Por CIPA
Em 24/10/2019
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Tecnologia em segurança para condomínios está em expansão

Você não é um participante do Big Brother Brasil, mas quando o assunto é segurança, saiba que você pode estar sendo bem vigiado. Numa cidade em que os índices de violência e os números de assaltos são assustadores, a proteção é sempre um bom negócio.

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), de janeiro a julho deste ano, foram registrados mais de 500 roubos a residências no estado do Rio de Janeiro. As notícias comprovam a sensação de insegurança. Em julho, a médica Maura Selvaggi Soares, de 61 anos, morreu em um assalto quando chegava ao condomínio em que morava, na Barra da Tijuca. E, no mês de agosto, seis chilenos invadiram um apartamento e fizeram uma família de refém no Recreio dos Bandeirantes, ambos os bairros na zona oeste da cidade.

Para aumentar a segurança e facilitar a vida dos moradores, várias empresas apostam no que há de mais moderno para equipar condomínios, prédios e casas. “As novidades não param. Automação predial, centrais de alarmes com maior capacidade de zonas, sensores presenciais que tiram fotos, câmeras com qualidade HD e full HD com leitura facial e também de placas.
Além de câmera wi-fi com ângulo de 360°, equipamentos de gravação que agregam outros sistemas como alarmes e controle de acesso veicular por meio de tags adesivas (adesivo de proximidade) e leitores biométricos para pedestres. Em alguns casos, também utilizamos catracas biométricas”, afirma Aline Sartorio Marino, diretora comercial da ABC Telecom.

Para Pedro Paulo do Nascimento dos Santos, gerente técnico da Alarme Forte, essas medidas ajudam a prevenir e a dificultar a ação dos bandidos. Ele acredita também que, além de todos esses equipamentos utilizados nas portarias, a segurança dos moradores pode estar na palma da mão deles. A empresa oferece um sistema de aplicativo de segurança residencial que possui uma gama
de comandos, que possibilita que o segurado acompanhe tudo o que acontece dentro e fora de casa, mesmo estando longe.

A tecnologia tem se mostrado uma aliada na prevenção da criminalidade. “Por exemplo, muitas pessoas criaram a rotina de, quando chegar perto de casa, abrir o aplicativo e verificar as câmeras. Checam se há algum suspeito próximo ao portão ou nas redondezas. Então, se esse cliente encontra alguma anormalidade, aciona a empresa, que consegue visualizar tudo o que acontece na residência, por meio da central de monitoramento 24 horas. Com base no que for visto, a empresa toma providências”, afirma Pedro.

Fácil de operar, o aplicativo ainda tem outras funções importantes também para a proteção da família. “Pelo celular, o morador pode, por exemplo, acionar um botão de pânico. No teclado também existe a função de coação, caso a vítima seja rendida. Um alerta é emitido para a central de monitoramento, que aciona as câmeras para que as medidas necessárias sejam adotadas. Cada caso é analisado minuciosamente pelos técnicos em segurança que estão na central, e as decisões são tomadas rapidamente, sempre de acordo com o perfil de cada cliente”, continua ele.

Pedro ainda afirma que os custos são muito acessíveis e a manutenção também é bem barata. “O monitoramento de alarme com câmera com visualização das imagens custa, em média, de R$ 90 a R$ 200 por mês, por exemplo. Isso para moradores de casas e condomínios.” Aline ressalta que, além dos preços em conta, há sempre um produto que pode se encaixar perfeitamente às necessidades de cada condomínio. “Costumo dizer a meus clientes que o sistema de segurança não depende só do preço, mas do valor agregado a ele. Hoje em dia, existem sistemas que variam muito de valor, basta a empresa e o profissional saberem indicar o melhor método e o que mais se adapta a cada cliente”, afirma ela.

Sendo assim, pode ser a hora de pesquisar as novidades do setor. O síndico do Condomínio Residencial Grajaú, que prefere não ter o nome divulgado, está trocando o sistema de segurança por um
mais moderno. Eles já contavam com monitoramento de câmeras, aplicativo para o celular e cerca elétrica. “A gente já possuía um mecanismo de abertura de portas por senha, mas estava muito defasado. Agora estamos colocando tags na garagem e na portaria para facilitar a vida dos moradores”, afirma ele.

Toda a aparelhagem está sendo instalada por uma empresa especializada e credenciada. “Se você precisa fazer uma cirurgia, não vai a qualquer médico. O mesmo acontece quando vamos fazer um trabalho no condomínio, temos que procurar a melhor empresa”, afirma. Pedro Paulo concorda com a análise do síndico. Para ele, as empresas precisam ter uma equipe que passe por um rigoroso treinamento, a fim de oferecer total suporte aos clientes.

Nesse sentido, Aline Marino reafirma a necessidade de se contratarem empresas especializadas, com técnicos treinados para que seja feito um diagnóstico das necessidades de cada condomínio. “É muito importante obter referências da empresa candidata, conversar com outras pessoas que fizeram trabalhos parecidos, saber se a empresa possui os registros obrigatórios, saber a qualificação dos instaladores, pois, hoje em dia, os sistemas são vendidos em qualquer lugar, mas se não forem contratados profissionais qualificados, as pessoas podem ter um sistema de segurança sem segurança.”

Para o síndico, a aquisição de bons equipamentos aliada a profissionais competentes na portaria pode trazer mais segurança para os moradores. “Além disso, precisamos sempre da ajuda de todos os que moram no prédio. Eles têm que estar atentos, não deixar nenhuma pessoa entrar no prédio, manter as portas da portaria e da garagem fechadas. As inovações tecnológicas junto com esses cuidados geram mais segurança para todos”, analisa o síndico.

Segundo uma pesquisa feita pelo Ibope, 46% da população brasileira começou a investir mais em segurança desde 2016. Para que os moradores se sintam menos em perigo, a vigilância oferecida é de 24 horas. Alguns prédios mais modernos têm optado por portões que abrem e fecham sozinhos – a portaria remota, chamada também de portaria do futuro –, o que faz com que o porteiro não fique tão exposto. Logo, a tecnologia pode e deve ser usada como aliada ao trabalho dos porteiros. Esse modelo permite que o fluxo de entrada e saída de pessoas no condomínio seja feito por meio de gerenciamento a distância. Assim, ninguém entra ou sai sem ser identificado.

Portanto, serviços e o avanço da tecnologia no Brasil estão em plena expansão, o que gera melhorias para todos. Alguns prédios já contam com portas inteligentes que recebem encomenda. Novas ferramentas também surgem, e além de melhorar a segurança, ajudam na praticidade, diminuindo o tempo de realização de tarefas e o gerenciamento de setores, dando mais agilidade no dia a dia dos condomínios. Muitas soluções modernas já estão disponíveis também na construção civil. Assim, além de locais seguros para morar, com o auxílio da tecnologia, muitas empresas estão construindo prédios inteligentes e sustentáveis, para que custos sejam reduzidos e o rendimento de sistemas, otimizado, como o consumo de energia.

 

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