Por CIPA
Em 20/04/2020
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Já foi o tempo em que a maior preocupação dos síndicos em termos de saúde era a dengue. Depois surgiram a zika e a chikungunya. Agora temos o coronavírus. Mas nada de pânico. O importante é tomar as medidas preventivas para evitar a disseminação do vírus e o aumento do número de casos da Covid-19.

Para esclarecer melhor nossos leitores, entrevistamos a clínica geral dra. Fátima Cardoso, que nos explica: “Antes de mais nada, é preciso ressaltar que estamos falando de um vírus que, como qualquer outro, é mutável – ele se modifica no ambiente em que está –, e, à medida que vai se espalhando nos continentes, vai mudando sua forma de atuação no organismo humano. O coronavírus é um vírus de gripe que se inicia com tosse seca e irritação na garganta. Essa infecção pode atingir todas as mucosas das vias aéreas superiores (seios da face, olhos, garganta, nariz), produzindo inflamação, e prosseguir para o pulmão se a pessoa tiver imunidade baixa ou doença preexistente.”.

Ainda segundo a médica, os grupos de risco que podem ser acometidos por complicações mais sérias – inclusive a morte – incluem pessoas com doenças crônicas, como diabetes melito e doenças autoimunes descompensadas, HIV, câncer e asma: “O problema é que, como qualquer vírus, o coronavírus se propaga com muita facilidade. E a contaminação se dá por meio das secreções orais e nasais; essas secreções passam de pessoa a pessoa, especialmente quem não tem o cuidado de lavar as mãos e espirrar sem cobrir o nariz e a boca. Ao tossir e espirrar, é preciso proteger o rosto com a parte interna do braço dobrado, e não com as mãos, pois a mão fica contaminada”, explica a médica.

Fátima ressalta ainda que superfícies lisas mantêm esse vírus vivo por até 48 horas. Isso significa que não se deve tocar nesse tipo de superfície e depois passar a mão na boca, no nariz ou nos olhos. E se houver necessidade de tocar esses locais, usar antes álcool gel ou líquido 70%.

Na opinião da médica o uso de máscara deve seguir a orientação da Sociedade Brasileira de Infectologia: “As pessoas que estão em supermercados, ônibus, metrô ou ambientes fechados com outras pessoas devem usar máscaras. Andar na rua de máscara não é obrigatório, desde que se mantenha distância de 1,5 metro das outras pessoas. Isso porque muitas pessoas saudáveis portam o vírus e transmitem a doença. Máscaras de pano que não seja poroso, de face dupla, podem ser usadas. Deve-se lavar a máscara sempre que chegar em casa. Ainda não há medicamento eficaz para a prevenção da Covid-19. O que se fala na medicina clássica é que se deve reforçar a imunidade com a utilização de vitamina C (500mg ao dia), mas isso não é necessariamente uma prevenção contra o vírus da gripe. O coronavírus é um vírus de gripe simples, num país tropical como o nosso, que produz tosse, coriza, secreção nasal e conjuntival. Ele ocasiona garganta irritada também, mas uma pessoa com mais idade ou com doenças crônicas pode se contaminar e vir a apresentar pneumonia grave por processo inflamatório à ação viral, porque a Covid-19 é uma doença inflamatória. Por exemplo, um asmático descompensado pode fazer uma pneumonia, pois ele tem um pulmão com baixa imunidade”, conclui.

O período de incubação do vírus é de 2 a 14 dias, portanto, pessoas que tiveram contato com doentes ou que vieram de locais onde a doença se manifestou devem evitar sair de casa até ter a certeza de que não estão contaminadas.

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