Por CIPA
Em 25/01/2019
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Planejamento, organização e rotina são aliados do síndico para garantir a limpeza dos condomínios e fazem toda a diferença no dia a dia

Todo mundo gosta de circular por um lugar limpo e organizado, especialmente se esse local é onde você mora. O que muitas vezes não dá para perceber é que por trás desse ambiente está uma equipe que trabalha pesado para garantir a higiene e a limpeza dos condomínios. Quanto maior a estrutura, maior a necessidade de planejamento e organização por parte dos síndicos, que têm a missão de preparar e gerir os profissionais responsáveis por essa tarefa, comprar produtos e material de limpeza, garantir seu armazenamento e utilização corretos e acompanhar e fiscalizar o trabalho das equipes. Sem contar as demais responsabilidades que envolvem o dia a dia de um síndico, que não são poucas.

A síndica da CIPA Lúcia Helena Mello sabe bem disso. Responsável pela gestão do Barra Family Resort, condomínio na zona oeste com cinco blocos, sendo um deles duplo, e 440 unidades, ela gerencia os 22 mil metros quadrados de perto e conta com o suporte de uma equipe para garantir que tudo funcione corretamente. “Contamos com funcionários próprios e terceirizados, dos quais 16 pessoas se dedicam apenas à limpeza. Nosso parque aquático é bem grande, temos uma extensa área verde e um número grande de moradores. Sem planejamento e rotina de limpeza bem estruturados seria impossível manter um serviço de qualidade”, conta ela, que assumiu o cargo de síndica há pouco mais de um ano. “Quando cheguei, já havia uma rotina estabelecida que funcionava muito bem. Mexi em poucas coisas e logo percebi que não havia condições de centralizar todas as decisões em mim, já que o local é muito grande. Foi fundamental ter a meu lado uma equipe comprometida”, complementa.

No Barra Family Resort, cada bloco tem um encarregado operacional responsável e a limpeza dos corredores acontece duas ou três vezes por semana, dependendo da necessidade. Além disso, quatro funcionários da equipe de infraestrutura cuidam da área externa do condomínio e duas pessoas são destacadas exclusivamente para a coleta de lixo nos andares. Nos fins de semana,
a limpeza continua com o suporte de plantonistas. “Cada atividade tem seu dia certo para acontecer. Temos supervisores que acompanham e orientam a equipe de limpeza e também contamos
com o apoio de um coringa em nossa equipe, que substitui alguém no caso de ausência e atua em projetos especiais”, explica Lúcia. Segundo ela, todos os funcionários sabem quais são suas
atribuições e o que é esperado deles, o que ajuda a garantir uma rotina eficaz.

Limpeza também é atribuição do morador

Embora exista uma equipe dedicada à limpeza do condomínio, o comportamento do morador também tem grande influência no resultado final. “A educação dos moradores é um dos pontos mais importantes nesse processo. Não adianta ter uma superestrutura de limpeza montada se as pessoas não têm consciência. Isso é muito individual e passa de pai para filho. Além de mantermos o espaço em que vivemos limpo, também precisamos pensar no planeta. É preciso pensar no coletivo”, reflete Lúcia.

Ao assumir a gestão, a síndica resgatou o regulamento interno do Barra Family Resort, investiu em comunicação com os condôminos e passou a cobrar dos moradores o cumprimento das normas de limpeza e descarte de lixo. “As câmeras nos ajudam bastante nesse sentido. Caso o regulamento seja descumprido, primeiro damos uma advertência, e se o comportamento se repetir, a unidade pode ser multada. Isso também vale para os convidados, cuja responsabilidade é dos moradores. O sistema de comunicação é bem efetivo e todos estão cientes do que é permitido ou não, então, de um modo geral, não costumamos ter problemas”, conta.

Coleta de lixo demanda atenção

A síndica destaca a coleta de lixo como um dos principais desafios no Barra Family. São 440 unidades e o volume de lixo gerado é grande. “São muitas lixeiras internas, sem contar com a área comum. A coleta é feita duas vezes ao dia e mantemos plantões nos fins de semana, já que, normalmente, a movimentação no condomínio fica ainda maior. Temos funcionários de dicados exclusivamente a essa função e, muitas vezes, por conta do volume, precisamos destacar mais gente para o serviço, que não pode acumular”, conta ela, que ressalta ainda que, em casos específicos, em que muito lixo é gerado (como mudanças, por exemplo), os moradores podem entrar em contato com a administração, que providenciará uma coleta extra no local, evitando, assim, o acúmulo de lixo.

O condomínio está se preparando para colocar em prática a coleta seletiva e já possui as lixeiras específicas para cada tipo de material nas áreas comuns. Embora ainda esteja em fase de planejamento, a presença das lixeiras é um primeiro passo para que os moradores comecem a se habituar e a conhecer melhor o sistema. Lúcia pretende fazer essa mudança de forma gradativa, investindo forte na comunicação como forma de educação dos condôminos.

Terceirização pode ajudar o síndico

No Barra Family a equipe de limpeza vem de uma empresa terceirizada, que é responsável pelo treinamento desses profissionais. “No contrato especificamos o que precisamos e destacamos os atributos que julgamos essenciais para essas pessoas: além da experiência, a postura e a gentileza são fundamentais. Também cobramos o cuidado com o uniforme e a apresentação do funcionário. Eu sou bastante rigorosa nesse sentido, gosto de tudo limpo e organizado e estou sempre circulando e prestando atenção em tudo. Se vejo algo fora do lugar, aciono o supervisor e peço os ajustes necessários”, relata Lúcia. O condomínio tem um canal aberto de reclamações dos moradores e, sempre que é preciso, a empresa terceirizada recebe o feedback da administração.

