
Limite vertical para casas na zona sul
O Globo, Suzete Aché, 17/set
Ter uma casa na zona sul do Rio é um luxo para poucos. Não apenas pelo fato em si, mas pela quase inexistência de terrenos disponíveis. De proporções confortáveis, então, nem pensar. E haja criatividade para driblar os problemas sem fazer com que a casa fique parecendo uma pousada. Ficar atento para os limites é fundamental: pela lei, esse tipo de construção unifamiliar só pode ter 11 metros a contar da linha da calçada.
- A verticalidade é a solução - afirma a arquiteta Andrea Chicharo, que reformou uma casa no Leblon aproveitando o máximo do espaço existente e acrescentando áreas para dar mais conforto. - Usei vigas de aço pintadas de branco fazendo listras com o vidro para dar mais leveza e integrar a escada com a parte externa. São três andares bem resolvidos e um espaço de lazer com piscina.
As sócias Gisele Taranto e Isabela Lessa também optaram pelo uso de vidro em um de seu projetos, misturado ao alumínio e à madeira, para aquecer o conjunto.
- Demolimos a casa e fizemos outra, com 860m² de área construída e três andares, tentando usar o máximo de transparência possível e criando níveis desalinhados para a casa não ficar com cara de prédio. E em lugar de janelas, usamos portas para dar mais ventilação. Todos os quartos têm pátios e o pé-direito do living tem quatro metros, com portas da mesma altura, de alumínio ripado pintado de branco - diz Gisele.
Demolir também foi a escolha do arquiteto Mauricio Nóbrega.
- O terreno era estreito, e a família precisava de espaço. Erguemos uma casa com cinco andares e 476 m², ocupando todo o espaço. Jardins verticais nos prismas foram importantes para criar áreas verdes e dar uma quebrada no concreto - explica.
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