Por CIPA
Em 23/10/2018
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Estar seguro é um conceito relativo, mas é preciso investir em segurança

Nos dias atuais está complicado se sentir completamente seguro, mas o síndico precisa fazer o que está a seu alcance para tornar o condomínio minimamente protegido. Claro que nem todos podem investir pesado em modernos sistemas de segurança, mas algumas coisas devem ser priorizadas.

Bruno Hins, consultor de segurança eletrônica para condomínios há mais de 10 anos, sócio-proprietário da Sistemic Sistemas de Telecomunicações LTDA., considera as câmeras de vigilância fundamentais: “O circuito fechado de TV (CFTV) é o único equipamento no mercado de segurança que permite que uma pessoa monitore vários ambientes ao mesmo tempo de um mesmo lugar e em tempo real. O crescimento desse segmento fez com que os grandes fabricantes desenvolvessem equipamentos com boa qualidade de imagem (câmeras HD com 1MP 720p de resolução) e baixo custo. Até porque a concorrência é grande e ninguém quer ficar para trás.”.

O especialista da Sistemic tem outras ponderações: “Um sistema de segurança eletrônica não pode deixar de ter circuito fechado de TV; controle de acesso (funda-
mental para o controle do fluxo de entrada e saída do condomínio, tanto para moradores como visitantes e prestadores de serviços); alarme perimetral (protege todo o perímetro no entorno do condomínio, avisando caso algum local [zona] seja violado ou acessado por pessoa estranha); sistema de comunicação (é imprescindível ter boa comunicação entre a portaria e os apartamentos, para avisar a chegada de visitas ou entregas; e em hipótese alguma permitir a entrada de pessoas sem identificação e confirmação prévia do morador). Dentre todo o aparato de segurança eletrônica, esses não podem faltar.”.

Claro que esses recursos são maravilhosos, mas não podemos esquecer que se os funcionários não forem muito bem treinados para usar tudo isso estaremos oferecendo pérolas aos porcos, como diz o ditado. Outro detalhe de que o síndico não pode descuidar: os moradores e seus visitantes têm que fazer sua parte, até porque as falhas humanas são as que mais colocam todo o sistema em risco. Segundo o consultor da Sistemic, a maior vulnerabilidade dos condomínios são funcionários mal treinados, despreparados e desatentos: “É preciso que o síndico busque sempre treinamentos e cursos especializados em portaria. Isso é fundamental para reduzir os riscos e é um investimento necessário. Os bandidos estão se especializando e ficando cada vez mais criativos. Temos que contra-atacar com treinamentos constantes.”.

Há que se observar também que muitos condomínios ainda usam sistemas obsoletos, e não se deve deixar acontecer um incidente para tomar providências: “Vivemos em um mundo tecnológico com novidades e avanços diários na área de segurança eletrônica. Portões que se abrem sozinhos; cancelas automáticas; acesso por biometria; câmeras com resolução de imagem 4k; alarmes inteligentes que são visualizados pelo celular; assembleia virtual e muitos outros. Quem imaginaria tudo isso 20 anos atrás? Somos totalmente dependentes da tecnologia e definitivamente não vivemos mais sem ela. Se os equipamentos de qualquer condomínio não fazem nada disso, eles se tornaram obsoletos”, afirma Hins, da Sistemic.

Manutenção necessária

Porque dependemos da tecnologia que é imprescindível investir na conservação dos equipamentos. “Uma boa manutenção consiste em visitas periódicas para avaliar o funcionamento de equipamentos e testes específicos para cada tipo de sistema. As visitas nunca devem ser feitas em intervalo superior a 30 dias. Sempre lembrando que os equipamentos eletrônicos são passíveis de apresentar problema a qualquer momento, independentemente das visitas. Ter uma boa empresa de manutenção que atenda rápido os chamados também é muito importante”, considera Hins.

Dicas de segurança nas férias

Muitos apartamentos ficam vazios no fim do ano porque os moradores viajam, e, por outro lado, o entra e sai de visitantes nos condomínios também é maior. O consultor Bruno Hins recomenda que se faça o cadastro de todas as pessoas que forem passar o período de férias ou fim de ano no condomínio e o deixe na portaria para uma identificação rápida e precisa. “Para os condomínios que possuem controle de acesso, indico o fornecimento de cartões de acesso com identificação de VISITANTE, com data de validade para bloqueio automático do cartão no fim da estadia. O síndico deve instruir os funcionários para que tenham calma, falem de forma pacífica e clara durante uma abordagem, pois isso minimiza o estresse e reduz o risco de erro.”.

Olhar do síndico

O síndico Fabio Moletta Caldas é engenheiro eletrônico e está à frente do Condomínio Del Niño, que fica na zona norte, tem nove andares, três funcionários. Ele considera sua condição profissional um ponto positivo quando se trata de escolher sistemas de segurança: “Tenho uma visão mais apurada do que os leigos, mas sei também que não basta equipar o condomínio com o que há de melhor em tecnologia, é preciso treinar os funcionários. Toda semana eu oriento nossos funcionários a não deixarem entrar sem expressa autorização do morador. Não adianta se é grávida, se está de terno ou se é banhado a ouro. Se não conseguir falar com o morador, não entra”, avisa ele. O síndico é tão exigente com a segurança que não se conteve certa vez que foi visitar o filho e embicou o carro na porta da garagem: “O porteiro abriu a porta imediatamente. Eu saltei, interfonei e perguntei por que ele havia aberto o portão, se ele me conhecia… Não adianta investir em segurança se o funcionário não é treinado para isso”, arremata.

