Governo tem outra preocupação com o pacote habitacional: saldo do FGTS
O Dia, 20/mar
O pacote habitacional prometido pelo governo para estimular a construção civil está ameaçado por falta de recursos suficientes do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O governo está revendo medidas, como o percentual do subsídio para famílias de renda mais baixa.
Em reunião ontem, membros do Conselho Curador do FGTS, que reúne integrantes do governo, dos empresários e das centrais sindicais, demonstraram preocupação com as reservas do fundo para atender a todas as medidas pretendidas.
Embora o FGTS ainda esteja superavitário (arrecadação maior do que os saques), o governo espera, já a partir deste mês, redução da receita por causa da dispensa de trabalhadores contratados temporariamente. Segundo técnicos, as empresas não mantiveram esses empregos como o esparado. Também diminuiu o retorno dos rendimentos dos empréstimos habitacionais concedidos a grandes construtores com prefeituras. O setor parou à espera do pacote.
A demora no anúncio das medidas se deve ao fato de os ministérios envolvidos não terem checado a consenso em relação às ações que farão parte do pacote, como o subsídio para moradias dos trabahos de baixa renda e o aumento do limite do valor do imóvel para utilização do saldo do FGTS pela clásse média, que, atualmente, está em R$ 350 mil.