O bom senso indicaria que as habitações de uso social e os critérios de sustentabilidade andasse de mãos dadas. Mas não é bem assim: muitas vezes as moradias têm problemas de qualidade e durabilidade, demandam manutenção de alto custo e desperdiçam energia, água e outros recursos. "É preciso buscar soluções que caibam no bolso do morador de baixa renda", diz Diana Csillag, diretora do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). A busca de um "menu de soluções" para a questão é o foco de um estudo que a entidade desenvolve em São Paulo, como parte do projeto Sushi (da sigla em inglês, Sustainable Social Housing Iniciative) que acontece de forma paralela em Bankok, Tailândia, em conjunto com o Departamento de Tecnologia, Indústria e Meio Ambiente do Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep/Pnuma).
No fim de novembro, a parte inicial do estudo, um diagnóstico de soluções sustentáveis que podem ser usadas em moradias populares, deve estar disponível no site do CBCS. Em uma etapa posterior será elaborado um projeto para uma moradia com melhor desempenho social e menor custo de ciclo de vida. E que também garanta um morador mais satisfeito e com boa qualidade de vida. O tema é um dos destaque do II Simpósio Brasileiro da Construção Sustentável que acontece em São Paulo, dias 8 e 9 de novembro. No encontro também estão em pauta as soluções para abordar projetos em áreas de risco, o desafio de recuperação de áreas degradadas e a urbanização de favelas. Os paineis irão discutir ainda os impactos socioambientais de projetos e uso de componentes nas obras.