Por CIPA
Em 24/07/2019
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Crescimento da população torna os elevadores fundamentais em construções verticalizadas

Cada vez mais pessoas estão vivendo nas cidades. Em 2007, pela primeira vez na história da humanidade, esse número superou o dos que vivem no campo. Estima-se que, até 2050, 70% da população mundial viverá nas cidades e isso é facilitado, em grande parte, pela existência dos elevadores. Segundo Fábio Aranha, diretor técnico da Infolev Equipamentos e Informática, empresa que fornece equipamentos para elevadores, especialmente quadros de comando eletrônico para modernização, o elevador é de vital importância para a acessibilidade na cidade do Rio de Janeiro. “O primeiro elevador do Brasil foi instalado no Palácio das Laranjeiras. Somos duas vezes mais verticalizados que São Paulo, pois temos praticamente o mesmo número de elevadores com apenas metade da população paulistana. É preciso enxergar as cidades não apenas num plano, mas vê-las em três dimensões, em que os elevadores proporcionam mobilidade urbana. Além da mobilidade, a acessibilidade que o transporte vertical proporciona também é importante, não apenas por conta dos deficientes físicos, que são um público estimado entre 10% e 15% da população, mas também pelos idosos, por causa do aumento da expectativa de vida da sociedade. Pensar na questão do idoso com mobilidade reduzida é prioridade”, diz.

Embora muitas pessoas não saibam, o elevador é um meio de transporte. Isso mesmo, por transportar pessoas e objetos de um lugar para outro, ele é considerado um meio de transporte e – pasmem! – é o mais seguro do mundo. Apesar das constantes críticas que recebem, os índices de acidentes são baixíssimos e a manutenção preventiva reduz demais o risco de falhas mecânicas. No Brasil, um exemplo de elevador que tem como finalidade otimizar a mobilidade urbana é o Elevador Lacerda. Localizado na capital baiana, o elevador – que foi inaugurado em 1872 – tem 72 metros de altura e liga a Praça Tomé de Souza (parte alta) à Praça Cairu, onde fica o Mercado Modelo. Em 2002, ele foi restaurado, ganhou nova iluminação noturna e janelas panorâmicas para o cais e o mercado. Existem quatro cabines: a 1 e a 2 são originais, utilizadas desde a inauguração, a 3 e a 4 são da obra de 1930, quando a construção ganhou feições art déco. As inúmeras via gens, que duram cerca de 30 segundos, transportam, aproximadamente, 20 mil pessoas por dia.

Na Cidade Maravilhosa, os principais pontos turísticos contam com elevadores, que ajudam milhares de pessoas, diariamente, a ter acesso a esses locais. Mas e seu condomínio, será que ele está preparado para proporcionar a acessibilidade de que seus condôminos e visitantes precisam?

Há dois anos, Eduardo Nunes Maia Pimentel é síndico do Condomínio do Edifício Jardins, localizado em Niterói. Por lá, são dois blocos com 144 unidades cada um e uma média de 450 moradores. Além de síndico, Pimentel é arquiteto e urbanista e entende a necessidade de um condomínio acessível nos dias de hoje. “Nós temos quatro elevadores e uma plataforma de acessibilidade e posso dizer que são extremamente importantes porque facilitam a locomoção de portadores de necessidades especiais definitivas ou temporárias e idosos entre os pavimentos de uma construção, garantindo a eles o direito de ir e vir”, diz.

Sérgio Wriedt é gerente de operações do Rio de Janeiro e do Espírito Santo da Atlas Schindler, empresa que atende a todo o Brasil e atua em três áreas de negócios: Novos Equipamentos, responsável pela fabricação e comercialização de elevadores, escadas e esteiras rolantes; Modernização, projeta a modernização de itens já instalados; e Manutenção, encarregada da prestação de serviços de manutenção para equipamentos instalados. Segundo Wriedt, o síndico deve tomar alguns cuidados a fim de não comprometer a acessibilidade nos condomínios: “Todos os equipamentos, independentemente de estarem em condomínios ou espaços comerciais, devem passar por manutenção frequente e precisam ser utilizados de forma correta, com respeito ao limite de carga e cuidado para não molhar seus componentes, por exemplo. Além disso, máquinas mais antigas podem estar obsoletas e precisar de adequação tecnológica, por meio da modernização, o que diminui o período de indisponibilidade dos maquinários e aumenta a segurança dos usuários.”

