Por CIPA
Em 15/10/2015
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04/10/2015 – O Dia

A compra do imóvel por meio do sistema de consórcio pode ser a saída para evitar as taxas de juros altas e a restrição do crédito imobiliário em tempos de crise. O modelo, que conta com mais de 783 mil consorciados no País, registrou crescimento de novas cotas de 50,3% de janeiro a julho deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com balanço da Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio). O valor médio da carta é de R$ 114.800.

A pesquisa indica ainda que, nos sete primeiros meses do ano, foram usados R$ 57 milhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no sistema por quase dois mil trabalhadores.O modelo é conhecido por ser uma poupança com objetivo definido, substituindo a compra por impulso pelo planejamento. No sistema não há cobrança de juros, apenas correção anual das parcelas e do valor da carta de crédito. O interessado terá que pagar também taxa de administração, fundo de reserva e seguro. A contemplação acontece por sorteio ou lance. O FGTS pode ser usado para dar lance e ter o bem mais rápido, também para complemento da carta de crédito, para amortização ou antecipação de parcelas. Neste caso, é preciso ser o único imóvel. Vale lembrar que a utilização da carta de consórcio é válida apenas para imóveis prontos, com Habite-se.

Para se ter ideia, uma carta no valor R$ 114 mil, com prazo de pagamento de 144 meses (12 anos), terá parcela inicial de R$ 930,21 e a final de R$ 1.765,81. Para um crédito de R$ 300 mil, no mesmo prazo, o consorciado vai pagar inicialmente R$ 2.447, 92 e parcela final de R$ 4.646,88.

Segurança na contramão

Como em toda negociação, pesquisa e muita informação são as principais orientações para evitar problemas. No site da Abac (www.abac.org.br) é possível consultar as administradoras de consórcios que são autorizadas pelo Banco Central a prestar o serviço. A recomendação da associação na compra de cotas é ler atentamente as cláusulas do contrato para tirar todas as dúvidas. É preciso ainda atentar para: o crédito indicado no documento, o prazo de duração do grupo, o percentual de contribuições, as despesas que serão cobradas, os tipos de seguro que poderão ser exigidos e as garantias que deverão ser fornecidas na contemplação, entre outras dicas. Desconsidere promessas verbais, pois todos os direitos e as obrigações do consorciado estão estabelecidos no contrato.

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