Por CIPA
Em 22/01/2020
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Só com uma manutenção preventiva e periódica os condomínios estão livres de preocupação

Se tem uma coisa que pode dar muita dor de cabeça para um síndico são as bombas que existem nos condomínios. Um pequeno defeito e, de repente, todos os moradores podem ficar sem água. Ou pior, em um momento de emergência, como em uma tempestade que cause enchentes, se as bombas não estiverem a todo vapor, os prejuízos podem ser enormes. Então, se você é síndico e quer dormir tranquilo, veja algumas dicas de como manter seu condomínio seguro.

A palavra-chave para quase todos os problemas relacionados com bombas é manutenção. “Com uma boa manutenção, uma bomba pode durar até 20 anos. Além disso, um contrato mensal não é muito caro e é um conforto para o síndico. A mensalidade pode incluir, por exemplo, a conservação dos equipamentos, um plantão de 24 horas, inclusive domingos e feriados, a troca de peças ou o empréstimo de equipamentos por até 30 dias. Se uma bomba pifa no ano-novo, no carnaval ou em qualquer outro dia de festa, o pagamento de um serviço em regime de urgência vai ser muito caro e o prestador de serviço pode ter a procedência duvidosa. Por isso, a opção pelo contrato é um conforto para o síndico e para os moradores”, explica o diretor da empresa Rei das Bombas, Eduardo Pinho.

Dentro de um único condomínio interagem, no mínimo, três tipos de bomba. Bombas de recalque, para o abastecimento de água; bombas submersíveis, para esgotamento e drenagem; e bombas centrífugas, para o sistema de combate a incêndio. Se o prédio tiver piscina, aí também precisa ter bomba autoaspirante. “Os maiores condomínios acrescentam sistemas como Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), reúso de água, irrigação e pressurização. O importante para o síndico é saber a função de cada uma e suas particularidades. Assim, entenderá melhor os cuidados e as medidas preventivas para a manutenção de todo o sistema”, afirma Cláudio Carvalho, diretor de Operações da empresa Hidroluz.

Para Cláudio, “a manutenção preventiva, por meio de inspeção periódica, bem como a execução dos reparos necessários, são fundamentais para prevenir interrupções nos sistemas, pois a maioria dos problemas é causada por falha dos componentes relacionados, quando ocorrem entrada de ar no sistema hidráulico, falhas elétricas e rompimentos, entre outros defeitos”. Segundo ele, além da conservação, as bombas de abastecimento, esgotamento e pressurização precisam ter uma bomba reserva, pois se o sistema parar pode haver falta d’água ou inundações.

Paulo Roberto é síndico há quatro anos e meio do Condomínio Red Bali, que fica na zona oeste do Rio de Janeiro. No local, circulam cerca de mil pessoas diariamente. Segundo ele, um problema de falta d’água, ainda mais no verão, poderia causar
“uma guerra” no condomínio. Para que isso não aconteça, ele tem um contrato com uma empresa que realiza manutenção periódica e conserto do equipamento e também possui bombas reservas. “Com o contrato, muitas vezes, as bombas são revisadas antes mesmo de apresentarem algum problema e os moradores não são incomodados. A gente não faz exame preventivo para cuidar da saúde? Com o condomínio é a mesma coisa. É como um corpo humano. Para não ficar na mão, tem que cuidar. As bombas são como o coração pulsando dentro do condomínio, levando água para todos os apartamentos”, afirma.

É importante lembrar, portanto, que algumas máquinas trabalham o dia inteiro no condomínio, como as bombas de recalque. Em contrapartida, outras raramente são usadas, como as bombas de incêndio. Por essa razão, a conservação mensal é importante também para prevenir a quebra do equipamento. As empresas especializadas fazem medição do nível de ruído; avaliação da corrente do motor elétrico; verificação das válvulas; medição de amperagem, voltagem e temperatura; teste no sistema automático (que é o responsável por ligar e desligar as bombas) etc.

