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Estudo estima aumento de R$ 22 bilhões do Produto Interno Bruto do Brasil com as Olimpíadas de 2016

O Globo Online, 03/out

Já na contagem regressiva para as Olimpíadas de 2016, órgão públicos e setores econômicos lançam suas apostas, certos de que haverá muitas vitórias bem antes do início dos Jogos. Estudo contratado pelo Ministério do Esporte estima um aumento de US$ 11 bilhões (R$ 22 bilhões) do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e a criação de 120.833 empregos por ano, entre 2009 e 2016. E a Associação Brasileira das Administradoras de imóveis (Abadi) prevê um impacto imediato na valorização dos terrenos na Barra, epicentro das competições.

(Ganhos para a economia do Rio vão muito além das Olimpíadas, e envolvem de construção a petróleo)

"Nenhum orçamento público pode nos dar isso. O Rio vai recuperar a sua posição no cenário internacional, para captar eventos do setor esportivo, congressos, turistas."

O diretor-executivo do Rio Convention Bureau e presidente da Federação dos Convention Bureau do estado, Paulo Senise, comemora o que considera o efeito instantâneo da escolha do Rio: a intensa divulgação internacional de um fato auspicioso. Ele avalia que haverá um resgate da visibilidade dos destinos turísticos do Rio, agora associado a uma grande conquista:

- Nenhum orçamento público pode nos dar isso. O Rio vai recuperar a sua posição no cenário internacional, para captar eventos do setor esportivo, congressos, turistas. O resgate da autoestima também terá reflexos no turismo nacional. O mercado volta a prestar atenção naquilo que, em função de um noticiário mais adverso, tinha ficado de lado.

Senise lembra que o Rio recebe 1,8 milhão de turistas estrangeiros por ano (36% dos que vêm ao Brasil).

- Já no ano que vem, deverá haver um aumento de 10% no número de turistas. O ritmo de crescimento será mantido nos anos seguintes, o que estimula uma série de serviços, como a oferta de voos diretos para o Rio e a ampliação da rede hoteleira. Haverá mais emprego, maior renda e estabilidade social. Sem falar em reflexos no setor financeiro e de cartões de crédito - estima.

Crescimento para 55 setores

O estudo encomendado pelo Ministério do Esporte à Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo (USP), dá a dimensão da escolha do Rio. O dossiê de candidatura prevê gastos públicos e privados de US$ 14,4 bilhões (R$ 28,8 bilhões) na organização dos Jogos e em infraestrutura. Os cálculos indicam um movimento extra da economia quase duas vezes maior (US$ 24,6 bilhões ou R$ 49,2 bilhões), só de 2009 a 2016.

O trabalho identificou 55 setores da economia que serão beneficiados, sendo o de construção civil o mais favorecido. Em seguida, vem o setor de serviços imobiliários e de aluguel, e, depois, o de serviços prestados a empresas. A média salarial no Rio será de US$ 504,66, no período anterior aos Jogos.

 

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