No Condomínio Del Niño, que é administrado pela CIPA, foi colocado um sistema de câmeras que atende plenamente às necessidades dele: “Temos 16 câmeras de alta definição, coloridas, com opção de zoom, e ainda estamos estudando a possibilidade da instalação de outras. Fora isso a administração está sempre atenta às atualizações de sistemas de segurança no mercado”, diz Caldas, que conta com funcionários treinados e que sabem lidar com situações de sinistro.

Todas as câmeras do Del Niño gravam as imagens. “As principais (portaria social e de serviço, garagens, elevadores) são monitoradas o tempo todo pelos porteiros”, avisa o síndico, que não abre mão da manutenção mensal dos sistemas de interfonia, câmeras e portões de garagem. “Conto com a mesma empresa para os três sistemas há cerca de 10 anos. Custo-benefício excelente. Já me atenderam até no meio do carnaval”, observa.

Fabio Moletta Caldas já foi síndico 23 vezes e mora nesse condomínio desde 1996. “Tenho, no mínimo, 20 anos de sindicatura. Maria das Graças Bernardo, minha assessora, me ajuda muito. Ela é atenciosa e proativa. Sempre fui muito bem tratado na CIPA”, finaliza.

Novidades de um mercado muito veloz

O mercado de tecnologia é veloz, quase não dá para acompanhar as novidades que surgem a cada dia e em diversos segmentos. Eduardo Bueno, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Nice Brasil, afirma que, no mercado de segurança e em outros vários segmentos, a tendência é a IOT (internet das coisas – do inglês, internet of things): “A IOT nada mais é do que uma rede de dispositivos que possuem tecnologia embarcada e que falam entre si. Na área de segurança, buscamos oferecer produtos que não só tenham inovação no design (marca da Nice), mas também sejam de fácil uso para o cliente final e alinhados com as tendências futuras do setor.”.

A Nice Brasil foi fundada na Itália, nos anos 1990, e hoje já está em mais de cem países, sendo referência internacional em automação para casas e prédios e segurança eletrônica, com extensa oferta de produtos de sistemas de automação integrados para portas, portões e cancelas; toldos, persianas e cortinas; sistemas de alarme e controle de acesso para residências, comércio e indústria. Os produtos têm como objetivo melhorar a qualidade de vida de seus consumidores, simplificando movimentos do dia a dia, com conforto para entrar e sair de casa, por meio de produtos práticos e design emocional.

A grande novidade no segmento de segurança e controle de acesso a condomínios é o leitor biométrico facial Facepass:“Ele vem com teclado virtual, duas câmeras de captura, sendo uma com infravermelho para leitura em ambientes escuros e visor LCD de 2,8’’ sensível ao toque. A leitura é feita no tempo recorde de 1 segundo e tem capacidade para 300 usuários e até 200 mil registros. Outro lançamento e a LN-5000, fechadura eletrônica com leitor biométrico com a qual você pode interagir através de seu smartphone. O equipamento possui tela touch screen de alta qualidade, bluetooth, aplicativo para configuração, visualização e gravação de eventos e abertura de fechadura, função ‘toque para abrir’ para iOS ou ‘mexa para abrir’ no Android”, explica.

O gerente conta que o leitor QR Code L350R oferece para os moradores de condomínios a possibilidade de enviar uma mensagem instantânea com código de acesso para seus visitantes, liberando, de forma rápida e segura, o acesso à portaria, sem filas. O diferencial do equipamento desenvolvido pela Nice é a possibilidade de estabelecer, em um único arquivo, o horário de entrada e saída do visitante. Além disso, o QR Code é único para cada visitante, não sendo possível ser usado por nenhuma outra pessoa a não ser aquela que recebeu o código.

Na área de segurança eletrônica, a novidade da Nice é o modelo do Cloud Alarm, agora com módulo Ethernet/wi-fi, que pode ser conectado à rede de internet da residência para interagir (enviar e receber) com o usuário, por meio de comandos através do aplicativo. “Outro diferencial é a saída PGM, com a possibilidade de expansão de até cinco saídas, que permite a funcionalidade de automação da casa e de outros equipamentos, como luz de entrada, cerca elétrica, automatizador do portão, piscina aquecida ou até mesmo eletrodoméstico. Tudo pode ser feito pelo controle remoto ou pelo aplicativo para smartphone, que é fácil de usar e intuitivo. Ele chega para se juntar aos modelos Cloud 10 GPRS, 10 e 6. Todos com possibilidade de usar módulos wi-fi, GPRS, bateria e expansor de mais 10 zonas”, arremata o gerente.

Bueno finaliza sinalizando alguns critérios que o síndico deve considerar na escolha de um sistema de controle de acesso: “Ele deve optar por um produto de qualidade que possa oferecer a confiabilidade necessária aos moradores do condomínio, bem como escolher um profissional treinado que coloque à disposição a melhor tecnologia em custo-benefício para a necessidade da aplicação e manutenção do sistema.”.

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