O condomínio administrado por Paulo Roberto, por exemplo, tem 280 apartamentos e conta com duas bombas de abastecimento, uma usada como reserva da outra. Mas o síndico conta que, mesmo com o orçamento justo, pensa em comprar uma terceira bomba de recalque para ser a reserva das outras duas, garantindo que não haja nenhuma surpresa desagradável para os moradores. No condomínio, funcionam duas piscinas de adulto e uma infantil. São de quatro a seis bombas para atender só a demanda das piscinas e uma sala de comando controlando o funcionamento.

Para Paulo Roberto, o desafio do síndico é economizar nos gastos, mas prestar um ótimo serviço para quem vive no prédio. Nesse ponto, tanto Eduardo como Cláudio concordam que trabalhar com equipamentos dimensionados adequadamente para o sistema e também utilizar novos dispositivos gera economia. Mas o outro ponto muito importante é a conscientização dos moradores em tentar economizar água. O menor consumo significa que as bombas também vão trabalhar menos, proporcionando economia de energia de forma indireta.

As novas tecnologias também ajudam na redução de gastos. A automação está, a cada dia, mais presente no maquinário de bombeamento. De acordo com Cláudio, da Hidroluz, “os sistemas possuem regulagens de partida e desligamento bem mais suaves, que proporcionam aumento da vida útil dos itens. Além disso, programar o equipamento para trabalhar somente para atender a demanda necessária proporciona uma economia tanto de energia quanto da máquina, pois não utiliza a potência total do motor em todos os momentos.”.

Paulo Roberto tem um medidor digital na recepção do condomínio, por meio do qual ele pode acompanhar, on-line, todas as informações sobre a água que entra nas duas cisternas. O monitor digital vai acompanhando a entrada e a saída da água e tem um alarme que toca direto no celular e avisa quando a água está abaixo do nível. Assim, ele nunca é pego de surpresa.

 

E se faltar luz?!

Mas mesmo com toda a modernidade e tecnologia, o maior problema para o uso desse sistema de bombas ainda é a falta de luz. Se o condomínio tiver um gerador, as bombas funcionam normalmente. Mas se não tiver, o recomendado pelos especialistas é aguardar o retorno da energia elétrica para retomar o funcionamento das máquinas, já que os componentes elétricos voltam a funcionar automaticamente. Se houver qualquer problema nessa volta, é necessário chamar uma empresa especializada. O importante é não mexer para evitar acidentes.

Portanto, as empresas habilitadas oferecem uma gama de serviço variada. O importante é cada síndico saber das necessidades do condomínio que administra e contratar uma empresa que as atenda. O diretor da Hidroluz explica que o essencial é “ver se
a empresa escolhida dá conta das urgências do condomínio. Depois, vale checar a capacitação e o histórico de atendimento e as
soluções realizadas por ela e, em seguida, conhecer como procede cada suporte. Mas, acima de tudo, o fundamental é o administrador entender a importância da manutenção dos sistemas, seus riscos e benefícios para todos”, completa.

 

Quais as funções dos diversos tipos de bomba e para que servem

Bomba de recalque – basicamente é usada para levar água limpa aos moradores. Pode ser usada para puxar a água do reservatório inferior para abastecer a caixa d’água, que fica no topo do prédio. Ou, em construções mais recentes, o sistema de abastecimento é pressurizado, de baixo para cima, diretamente para as unidades, não possuindo mais o reservatório superior.

Bomba de drenagem de água – drena a água limpa, removendo o líquido acumulado inadequadamente em algum lugar do
prédio. Equipamento essencial para condomínios que enfrentam problemas com inundação no subsolo.

Bomba de drenagem de água servida – tem as mesmas características das bombas de drenagem de água limpa, porém,
permite o escoamento de águas sujas que estejam acompanhadas de resíduos sólidos.

Bomba de incêndio – sistema pressurizado que liga automaticamente em caso da abertura de um hidrante ou sprinkler. A
bomba de incêndio deve funcionar de maneira independente em relação à rede elétrica geral do prédio.

Bomba de pressurização – é responsável por garantir o aumento da pressão da água nos apartamentos, principalmente nas coberturas e últimas unidades.

Bomba de piscina – é usada no tratamento da água da piscina. Ela faz a água circular o tempo inteiro, o que reduz o acúmulo de bactérias e outras impurezas. Também é utilizada para alimentar pontos de lazer e decoração do condomínio, como cascatas e chafarizes.

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