O fim da crise, a manutenção da taxa básica de juros (Selic) e a previsão de investimentos decorrentes da Copa do Mundo 2014 e da Olimpíada de 2016 estimularam, nos últimos dias, um movimento que estava raro no mercado imobiliário: a venda de imóveis usados para investidores. Isso fez crescer ainda mais a procura pelas unidades de segunda mão no Rio, que já estava aquecida por conta dos interessados na moradia própria. Dados das empresas do setor mostram que as vendas de usados cresceram 40% este ano, até agora, se comparado com o mesmo período de 2008.
- Percebemos um comportamento muito grande, especialmente nos últimos dez dias, de gente querendo comprar imóvel para alugar. Isso está aquecendo ainda mais o mercado de usados - disse o gerente da Apsa, Rogério Quintanilha.
Informações da Secretaria municipal de Fazenda do Rio comprovam o movimento acelerado. De janeiro a setembro, quase 50 mil guias do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) foram emitidas somente para transações referentes a imóveis usados residenciais.
A região campeã em demanda por unidades desse tipo é a Grande Tijuca, que engloba ainda os bairros do Maracanã, do Andaraí e do Grajaú. O ranking é seguido de Méier/Cachambi/Engenho de Dentro, além de Vila da Penha, Flamengo e Copacabana. Segundo o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), outros bairros como Bangu, Ilha do Governador, Vila da Penha e Jacarepaguá também aparecem entre os mais procurados.