Por CIPA
Em 24/07/2019
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Esta que é cada dia mais rara e fundamental, sem a qual não vivemos, na qual nos banhamos de prazer, com a qual batizamos e preparamos o alimento da vida, da qual não prescindimos,
em meio dela nos formamos na barriga da mãe, através dela nos purificamos. E como nos alegramos simplesmente vendo-a nos mares, rios, lagos, cachoeiras e nos desesperamos quando da torneira nada sai! Seu valor, simbólico e material, é imenso.

Por isso, quando chega a conta de água e esgoto, síndicos se assustam e moradores, logo depois, também.

Hoje, conversamos com Antonio Ferreira da Cunha, oficial da Marinha na Reserva e síndico do Condomínio Residencial Victoria Top Park, na Freguesia, Jacarepaguá.

Condomínio etc. – Sabemos que o senhor conhece profundamente o espaço onde atua. Qual o histórico de suas atividades como síndico?
Antonio F. da Cunha – Sou síndico e morador do Condomínio Residencial Victoria Top Park há 10 anos. Ele é composto de duas torres com 70 apartamentos cada uma, um hall amplo no térreo, sete andares de apartamentos e, no último andar, a infraestrutura de laser, com piscinas, quadra, cinema, cyber, sala de TV, parquinho, salões de festas e salas de jogos (adulto e infantil). Podemos dizer que temos nove andares. O prédio está entrando na casa dos 11 anos de existência e, no primeiro ano, a administração foi feita pela construtora.

Cetc. – Quando começaram a reaproveitar a água?
AC – O prédio já foi concebido com a estrutura de reaproveitamento da água da chuva, que coleta e armazena essa água, que desce dos ralos do último andar de cada bloco, onde estão as áreas de lazer. A água então é transferida para uma cisterna localizada no subsolo e, através de duas bombas de pressurização, alimenta quatro torneiras no térreo. Essas torneiras são utilizadas para regar o jardim, lavar o estacionamento e diversas outras áreas. Não há custo de manutenção mensal, pois apenas usamos as bombas de pressurização e limpamos as cisternas com um pouco de cloro. O controle e a utilização da água são geridos pelo próprio condomínio. Temos também um sistema de captação de água nas cisternas que trata, por meio de osmose reversa, e purifica essa água captada para o consumo humano. Esse equipamento foi feito pela Forte Líder Filtros, que nos instruiu e, a partir daí, gerimos tudo.

Cetc. – O que é osmose reversa?
AC –
O tratamento de água por osmose reversa se faz por meio de uma tecnologia que remove as impurezas da água pela retenção de moléculas. Realizado por uma membrana semipermeável, esse procedimento é empregado também na dessalinização da água e em outras aplicações. Trata-se de um método eficiente para remover partículas de tamanho molecular, como íons e bactérias.

Cetc. – O que acontece nos períodos de seca?
AC – Nos períodos de muita seca, o que é difícil no estado do Rio de Janeiro, a água é armazenada em cisternas, e a utilizamos de forma mais moderada, para passarmos pela estiagem. Também podemos guardar água nas cisternas que temos no estacionamento do subsolo.

Cetc. – A água reaproveitada pode servir para descargas e máquina de lavar roupa dos apartamentos?
AC – Poderia servir se houvesse uma tubulação específica para esses ambientes, mas não é nosso caso. Usamos o recurso na rega do jardim, na limpeza etc.

Cetc. – E vocês realizam também o reaproveitamento da água cinza proveniente da máquina de lavar, de lavatórios e de chuveiros?
AC – Em nosso condomínio não reaproveitamos as águas desses locais.

Cetc. – Possuem hidrômetros individuais?
AC – Sim. Os hidrômetros individuais auxiliam na redução do consumo de água e, consequentemente, do valor gasto, pois é cobrado efetivamente o que cada unidade consumiu, evitando que uma família de seis moradores pague o mesmo que quem mora sozinho, por exemplo. Por outro lado, faz com que o condomínio tenha sua cota total reduzida, porque evita-se a mudança de faixa do valor da água, que é feita por consumo em metros cúbicos pela Cedae. Individualizar a medição traz uma economia de cerca de 20% na conta de água.

Nosso condomínio já foi concebido com os hidrômetros individuais. Podemos dizer também que o morador consciente em seu gasto de água não será prejudicado, pagando o mesmo valor daquele que é um esbanjador. Consciência é tudo.

Cetc. – Existe um trabalho de conscientização dos moradores que vise à economia de água?
AC –
Sim, acompanhamos quinzenalmente o gasto de todos os apartamentos do condomínio e informamos ao morador se houve ou se há algum tipo de vazamento no imóvel. Tudo isso de forma preventiva para que o morador possa estancar o possível vazamento de água o quanto antes. Possuímos também um setor de manutenção, que verifica periodicamente todas as torneiras e descargas do condomínio, para evitar qualquer desperdício de água. 

Em nossos pontos de torneira de água de reúso da chuva identificamos, com placas, a procedência da água fornecida ali. Nosso consumo de água é próximo do mínimo cobrado pela Cedae.

Cetc. – Que outros projetos sustentáveis vocês possuem?
AC – Venda de material reciclado, coleta de óleo de cozinha para trocar por material de limpeza e descarte correto de pilhas e baterias.

Cetc. – Que planos sustentáveis há para o futuro?
AC – Implementação de abastecimento de energia solar nas áreas comuns do condomínio, já em fase de estudos.

 

Dicas para economizar água
Cobrir as piscinas depois de usá-las, para que a água não evapore e não seja necessário enchê-las tantas vezes. Também é interessante regar as plantas no início da manhã ou no fim da tarde para
que elas absorvam o máximo de água possível e não seja necessário regá-las mais de uma vez por dia.

 

 

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