, a Zona Norte não lidera a lista de devedores.
Em primeiro lugar, no quesito IPTU, está a Barra da Tijuca, onde R$ 1 bilhão se acumula em impostos não quitados. Quando o assunto muda para ISS, o campeão é o Centro, com R$ 3,6 bilhões devidos. A procuradoria estima que o valor total de dívidas com o município chegue a R$ 11 bilhões.
O contribuinte deve ficar de olho. A partir de abril, a prefeitura vai dar continuidade aos processos judiciais, que estão suspensos. Uma das facilidades é que, mesmo quem suspendeu o parcelamento, pode retomá-lo. E quem está com imóvel em leilão também pode ser beneficiado com até sete anos de prazo para quitação. Atualmente, há um milhão de ações em andamento.