Placas solares com uso de tecnologia nacional barateiam custos

Por CIPA
Em 10/06/2015
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A falta de fabricantes e de tecnologia de placas solares encarecem o uso desta energia no país. Já o mecanismo para aquecimento de água já funciona, e o custo inicial pode ser recuperado antes de seis anos de uso, a vida útil do equipamento fica em torno de 15 anos. Um projeto de uma casa sustentável está sendo desenvolvido no Brasil. Com essa tecnologia, o preço de produtos como placas solares devem ficar mais baratos no país.

Alguns pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) preparam a Casa Solar Flex para apresentar na competição Solar Decathlon Europe 2010.

A professora da UFRJ Elaine garrido, uma das coordenadoras do projeto, explica que o modelo pode ser adaptado para o uso em residências. Para ela, a questão mais importante é a economia proporcionada pelas casas solares, como já acontece em alguns países.

– É um processo interessante. A energia solar produzida durante o dia na casa pode compensar o que é gasto com eletrodomésticos, como se fosse uma devolução da energia – conta Elaine.

No Brasil, ainda falta regulamentação e interesse de empresas para investir comercialmente em painéis solares para gerar energia, destaca Célio Bermann, coordenador do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP. Ele destaca que a energia solar é útil em áreas afastadas ou como uso de forma complementar.

– O uso de energia solar ainda está em debate no Brasil. O custo de importação das placas é muito alto para uso doméstico e não justifica a compra. O país precisa de tecnologia para então começar o interesse pela produção em larga escala – explica Bermann.

No caso de aquecimento de água, o uso de aquecedores solares são viáveis no país. O professor Sérgio Braga, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) usa há seis anos cinco metros de coletores solares para esquentar a água da sua casa.

Braga diz que tem o sistema elétrico como fonte auxiliar, mas fica vários dias sem usar. Ele contou que a capacidade de armazenamento de água quente chega a 400 litros, o que é mais que suficiente para as quatro pessoas da sua família tomar banho sem gasto de energia diária.

– O aquecimento solar da água é viável e o custo vale a pena. O valor para instalar pode ser alto, mas é compensado ao longo dos anos – explica Braga.

Sistema ajuda a reduzir perdas elétricas

A instalação de um sistema de medição inteligente pode levar a uma maior economia de energia elétrica. Com o sistema, o consumidor sabe exatamente quanta energia está consumindo, e as concessionárias conseguem coibir as ligações clandestinas, que geram prejuízo anual de R$ 7,8 bilhões no país. Para o consumidor, a redução na conta de luz chega a 15%.

A rede inteligente (smart grid) também reduz as falhas do sistema de transmissão de energia. Como a identificação de uma falha na rede é imediata, é possível reestabelecer o fornecimento rapidamente. Por evitar desperdícios, o sistema é considerado uma iniciativa importante de tecnologia limpa para a próxima década.

A empresa americana Silver Spring Networks (SSN) em parceria com a Axxiom, especializada em sistemas de integração e gestão, estão trabalhando juntas para desenvolver um plano de instalação de sistemas de rede inteligente (smart grid) no Brasil. O sistema já está em uso nos Estados Unidos e na Austrália.

Por aqui, a substituição do atual sistema analógico pela rede de energia inteligente requer aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que abriu consulta pública sobre o assunto no inicio deste ano.

– O primeiro passo na adoção dessa tecnologia é dado pelas grandes distribuidoras de energia elétrica, com a instalação de medidores inteligentes – explica John O’Farrell, vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios da Silver Spring.

No país, existem 63 concessionárias, que são responsáveis pela distribuição de energia tanto para casas quanto para empresas de todo o país.

Fonte: Jornal do Brasil, Carolina Eloy

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