Login
Senha 

Adesão Débito Automático
Consulte Ações Jurídicas



Um pacote de R$ 5 bi em obras imobiliárias

O Globo, Selma Schmidt, 17/jan

Um viaduto de dois andares, como o Elevado do Joá, permitirá a ligação direta do Túnel Rebouças com a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói, sem passar pela Avenida Francisco Bicalho. Na Zona Sul, o Jardim de Alah ganhará guarda-corpos diferentes, e sairá do papel a nova emergência do Hospital Miguel Couto, num terreno cercado por tapumes desde 2006, na esquina da Avenida Bartolomeu Mitre com a Rua Mário Ribeiro, no Leblon.

Sem falar na obra de drenagem que promete acabar com as enchentes na Rua Alexandre Ferreira, em frente à Hípica, na Lagoa. Em Jacarepaguá, a Estrada dos Bandeirantes será alargada e passará a ter ciclovia. Na Barra, será instalado no canteiro central da Avenida Ayrton Senna, perto da orla, um memorial em homenagem às vitimas do Holocausto. E a Pavuna será palco da estreia do projeto de lonas culturais de concreto.

Anunciadas pelo prefeito Eduardo Paes, essas intervenções fazem parte de um ambicioso pacote de investimentos - em andamento ou que começarão a ser executados até o fim do primeiro semestre deste ano - que soma R$ 5,05 bilhões e será tocado pelas secretarias de Obras e de Habitação. Sem querer citar prazos de execução, Paes diz, no entanto, que algumas obras se estenderão até o fim de seu governo, em dezembro de 2012. Entre as mais demoradas estão os corredores expressos de ônibus batizados de BRTs (sigla de Bus Rapid Transit), interligando a Barra à Penha (TransCarioca) e a Santa Cruz (TransOeste), que encabeçam a lista dos projetos mais caros que sairão em breve do papel.

- Fiquei impressionado quando pedi uma tabela e vi que havia mais de R$ 4 bilhões de obras em execução ou começando - conta Paes.

Tráfego cairá 20% na Francisco Bicalho

A estimativa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) é que o fluxo da Avenida Francisco Bicalho seja reduzido em 20% - por ali passam hoje 162 mil veículos por dia - quando for inaugurado o novo viaduto sobre a Rua São Cristóvão, que interligará a Linha Vermelha à Perimetral.

Ele terá 930 metros de extensão e custará quase R$ 37 milhões.

- O motorista que sair do Túnel Rebouças, em vez de descer na Francisco Bicalho, que absorve o tráfego também do Centro, vai pegar um trecho da Linha Vermelha e, depois, o novo viaduto, seguindo para a Avenida Brasil e a Ponte Rio-Niterói. No sentido contrário, da Perimetral, os veículos que seguem na direção do Rebouças entrarão no viaduto novo, pegarão um pedaço da Linha Vermelha e o elevado sobre a Avenida Paulo de Frontin, chegando ao Rebouças - explica Alexandre Pinto, subsecretário de Obras.

Ele está convencido de que, além da Francisco Bicalho, o novo viaduto aliviará o tráfego em vias próximas, como as avenidas Presidente Vargas e Radial Oeste. Será um ano de obras.

Mas o subsecretário espera que, durante a construção, as intervenções no trânsito sejam reduzidas, pelas técnicas que serão usadas:

- Faremos a fundação com estacas.

Na parte central do viaduto, usaremos pilares pré-moldados. Colocaremos os pilares e, depois, lançaremos vigas metálicas. Nos pontos de interseção (com a Perimetral e a Linha Vermelha), usaremos a técnica de balanços sucessivos, para não se parar o trânsito. É como um jogo de lego: vaise encaixando peça a peça.

Entre as intervenções mais caras do pacote, estão as de saneamento de Santa Cruz e das bacias de Jacarepaguá e de Sepetiba. A lista de obras - já licitadas ou em vias de licitação - inclui um programa para asfaltar 600 quilômetros de ruas e avenidas de todas as regiões da cidade, orçado em R$ 420 milhões. Prevê também o projeto Bairro Maravilha, que terá R$ 334 milhões para a recuperação de cerca de 500 outras vias e praças nas zonas Norte e Oeste.

Ainda na área de urbanismo, a Zona Portuária, menina dos olhos do prefeito, está recebendo investimentos de R$ 151 milhões. Já a Avenida Brasil, qualificada como "um horror" por Paes, abocanhará R$ 57,8 milhões. A faxina geral irá do Caju ao Trevo das Margaridas (altura da Dutra).

- Além de melhorar o pavimento, vamos recuperar as agulhas e implantar nova sinalização. Também vamos melhorar a arborização - diz Alexandre Pinto.

Tamanha generosidade para abrir os cofres da prefeitura tem duas razões, segundo Paes: - De um lado, tomamos medidas em 2009 que permitiram recuperar a capacidade de investimento e aumentar a arrecadação em termos reais.

Em fevereiro ou março, a nota fiscal eletrônica estará a todo vapor. Criamos a Cosip (Contribuição Para Custeio do Serviço de Iluminação Pública) e cortamos despesas permanentes desnecessárias. De outro lado, a prefeitura começou a dialogar com o governo federal. Dos cerca de R$ 5 bilhões, R$ 1,8 bilhão são de financiamentos do governo federal.

Para investimentos em unidades escolares, o pacote destina R$ 187,3 milhões: serão implantados ou recuperados 44 escolas, seis creches e 85 Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs). Para a saúde, são R$ 243,92 milhões.

Entre as intervenções prioritárias, está a implantação de 70 Clínicas de Família e de quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) - Quero ficar conhecido como o prefeito que cuidou com carinho do Rio. A cidade está muito maltratada - afirma Paes.


CAPA
Passando o condomínio à limpo

CONDOMÍNIO
Saneando as despesas

LEGISLAÇÃO
Ar-condicionado: mocinho ou vilão?

Notícias da CIPA
O futuro é internet e internet é NotiCIPA

CONDOMÍNIO
Com a cuca fresca