O conceito de sustentabilidade é amparado por três pilares: o econômico, o social e o ambiental. Seu objetivo é manter a harmonia entre os componentes para garantir a integridade do planeta, da natureza e da sociedade no decorrer das gerações.

Após a Eco-92, a legislação brasileira passou a contemplar normas para novos condomínios obrigando-os a adotarem medidas sustentáveis, como meios para a redução do consumo de energia e água. Mas, mesmo em condomínios construídos antes dessa data, algumas atitudes podem ser tomadas, conforme a avaliação do síndico, levando-se em conta a realidade de cada empreendimento.

Mas por onde começar a implantar ações de sustentabilidade? Nesta matéria, a CIPA elenca algumas dicas de medidas sustentáveis que irão ajudar o meio ambiente e também o caixa do seu condomínio.

Conscientização

Recomenda-se que o primeiro passo a ser dado seja o trabalho de conscientização dos moradores. Contar com o engajamento dos condôminos é fundamental, pois, embora a ideia de que é preciso ser ecologicamente correto esteja disseminada, muitas vezes as pessoas não sabem exatamente como podem contribuir. As orientações podem ser inseridas em boletins, cartazes e apresentações em assembleias do custo x benefício de algumas práticas.

Além dos condôminos, outro grupo importante a ser contemplado no processo de conscientização é o de empregados do condomínio. Com o devido entendimento e treinamento, eles podem passar a desempenhar suas funções de forma mais sustentável, trabalhando em prol da economia e da utilização de recursos de forma mais eficiente.

Coleta de lixo e descarte de materiais

Uma medida bem comum é a aquisição de carrinhos e lixeiras para coleta seletiva do lixo do condomínio. Metais, vidros, plásticos e orgânicos são acondicionados separadamente, facilitando o processo de reciclagem após o recolhimento.

Outra ação importante é disponibilizar locais adequados para o correto descarte de materiais como óleos vegetais, pilhas, baterias etc. Há empresas especializadas que fazem o recolhimento desses objetos, como é o caso da FRenováveis.

Economia de energia elétrica

Com atitudes fáceis, sendo várias de baixo custo, é possível otimizar o uso de energia elétrica no condomínio. A substituição das lâmpadas convencionais por modelos mais econômicos, bem como a instalação de temporizadores e/ou sensores de presença nas áreas comuns podem trazer muitos ganhos, pois irão gerar uma economia facilmente perceptível nas contas de luz.

Também é possível a instalação de telhados e calçadas verdes e utilização de pinturas refratárias, dentre várias outras soluções. Todas elas contribuem para economia de energia por evitar a absorção de calor nos ambientes. Em épocas de muita variação das bandeiras tarifárias e possibilidade de aumento da tarifa do klw/h, ter uma conta de luz com valor mais baixo é algo sempre bem-vindo.

Otimização do consumo de água

O controle do consumo de água nas áreas comuns pode ser feito nas tarefas do dia a dia. Por exemplo, na hora de molhar plantas, utilizar regadores em vez de mangueiras pode ser uma boa solução.

A manutenção preventiva das tubulações é essencial para evitar desperdícios. Por isso, deve ser realizada periodicamente a fim de encontrar novos vazamentos e reparar o dano o quanto antes.

Recomenda-se também a instalação, nas torneiras de área comuns, de restritores de vazão e temporizadores. Do mesmo modo, o estabelecimento de formas para reúso de água da chuva para utilizações não nobres (em plantas, chafarizes) é um outro meio que podem ajudar bastante no esforço de se gastar menos água. Num primeiro momento, o investimento pode parecer alto, mas o retorno financeiro é garantido. O importante é que o síndico avalie a viabilidade do projeto, contratando uma empresa especializada.

Uma medida que tem se mostrado bastante interessante é a troca dos hidrômetros coletivos por individuais, que pode vir a proporcionar uma economia de algo em torno de 17%. Mas essa ação requer um alto investimento, com retorno previsto a longo prazo. O síndico deve levar em conta também o custo mensal da leitura dos hidrômetros para avaliar o custo benefício.

O gerente da Unidade de Condomínio, Agnaldo Teixeira, reforça a importância de que as medidas sustentáveis sejam aplicadas. Segundo ele, o cuidado e o olhar atento para a sustentabilidade passaram a ser fatores de extrema importância na administração condominial. E finaliza: “Hoje, além de menores custos de manutenção nas operações do dia a dia, algumas mudanças prolongam o tempo de vida útil de bens e equipamentos. Práticas estas que também trazem como resultado a valorização do imóvel”.

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