Por CIPA
Em 10/04/2019
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Não importa como você chama a sua, o que vale é que ela tenha um bicicletário para chamar de seu

“I want to ride my bicycle, I want to ride my bike”… Já cantava a banda Queen. Aliás, se alguém aí já prestou atenção à letra dessa música (Bicycle Race) percebeu que ela é meio non sense. Mas isso não vem ao caso, até porque Queen é Queen, não é mesmo?!

Voltando ao assunto, quem gosta de andar de bicicleta e tem a sua quer que ela fique em perfeito estado. Não basta fazer uma manutenção adequada, é preciso poder guardá-la da melhor forma quando ela não estiver sendo usada.

Estamos falando de bibicletários, espaços realmente apropriados para estacionar as bikes. Digo apropriados porque sabemos que em muitos condomínios ainda vemos amontoados de bicicletas
em garagens ou quartinhos, depositadas de qualquer jeito, sem o menor cuidado. E, dessa forma, poucas pessoas acabam usando as suas até por preguiça de conseguir achá-la e de ter de tirar vários obstáculos antes de chegar até ela.

Mas quem não abre mão de um bom passeio e quer sua bike bem cuidada acaba por guardar a sua em casa, aí o tumulto fica na unidade. O que também não é adequado, pois dentro de um apartamento sempre vai ser meio inconveniente. Além de ter o incômodo de ter que subir e descer de elevador com a magrela, entrar com ela em casa pode causar pequenos acidentes e ainda sujar o apartamento.

Por essas e outras é que os síndicos atentos e comprometidos com o bem estar dos moradores e dos funcionários que vão ao trabalho de bicicleta instalam bicicletários em suas dependências. Algumas construtoras mais ligadas a soluções sustentáveis também têm se antecipado a leis e vêm entregando seus empreendimentos já com os tais bicicletários. Ponto para elas!

 

Zelando pelas magrelas

Existem empresas especializadas em zelar pelo bem-estar das magrelas enquanto elas não estão sendo usadas, é o caso da Cicloparking. Christiane Martins, especialista da empresa que trabalha exclusivamente com bicicletários há mais de 15 anos, é uma entusiasta do uso da bicicleta: “É uma questão de sustentabilidade – oferecer ao ciclista lugar para guardar sua bicicleta é um incentivo a mais para menos um carro na rua”, reforça.

Os maiores clientes da Cicloparking são os condomínios, mas a empresa presta serviço para quem desejar instalar bicicletários em frente a seu comércio e até mesmo para a Prefeitura, que os coloca em espaços públicos. Aliás, há uma lei que determina a implantação de bicicletários em shoppings e supermercados no município do Rio de Janeiro, mas que pouca gente conhece: é a
Lei nº 77, de 28 de abril de 2005.

 

Quando a bagunça está generalizada

Para a Cicloparking, a bagunça de bicicletas amontoadas não é problema. Sempre há uma boa solução. Christiane Martins está acostumada a oferecer alternativas para todos os tipos de condomínio, do pequeno ao de grande porte. “Costumo ver de tudo, desde bicicletas amontoadas em garagens, correntes prendendo umas às outras, algumas presas a canos, até quartinhos cheios de bicicletas. Mas para todo cliente há um projeto apropriado, ninguém fica sem solução”, afirma a especialista.

A análise do espaço disponível no condomínio para a instalação do bicicletário e o estudo da quantidade de bikes que precisam de vagas são importantes para se definir um plano de ação. “Costumo orientar os síndicos a fazerem um ‘censo da bicicleta’, que nada mais é do que um levantamento com os moradores para saber quantas vagas serão necessárias. Se esse estudo não for
viável, recomendo pelo menos calcular uma vaga por apartamento”, diz Christiane. Mas, mesmo assim, ela diz que é comum ser chamada novamente para aumentar o número de vagas depois.

Quanto ao espaço disponível na edificação, a especialista avisa que, levando em conta que a grande maioria dos bicicletários é instalado nas garagens, é preciso observar que o local deve ter um corredor de acesso para o ciclista chegar próximo ao bicicletário e poder entrar e sair dali sem oferecer risco aos carros. “É preciso ter um espaço de manobra. Um bicicletário deve ser funcional, não adianta pendurar tudo e depois ninguém consegue mais entrar nem sair. Não faz sentido, isso tem que ser muito bem pensado”, avalia Christiane.

