Por CIPA
Em 04/10/2016
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Ao cruzar a nova ponte estaiada construída sobre o Canal de Marapendi, as composições do metrô trouxeram à Barra da Tijuca mais do que passageiros. Com atrações como o trecho de praia mais badalado da Zona Oeste, ruas tranquilas e remanescentes de Mata Atlântica, o Jardim Oceânico tem experimentado uma peculiar movimentação desde a abertura da primeira estação do trem subterrâneo em seus limites.

Mesmo em meio à crise que se abateu sobre o mercado imobiliário carioca, o valor do metro quadrado na região vem aumentando em ritmo que em nada se compara à semi-estagnação que se vê nas outras áreas da cidade. Entre janeiro e setembro deste ano, o preço dos imóveis da Avenida Erico Veríssimo, uma das principais do bairro, aumentou 4,8%, atingindo a média de 11 856 reais por metro quadrado.

O mesmo pode ser notado na orla, na Avenida do Pepê, onde a variação foi de 3,8%, com o metro quadrado batendo em 17 051 reais, segundo os dados do Sindicato da Habitação (Secovi Rio). No restante da Barra, o valor subiu, no máximo, 1,3%, e na Zona Sul, 1,8%.

Desde que a cidade foi escolhida como sede dos Jogos Olímpicos, em 2009, os planos de comprar um apartamento tornaram-se miragem para a imensa maioria dos cariocas, tamanha foi a valorização das propriedades.

Agora, com o fim da temporada olímpica e o marasmo econômico que atinge todo o país, as oportunidades começam a surgir — e o Jardim Oceânico oferece algumas delas. Apesar de os valores estarem mais altos e de o número de ofertas já escassear, ainda é possível fazer bons negócios por ali pagando menos do que em outros pontos da orla.

Cada nova estação de metrô inaugurada pela cidade impõe ao seu entorno uma série de mudanças. A primeira e mais impactante é o desaparecimento dos canteiros de obras que por anos atazanaram os moradores. Só isso já implica um ganho excepcional.

No plano piloto da Barra da Tijuca, traçado em 1969 pelo urbanista Lúcio Costa (1902-1998), definiu-se que o bairro seria organizado a partir de grandes avenidas e espaços abertos, mas o recanto entre a praia e a Lagoa da Tijuca ficou diferente. Com prédios baixos, o Jardim Oceânico mantém um ar de cidade de veraneio. O desafio dos moradores e comerciantes é garantir que essa característica tão especial não desapareça daqui para a frente.

 

Fonte: Veja Rio

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