Para Marcelo Brandão, consultor da Biocentral Soluções, empresa que oferece o serviço de terceirização de equipes para condomínios, a disciplina é um dos principais atributos que um bom profissional de limpeza deve ter. “A rotina existe para garantir um bom resultado final e, nesse sentido, não há espaço para improvisos. Isso parece muito simples, mas na prática acaba não sendo dessa forma. Muitas vezes uma atitude impensada do funcionário pode prejudicar o trabalho de um colega de equipe”, explica. Outro ponto que demanda muito cuidado e atenção, segundo Brandão, é a segurança: “Às vezes, as pessoas se arriscam demais, sem necessidade. Se a utilização de determinado produto demanda o uso de luvas, por exemplo, é porque seu manuseio envolve
riscos. Segurança é fundamental e deve vir sempre em primeiro lugar”, reforça.

Para preparar suas equipes, a Biocentral investe em treinamentos diversos, que vão desde que tipo de produto usar em cada local, diluição, normas de segurança e o melhor horário para o uso de cada material até os novos produtos disponíveis no mercado e sua utilização. A empresa também fornece produtos de limpeza para condomínios.

Um dos principais desafios da terceirização, de acordo com o consultor, é a saúde financeira dos condomínios. Normalmente quando o orçamento é impactado, um dos primeiros cortes é o de efetivo, o que acaba fazendo com que equipes pequenas se responsabilizem por áreas cada vez maiores. “O conselho que dou aos administradores é que não considerem gastos apenas os custos envolvidos com a terceirização, mas também o valor agregado que esse tipo de serviço pode oferecer. Normalmente, essas empresas podem garantir produtos de limpeza com valores mais baixos e trazer material inovador, o que pode poupar tempo de quem está trabalhando e otimizar a limpeza. Também acho extremamente importante que o síndico busque referências antes de contratar, pois a limpeza tem ciência, e não é qualquer pessoa que está apta para fazê-la”, destaca.

O produto certo para cada local

Além da equipe e do acompanhamento do síndico, a escolha dos produtos de limpeza que serão utilizados pode fazer bastante diferença. Atualmente, no mercado, estão disponíveis diversos tipos de produto, que prometem resultados cada vez melhores. É preciso escolher corretamente aqueles que se adaptam à realidade do condomínio, acompanhar e definir a periodicidade com que esses insumos precisarão ser comprados e garantir que sejam armazenados de forma segura.

Marcelo Ribeiro, sócio-diretor da Maxfort, empresa de produtos de limpeza e higiene especializada em condomínios, que está no mercado há 28 anos, alerta para a utilização correta desses itens. “Sempre orientamos nossos clientes a lerem o rótulo antes da limpeza e a nos procurar em caso de dúvidas. Já vimos casos em que os funcionários usavam produtos que necessitavam de diluição direto no piso, pois achavam que dessa forma funcionaria melhor. Além do desperdício, a má utilização pode comprometer o resultado final. A água nesses casos vai muito além do rendimento – ela gera uma reação química com o produto, que ativa os componentes necessários para a limpeza. Sem ela, esse resultado não fica como o esperado”, alerta.

O uso de equipamentos de proteção é de grande importância e também deve ser respeitado: “Muitos funcionários simplesmente não utilizam e se colocam em risco. O que percebo é que, normalmente, equipes terceirizadas tendem a utilizá-los, enquanto funcionários próprios dos condomínios dificilmente seguem essa recomendação. Acredito que isso se deva ao fato de que os terceiros recebem mais treinamentos e são cobrados em relação a isso”, acrescenta.

A empresa tem a preocupação de explicar para os síndicos e zeladores como cada item adquirido para o condomínio deve ser utilizado, manuseado e armazenado e está sempre buscando novidades no mercado que possam facilitar a vida dos síndicos. “Nossa equipe passa por reciclagens frequentemente e dá todo o suporte aos clientes no momento da compra. Mui-
tas vezes, os condomínios têm necessidade de limpeza, mas não sabem qual o produto ideal a ser utilizado. Ajudamos nessa escolha, que deve levar em conta o tamanho do espaço a ser limpo, o tipo de material ou piso e a frequência com que a limpeza acontecerá. Estamos sempre em contato com os fabricantes e, caso haja a necessidade, vamos até o cliente para conhecer de perto a demanda e ajudar a orientar os funcionários”, reforça.

Qualidade, armazenamento e frequência de compra

O gerente comercial da Steffen Produtos de Limpeza Profissional, Eduardo Lima, diz que o armazenamento correto dos itens de limpeza pode garantir a durabilidade deles e evitar acidentes. Segundo ele, produtos químicos devem ser guardados em locais onde não há contato com a luz solar e sempre longe de crianças e animais. Também é necessário tomar cuidado com aqueles que são clorados e inflamáveis, para evitar acidentes. “Trabalhamos com produtos concentrados, o que otimiza o espaço de armazenamento e facilita o transporte. Muitos condomínios preferem comprar produtos muito baratos e de baixa qualidade, alguns até sem registro. Analisar apenas o preço, e não a qualidade, é um grande erro, nem sempre o mais barato terá o menor custo ao final da operação”, reforça.

Na opinião dele, a frequência de compra deve estar atrelada ao tamanho do estoque e ao fluxo de pagamento dos condôminos. Contar com fornecedores que disponibilizem uma rápida entrega também pode evitar um estoque desnecessário. “Para isso é preciso ter um plano de higiene bem definido e medir a real necessidade de uso de cada produto de acordo com a frequência e quantidade que será utilizado, para assim evitar o desperdício ou compras desnecessárias. Para isso vale a pena contar com bons fornecedores, que estarão aptos a orientar e apoiar na montagem desse plano, oferecendo os melhores produtos e equipamentos”, avalia Eduardo.

 

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