Por CIPA
Em 24/10/2019
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Conheça o que há de mais moderno para os elevadores transportarem passageiros com segurança, conforto e economia

Você já parou para pensar quanto tempo passa, por semana, dentro de um elevador? Segundo Fábio Aranha, sócio da Infolev, a média é de cerca de 30 minutos por semana. E em meio a tanta tecnologia, os elevadores não poderiam ficar de fora. “O elevador tem acompanhado o avanço da tecnologia e se tornado um meio de transporte muito mais agradável e seguro para seus passageiros”, sentencia o sócio da empresa voltada para a modernização de elevadores.

Mas quando os elevadores começaram a se modernizar?, você deve estar se perguntando. Foi nos anos 1990 que o elevador eletromecânico começou a passar por mudanças até se tornar eletrônico. “Hoje mais da metade dos elevadores está nessa categoria de eletrônicos. Ou seja, utiliza o inversor de frequência, o que faz com que haja uma economia de 40% de energia e maior nivelamento, com, no máximo, 1 centímetro de margem de erro a cada parada, o que evita tropeços dos passageiros e proporciona mais segurança”, explica Fábio.

Segundo Edson Parmejano, engenheiro mecânico e sócio da União Elevadores, modernizar o elevador só oferece benefícios. “Não tem como não ter um elevador atualizado nos dias atuais, quando a economia de energia é um dos principais focos do condomínio. Um bom exemplo da vantagem de ter um elevador moderno é que ele trabalha em modo stand-by, ou seja, em modo espera, o que evita o desperdício de energia, já que gasta muito mais quando fica parado. As vantagens são muitas, de forma que atualizar se torna um investimento para o condomínio, não um custo. Gosto de comparar esse novo elevador à evolução do carro: hoje, todos os veículos têm airbag, algo que não existia há 30 anos, mas se tornou um item obrigatório. Os elevadores eletrônicos atuais possuem sensores de limite de peso precisos, caixas de inspeção modernas, sistemas de resgate automático. Vivemos uma nova era”, explica ele, acrescentando que o sistema de segurança é um dos mais procurados. “Se o elevador parar por falta de energia, ele consegue alcançar o andar mais próximo para que os passageiros possam desembarcar em segurança, com luz de emergência e ventiladores em funcionamento”, diz ele, adicionando que o sistema duplex também tem sido muito usado nos novos equipamentos: quando a botoeira é pressionada, o elevador mais próximo se desloca para pegar o passageiro. “O sistema também permite que, ao apertar a botoeira por cinco segundos, o elevador de serviço seja acionado, se for o caso”, completa Parmejano

Outro ponto positivo dos novos equipamentos é que seu deslocamento é feito de forma precisa, sem dar aqueles trancos, comuns nos mais antigos. “O sistema de inversão de frequência varia a tensão utilizada através de ondas e, assim, acelera o elevador de forma eletrônica. Então, quando ele vai parar, por exemplo, o faz de forma progressiva, mais precisa e inteligente, e não freia mecanicamente”, explica José.

 

De olho na manutenção

Já a manutenção do elevador também deve ser levada em consideração. Os técnicos da nova geração não possuem conhecimento do quadro de comando antigo, chamado de relé. “Os técnicos de elevadores de 30 anos atrás já se aposentaram, ou seja, é preciso se atualizar. Os mais novos aprendem a mexer no quadro de comando já modernizado. É tudo por meio de controle remoto, que identifica o problema de maneira eficaz. Sem contar que as peças de elevador antigo são bem mais caras ou sequer existem”, explica Fábio

José concorda: “Esses meninos mais novos já lidam, desde cedo, com a tecnologia. E se o quadro de comando de um elevador é seu cérebro, posso dizer que ele representa 75% de sua eficiência. Se antes um elevador antigo tinha chamadas, em média, três vezes por dia por problemas no quadro de comando, por exemplo, o moderno tem uma a cada dois meses. É uma diferença enorme!”, compara.

 

A estética também é importante

A parte estética também agrada síndicos e administradores de condomínios. Indicadores digitais de LCD com hora e data, monitores com notícias, iluminação do teto em LED e botoeiras de vidro preto e branco são algumas opções. “Modernizar um elevador aumenta em 10% a valorização do prédio e abre caminho para o que está por vir: a Internet das Coisas (IoT), que, em breve, se tornará uma realidade e vai conectar todas as pessoas através de um só dispositivo”, adianta Fábio. Dessa maneira, o técnico responsável pela manutenção e o próprio síndico terão acesso, pelo celular, a todas as informações para corrigir as falhas de forma mais efetiva, ocasionando, assim, manutenção mais preventiva”, afirma Fábio, que tem em sua cartela de clientes empresas conceituadas. “São clientes que querem saber tudo o que está acontecendo com seus elevadores e não querem ter problema com manutenção, nem gasto excessivo”, completa.

 

Síndico investe R$ 200 mil na troca de elevadores

O síndico José Ferreira Gomes não se arrepende de ter investido na reforma dos elevadores do Condomínio Imperatriz, que tem 33 anos e é administrado pela CIPA. O condomínio misto – que
possui uma agência bancária no térreo e uma sala comercial alugada para uma empresa de telefonia – tem agora dois elevadores novinhos em folha. “Fiz a reforma do elevador social há dois anos e agora terminei a do elevador de serviço. Cerca de 210 pessoas circulam por dia nos elevadores e todos adoraram a troca”, comemora ele, que gastou cerca de R$ 200 mil na reforma dos elevadores do prédio de 10 andares e 49 apartamentos.

O investimento veio do valor da sala alugada pela empresa de telefonia. “Como temos esse valor mensal do aluguel, decidi usá-lo para a reforma do elevador, pois ele já vinha dando de feito, a vida útil dele já havia acabado. O técnico vinha toda hora consertar. Chegou ao ponto de eu ter os dois elevadores quebrados ao mesmo tempo”, relembra ele.

O resultado da reforma foi uma economia de 20% na conta de luz, além de um elevador mais moderno. “As portas internas ficaram muito silenciosas, o elevador não dá aquele tranco quando sai do lugar. Trocamos o motor e os cabos e ele agora é todo de aço escovado, o que diminui a temperatura do motor. E caso a luz acabe, o kit de emergência é acionado, o que deixa os passageiros
bem menos assustados. A iluminação é de LED e temos um ventilador interno automático”, explica ele, que ainda pensa em trocar as portas e investir ainda mais na parte estética.

A reforma de um elevador começa na faixa dos R$ 30 mil, mas, em média, se gastam de R$ 50 a R$ 80 mil. “Esse valor é para um elevador do porte de um prédio de dez andares, residencial, por exemplo. Mas o elevador é que nem um carro: tem para todos os gostos e preços. Depende mesmo do opcional de cada um”, finaliza Fábio

 

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