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Plástico reciclado em vez de madeira


O Globo, Isabel Kopschitz, 10/jan

O uso de formas plásticas com 50% de material reciclado (garrafas PET) na estrutura de prédios é uma maneira eficiente de reduzir a quase zero a quantidade de madeira empregada numa obra. É o que afirma o engenheiro Luiz Edmundo Pereira, sócio-diretor da Premag/Impacto Rio, que adota a técnica ecologicamente correta desde 2007.

Produzido pela empresa no Ceará - a partir de garrafas PET recolhidas por cerca de mil catadores da região - o chamado "plasterit" substitui os compensados de madeira tradicionalmente utilizados como suporte para a confecção da laje plana "tipo cogumelo" (que é feita de concreto protendido, não necessitando de vigas). O uso do plasterit na construção civil evita o desmatamento e ainda a queima de madeira, já que os compensados tradicionais têm pouca durabilidade e são, posteriormente, queimados. A tecnologia também dá um destino útil às garrafas PET, tão nocivas à natureza.

- Essa concepção estrutural, aliada ao uso das formas plásticas com material reciclado e de peças metálicas, reduz o gasto de madeira a praticamente zero, numa edificação - afirma Pereira, lembrando que a tecnologia com material reciclado rendeu à Promag/Impacto Rio o prêmio Top Imobiliário 2009 da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-Niterói), na categoria Sustentabilidade ambiental.

Segundo o engenheiro, o emprego do plasterit na estrutura dos prédios também é mais econômico, pois os compensados do material podem ser reutilizados várias vezes (eles apenas dão suporte à laje, bem como as estruturas metálicas, e todos são retirados após alguns dias). O resultado é uma economia de cerca de 15% no valor da estrutura do prédio.

A Premag/Impacto Rio já ergueu seis edificações com essa tecnologia no estado (todas em Niterói), e há mais cinco em construção: duas em Niterói, duas em Rio das Ostras e uma em Macaé. Entre elas, a do Hospital Icaraí, na Marquês do Paraná, e o prédio residencial La Brisa, na Praia de Piratininga.

- Nesta obra, deixamos de utilizar de 60 a 70 metros cúbicos de madeira, o que representaria o desmatamento de dezenas de árvores. Optamos por fazer uma obra ecologicamente perfeita e correta - diz Ronaldo Gabry, presidente da construtora Equipe Projetos Construções, responsável pelo La Brisa.


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