Por CIPA
Em 25/01/2017
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Quatro meses depois da Paralimpíada, o Rio começa a receber um legado das casas olímpicas de países, empresas e federações que atraíram multidões durante os Jogos. Além de agitar a competição do lado de fora das arenas, cada uma delas se comprometeu com contrapartidas. Algumas estão prestes a serem entregues à cidade, como o campo de beisebol da Lagoa e um muro de escalada na Zona Portuária. Mas a maioria das promessas – diferentemente do que costuma acontecer por aqui – foi cumprida, e está em uso tanto em áreas públicas quanto privadas.
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Os suíços, que transformaram parte das margens da Lagoa num pedaço do país europeu, finalizam no mês que vem a reforma do campo de beisebol próximo ao Corte do Cantagalo. Até o fim desta semana, o piso de saibro e as linhas de marcação ficam prontas, de acordo com a empresa responsável pela obra. Restará somente montar um alambrado no espaço, aberto à população.
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Já os austríacos fizeram suas festas na sede do Botafogo, na Zona Sul, mas resolveram presentear o Morro da Providência e comunidades próximas, no Porto, com um muro de escalada de 12 metros de altura. O equipamento, instalado num galpão do Santo Cristo, ficará sob os cuidados do americano Andrew Lenz, há 15 anos no Rio e coordenador do Centro de Escalada Urbana, na Rocinha.
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– Nossa ideia é transformar esse espaço no primeiro centro de treinamento olímpico (do esporte) no Brasil. Ainda buscamos patrocinadores para ampliar o projeto. Como a escalada virou uma modalidade olímpica, queremos formar jovens atletas – informa Lenz.
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HERANÇA JAPONESA 
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Por falar em Olimpíada, o próximo anfitrião, o Japão, que sediará os Jogos em 2020, montou sua casa na Cidade das Artes, na Barra. Inicialmente, a previsão era que o país apoiasse a programação da instituição por um ano. No entanto, segundo a Secretaria municipal de Cultura, os japoneses deixaram outro legado: eles compraram livros e móveis para uma sala de leitura; realizaram obras em um restaurante do complexo; destinaram recursos para o programa de arte e educação “Cidade literária”, e doaram materiais, mobiliários e peças de cerâmica Kaen, que ficaram em exposição no espaço cultural.
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Colégios municipais também foram beneficiados. A Alemanha reformou a Escola Marília de Dirceu, em Ipanema, enquanto a Federação Internacional de Vôlei fez obras na Escola Cícero Penna, na Avenida Atlântica, em Copacabana. A Secretaria municipal de Educação informou que as unidades passaram por nivelamento e pintura de pisos e receberam traves de futebol, redes de vôlei e cestas de basquete. A Cícero Pena também ganhou internet wi-fi, um banheiro com acessibilidade e renovação das redes hidráulica e elétrica.
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Nesse mesmo caminho, a Colônia de Pescadores Z-13, em Copacabana, foi reformada pelos organizadores do Arpoador Estúdios – que abrigou instalações de TV durante os Jogos. A empresa suíça Omega patrocinou a obra da Casa de Cultura Laura Alvim, reaberta em setembro do ano passado. Já a Colômbia fez reparos e melhorias, como uma nova iluminação externa, em LED, no Centro Cultural do Ministério da Saúde, na Praça Quinze.
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Também há legado em instituições privadas onde as casas se instalaram. Os franceses, por exemplo, deram um picadeiro coberto, já usado em competições internacionais, para a Sociedade Hípica Brasileira.
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Fonte – O Globo, Guilherme Ramalho e Rafael Galdo

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