O elevador é um item que garante o acesso dos moradores a suas unidades, e para que ele funcione de maneira adequada, é necessário contratar uma empresa séria, que assegure a originalidade
das peças utilizadas e tenha atendimento rápido e eficaz. A realização de manutenção periódica é essencial para o bom funcionamento de qualquer equipamento, independentemente do fluxo
de pessoas. No entanto, é fundamental que essa conservação seja realizada com regularidade, não somente para atestar a segurança dos usuários, mas para aumentar a durabilidade do elevador. Um grande diferencial da Atlas Schindler é possuir programas de manutenção focados na segurança dos usuários, executados por equipes especializadas e independentes para que possam atuar com completa isenção nas avaliações e na dupla inspeção, que tem o objetivo de garantir que não existam falhas nos dispositivos. Caso a manutenção preventiva seja negligenciada, aumentam as chances de o equipamento parar por causa do desgaste natural das peças, impactando diretamente a mobilidade dos usuários”, explica.

A Villar Elevadores e Tecnologia está no mercado há quase duas décadas e presta assistência técnica em elevadores e escadas rolantes, faz modernização, embelezamento e substituição completa de elevadores, além de fornecer novos equipamentos, escadas e esteiras rolantes, por meio da parceria com a fabricante que representa no Rio de Janeiro. Marco Antônio Pereira, engenheiro e diretor administrativo/comercial da empresa, explica que os elevadores dos condomínios devem receber cuidados frequentes. “Conforme a Lei 2.743 (7/1/1999), que dispõe sobre instalação e conservação de elevadores no município do Rio de Janeiro, a periodicidade de conservação não deve ultrapassar 30 dias, obrigatoriamente, devendo ser executada de acordo com o planejamento
feito, em caráter espontâneo, e não em decorrência de atendimento ou reclamações do proprietário. A Villar Elevadores mantém rigoroso acompanhamento da performance e do funcionamento dos elevadores, pelo monitoramento das solicitações e execução da manutenção programada no “diário de bordo” existente na casa de máquinas de cada elevador, que é devidamente acompanhada pelos supervisores responsáveis. Na conservação preventiva, verificamos as condições de funcionamento e segurança dos elevadores ao realizar a limpeza, a lubrificação, as regulagens e os ajustamentos do equipamento. Implantamos, recentemente, a Manutenção Qualificada, executada por técnicos treinados, a fim de apontar deficiências identificadas pelo número anormal de solicitações, em que levantamos também a adequação pedida pela ABNT-NBR-15.597, que dispõe sobre os elevadores já existentes”, explica. Pereira ainda deixa algumas dicas para os síndicos que não querem ter problema com os elevadores do condomínio: “As deficiências desses equipamentos são ocasionadas, além do desgaste normal do uso, pelo tempo de instalação dos componentes, então, é importante a correta execução das revisões preventivas e corretivas. A modernização do comando e a substituição da parte elétrica também trazem grandes benefícios, como redução dos chamados e economia de energia, além do novo design de botoeiras e botões de chamada na cabina e nos pavimentos, que dão conforto incomparável (suavidade) na partida e na parada (ausência de tranco) e peças de reposição que são encontradas com mais rapidez”, diz.

 

A tranquilidade de contar com uma empresa especializada

Todo síndico precisa estar atento à modernização do elevador e a sua manutenção, por isso, é importante contar com a experiência e a idoneidade de empresas especializadas nesses serviços. Checar referências de serviços semelhantes realizados em outros edifícios é uma boa opção, mas Aranha, da Infolev, destaca outros pontos importantes na hora da contratação: “O síndico deve cotar simultaneamente o valor da modernização do elevador e do custo mensal da manutenção a ser paga ao longo da vida útil do equipamento para, dessa forma, avaliar o custo total. Por se tratar de equipamento de longa vida útil, estimada em 20 anos, é fundamental verificar se realmente há opções para sua conservação a preços e condições razoáveis ao longo dos próximos anos. Ou seja, o síndico deve dar preferência a opções cuja manutenção e reposição de peças não fique dependente de uma única empresa, por maior que ela seja. Se as propostas forem muito técnicas e difíceis de entender ou os valores forem muito discrepantes, o síndico pode recorrer à contratação de uma empresa de consultoria independente em elevadores, que poderá orientá-lo sobre a elaboração de um edital, a equalização de propostas e a conferência da realização dos serviços”, esclarece

Para o síndico Pimentel, elevadores precisam de empresas sérias para realizar sua manutenção. “Uma empresa especializada pode ser a garantia de segurança e conforto dos usuários, economia de energia, redução de custos em reparos futuros e preservação da vida útil do equipamento, além de atender à legislação e às normas técnicas vigentes na região. Meu recado para os síndicos é que eles contratem empresas especializadas e com tradição no mercado. Custo alto não é sinônimo de competência e sucesso. E o mais importante, fiscalize-as”, finaliza.

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