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Torre da Barra terá obra retomada no próximo ano

Jornal do Brasil, 03/dez

Um dos mais emblemáticos casos de prédios que foram erguidos, mas não chegaram a ser concluídos e habitados é o da famosa torre redonda da Barra da Tijuca (Zona Oeste), oficialmente chamada de Abraham Lincoln, popularmente conhecida como torre H.

O local começou a ser construído em 1969, mas a falência da Desenvolvimento Engenharia, do ex-deputado federal Múcio Athayde, e uma série de problemas judiciais acabaram não permitindo que os proprietários dos 454 apartamentos conseguissem as chaves de suas residências.

- Graças a uma nova decisão judicial da 3ª Vara Empresarial, as obras devem ser retomadas no segundo semestre de 2010. Uma empresa de construção com grande tradição no mercado será contratada para dar sequência ao projeto.

É importante que seja uma empreiteira que esteja disposta a correr riscos jurídicos e econômicos. Ela ainda será escolhida - destacou o presidente da associação de adquirentes e engenheiro fiscal, Heraldo Araújo.

Ao todo, devem ser gastos cerca de R$ 28 milhões com a conclusão das obras da torre e a empresa deverá apresentar prazos para o início e a para a conclusão.

- Serão precisos mais uns 20 meses para que a construção esteja totalmente pronta. Atualmente, só a carcaça do prédio deverá ser aproveitada. Todas as instalações, por exemplo, estão 100% perdidas - destaca Heraldo Araújo.

O edifício foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e possui 120 metros de altura e 35 andares.

Após uma série de problemas, alguns adquirentes chegaram a vender os apartamentos para a própria Desenvolvimento Engenharia por aproximadamente R$ 5 mil, muito abaixo do valor pago inicialmente, de R$ 80 mil. Dos 454 proprietários iniciais, restam apenas 270. Alguns faleceram e outros conseguiram passar os imóveis.

Em 2004, o prédio foi invadido por 300 pessoas. A Justiça determinou a expulsão e a associação dos adquirentes contratou uma equipe de vigias para proteger o local.

- Essa nova decisão judicial renova a nossa esperança de todos os proprietários do edifício - finaliza Heraldo Araújo.

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