Por CIPA
Em 23/10/2020
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Os parquinhos da grande maioria dos condomínios estiveram fechados por muito tempo em função da pandemia. Aos poucos, foram reabrindo, e os síndicos cuidadosos fizeram sua parte, estabelecendo novas regras de uso e de limpeza.

Bom exemplo é do síndico Pedro Barros, do Condomínio Joia da Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro, que está no comando do edifício desde abril de 2018. Ele mora no empreendimento desde sua implantação, em 1999, e já participou de outras gestões como conselheiro.
Ou seja, conhece muito bem o dia a dia do condomínio, que tem cinco blocos, 488 unidades e aproximadamente 3.200 moradores.

A área do parquinho, que tem uns 14 anos de vida, serve a todos os blocos e tem cerca de 350 m². Ali há vários tipos de brinquedo, entre eles os de madeira, os de plástico e até mesmo os mesclados com diferentes materiais. Retrato de um condomínio que, aos poucos, foi aumentando e incrementando sua área de lazer para os pequenos. “Temos brinquedos feitos com pneu, fibra de vidro, madeira, plástico e até balança com estrutura de aço”, detalha o síndico, explicando que há duas áreas delimitadas no espaço: uma para crianças de até 6 anos e outra para os maiores. “Os adolescentes não são proibidos de estar no espaço até porque temos bancos, e os jovens gostam de se sentar para conversar ali. Mas sabem que os brinquedos são para uso dos pequenos”, diz Barros.

Seguindo os protocolos de reabertura das áreas de lazer o síndico não dormiu no ponto: em meados de agosto, estabeleceu um novo horário para o parquinho e uma rotina de limpeza rígida: “Limitei o uso entre 9h e 18h; os faxineiros limpam antes das 9h todos os brinquedos e também de três em três horas, com pano umedecido com solução bactericida e, em seguida, com spray de álcool 70%. Fecho às 18h porque,
depois desse horário, os faxineiros vão embora”, detalha ele, explicando ainda que se tiver alguém no parquinho na hora da limpeza a brincadeira tem que parar um pouquinho.

Ainda em conformidade com as regras de ouro, esse síndico exige o uso de máscara nas áreas comuns inclusive nos parquinhos. Se alguém se recusar a usar a orientação é ser convidado a se retirar do local. “Mas nossos moradores colaboram muito. Se não houvesse colaboração,
fecharia o espaço, mas nunca houve necessidade.”

A manutenção dos brinquedos é feita pela equipe interna do condomínio, que se encarrega de verificar o estado da grama sintética e fazer eventuais reparos. A casinha de madeira também recebe pintura sempre que necessário. Aliás, Pedro Barros resgatou a amarelinha, tradicional brincadeira que faz muito sucesso por ali: “Mandei pintar no chão a sequência de números e algumas mães brincam com
seus filhos.”. Ponto para ele, que está retomando, em tempos modernos, uma forma divertida de interação!

Pano rápido

Tem que saber limpar. Especialmente nestes tempos estranhos que estamos vivendo. Danielle Porto Cormack Garcia, gestora administrativa da DPL Niterói, afirma que a limpeza de modo geral e não só dos parquinhos ganhou um novo olhar com a pandemia. “Assim como a limpeza de outras áreas comuns, os parquinhos também fazem parte da faxina diária do condomínio, pois são áreas muito frequentadas por crianças. Apesar de sabermos que os casos de Covid-19 em crianças são baixíssimos e podem não apresentar sintomas (assintomáticas), elas podem ser transmissoras do vírus para outras crianças e adultos que tenham comorbidades.”

Quanto à higienização adequada, a gestora da DPL Niterói reforça: “A melhor limpeza é com o uso de álcool 70%, água sanitária e água e sabão diariamente. Tanto para as áreas comuns quanto para os parquinhos de plástico e madeira esses produtos são adequados. Para a desinfecção geral, poderão ser utilizados produtos à base de quaternário de amônio”, diz ela, informando ainda que existem produtos hoje no mercado vendidos na forma de aerossol, o que facilita a limpeza.

Quanto à periodicidade da faxina, a especialista aconselha: “Cada condomínio deve fazer a avaliação de seu ambiente conforme o fluxo de pessoas que transitam no local ou que passarão a transitar, mas recomendamos que a limpeza seja feita pelo menos duas vezes ao dia.”.

Escolhendo um parquinho

Se a ideia é investir em um novo brinquedo ou mesmo uma nova área infantil, o síndico deve estar atento a suas escolhas. Eonio Campello, diretor da Renove Brasil, empresa atuante há 15 anos que vende brinquedos, pisos para playgrounds e utilitários para condomínios (contêineres, carrinhos, lixeiras, bicicletários), avisa: “Toda aquisição para a área infantil deve ter o selo do Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmetro).”.

Segundo o especialista da Renove, a melhor opção de compra são brinquedos feitos deplástico rotomoldado. “Não têm quinas vivas, não soltam farpas e são muito mais flexíveis no caso de um acidente. A limpeza pode ser feita com hidrojato e álcool. Acho que o investimento numa máquina lava a jato é excelente para o condomínio. Mas na falta dela, água e sabão com um pano resolvem. Outra vantagem: esses brinquedos não estragam ainda que sejam lavados todos os dias. No entanto, o inimigo desses brinquedos é o sol, mais precisamente os raios UV.”

Ainda sobre a qualidade dos brinquedos, Campello, que revende várias marcas, sempre aconselha a marca Mundo Azul: “Tem garantia de cinco anos contra a desbotagem ocasionada pelo sol. As outras marcas, não. Já vi brinquedos dessa marca com 30 anos de vida em perfeito estado. E o melhor: não é mais cara que as outras. É excelente!”

Um problema que afeta qualquer brinquedo e é uma realidade: guimbas de cigarro. “O fogo marca o brinquedo e fura a grama sintética.”

Escolhendo o piso do parquinho

O diretor da Renove é enfático: o melhor piso é o emborrachado. “Quando a criança cai não se machuca. Indico sempre o da marca Flexpiso, com placas de 1 × 1m. As placas grandes são mais adequadas, formam um grande lençol na área. Têm garantia de um ano, mas nunca dão defeito, duram cerca de 15 anos.”

O pulo do gato, segundo Campello, é que as placas são coladas umas nas outras, e não no chão. “Não colamos no chão por causa da temperatura. Esse diferencial dá longevidade ao investimento.”

Outro fator importante a observar na hora da compra é referente à altura das placas. Elas vão definir o amortecimento em caso de queda. “Quanto mais alto o brinquedo, mais alto deve ser o amortecimento e, consequentemente, a espessura da placa”, ressalta Campello.

Para limpar a sujeira mais grossa das placas de borracha o diretor da Renove também indica o hidrojato com água pura.

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