 

No chão ou na parede?

Depende. Segundo a especialista da Cicloparking, só uma visita técnica pode definir isso. “São muitos os fatores que envolvem um planejamento desse porte. Precisamos medir o espaço, saber o número de vagas necessário e qual a possibilidade de investimento. A partir daí, vamos oferecer um planejamento adequado. Por exemplo: se o cliente precisa de 20 vagas e tem espaço horizontal, posso orçar quatro módulos de cinco vagas cada um. Se não tem espaço para todas no chão, podemos fazer módulos de parede também”, exemplifica ela, que já fez projetos com cerca de 350 vagas de bicicletas para condomínios. “Se o condomínio for grande ou pequeno, nosso atendimento é o mesmo, o importante para nós é atender satisfatoriamente a todos”, ressalta.

No caso de garagens abertas ao tempo, o indicado é pensar um bicicletário com cobertura integrada, é o que a Cicloparking indica. “Nós oferecemos o serviço completo, queremos atender a nossos clientes da melhor maneira para que ele tenha ânimo de usar sua bicicleta!”, enfatiza.

Um alerta: com o aumento das bicicletas elétricas, é preciso que os síndicos atentem que elas são pesadas e a única opção para elas é a vaga no chão. Para atender a essa demanda, alguns síndicos já estão colocando, inclusive, tomadas perto dos bicicletários para que os usuários recarreguem suas bikes, lembrando que a demanda por energia nesses casos é mínima.

Christiane Martins finaliza dizendo que, em relação à segurança, alguns condomínios colocam câmeras, outros fazem seus bicicletários em locais fechados, entretanto, todos os módulos oferecidos por sua empresa oferecem porta cadeado individual.

 

Síndica antenada

Sheila Vieira é síndica profissional desde 2013, mas já trabalha com condomínios há mais de 20 anos. Com diversos cursos de especialização, está mais do que antenada com o que há de melhor para os edifícios. Com relação à necessidade de oferecer espaço adequado para guardar as bicicletas não poderia ser diferente.

Sheila está à frente de 20 condomínios, mas vamos falar de sua experiência no Condomínio Solari, na zona sul carioca. Com 72 apartamentos, até muito pouco tempo atrás não havia bicicletário na edificação. Essa novidade veio há cerca de cinco anos e revolucionou as coisas por lá.

Sheila lembra que, antes, alguns moradores deixavam suas bikes até no hall de acesso às unidades, o que é proibido. Outros guardavam suas magrelas nas varandas ou mesmo dentro de casa. Após a instalação do bicicletário, todos tiraram suas bikes de casa, dos halls e as colocaram no local adequado.

Para Sheila, bicicletário bom é aquele com iluminação, bom espaço para entrar e sair e perto do acesso à rua, além de ser um recinto pensado de modo eficiente. E ela está certa. “É por isso que deve ser feito por quem entende. O condomínio fica organizado e ainda valorizamos o bem do morador. A Cicloparking veio ao condomínio, apontamos o espaço destinado ao bibicletário e eles fizeram o projeto com base nas medidas disponíveis e em nossas necessidades de vagas: 50. Temos bicicletas suspensas e também no chão. Antes era uma bagunça para todos os lados, agora todas as vagas já estão ocupadas e estamos pensando em ampliá-las”, destaca ela,que observou que muitas pessoas se empolgaram, compraram bicicleta e a demanda por mais vagas cresceu. Tudo porque se sentiram mais seguros com o novo espaço.

No Condomínio Solari, o bicicletário foi instalado no subsolo, num espaço ocioso e grande que não era ocupado por carros. “No novo bicicletário, algumas pessoas usam cadeado, outras não. Temos câmeras de segurança em todo o condomínio que gravam as imagens, mas mesmo assim os funcionários fazem rondas periódicas. Nunca tivemos casos de furto aqui”, ressalta.

Em outros condomínios administrados por Sheila já houve furto de bancos, acessórios e da própria bicicleta. “Nestes a área não era coberta por câmeras, algo que recomendo fortemente, até mesmo para inibir qualquer ação”, indica ela, que finaliza observando que “o síndico deve prezar pela organização e pelo planejamento administrativo, a fim de valorizar o condomínio que administra”.

 

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