Por CIPA
Em 10/04/2019
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Saiba o que fazer quando há desgaste na tubulação e quais são suas consequências

Numa definição técnica, o termo “corrosão” é utilizado para definir um processo de destruição total, parcial, superficial ou estrutural de um material. E como essa corrosão afeta o encanamento de seu condomínio? Dá para evitá-la ou minimizar suas consequências? Será que a tubulação de seu prédio já está apresentando indícios de desgate e ninguém percebeu? A revista Condomínio etc. vai responder a todas essas perguntas e mostrar o que dá para fazer se esses problemas começarem a aparecer.

A vida útil de uma instalação hidráulica varia muito em função de sua qualidade e do tipo de material utilizado na obra. A durabilidade também depende de fatores como o tipo de execução do serviço e os líquidos que essa tubulação vai transportar (água potável com cloro, água quente, esgoto doméstico etc.). Para que essa durabilidade seja estendida é muito importante que sejam feitas checagens periódicas. “O ideal é que essa vistoria aconteça, no mínimo, uma vez por ano”, sugere Marco Cerva, síndico profissional responsável por seis condomínios administrados pela CIPA. “Com uma simples observação da vasão ou do fluxo de água nas unidades já é possível diagnosticar se existe algum problema naquela tubulação”, observa.

Mas o que fazer quando a tubulação antiga começa a dar sinais de desgaste? A troca de todo o encanamento é viável? “Do ponto de vista técnico, sim. Mas se a gente levar em conta a parte financeira, vai sair muito caro”, ressalta Marco. “Além disso, vai ser preciso quebrar muita coisa”, continua. “Essa troca precisa ser feita por partes, ou seja, em várias etapas. De qualquer maneira, se trocar apenas a parte que apresentou problema, mais para a frente, a outra vai dar sinais de desgaste”, conclui.

Conversamos com o engenheiro civil José Carneiro de Vasconcelos, sócio proprietário e diretor da Eldorado Engenharia e Construções, que dividiu com a gente um pouco de sua vasta experiência no assunto. “Atualmente, as tubulações de ferro sofrem corrosão muito mais rápido do que há 30 anos”, diz. “Hoje vemos prédios com encanamento de boa qualidade, mas que já está apresentando problema por causa da grande abrasividade provocada pelo cloro adicionado à agua da cidade”, revela. “Eu diria que, de uns 30 anos pra cá, essa adição de cloro vem aumentando gradativamente”, pontua. E arremata dizendo que, apesar de o cloro ser um recurso fundamental para combater a poluição e, consequentemente, a contaminação da água, a gente não pode esquecer que ele tem grande poder abrasivo.

Tanto Marco Cerva quanto José Carneiro concordam com uma coisa: a tubulação vai dando sinais de que está com problemas e um dos primeiros indícios é, com certeza, o volume de água que sai da torneira. “O primeiro alerta é justamente a diminuição do fluxo de água”, esclarece José. “Quando fazemos a troca de uma tubulação de ferro com sinais de corrosão por uma de PVC (policloreto de vinila), observamos que o diâmetro interno é quase zero. Ou seja, ela está totalmente obstruída”, explica. “Outro sinal é a presença de detritos na água”, observa. E conclui dizendo que essa corrosão não acontece do dia para a noite: “O morador daquela unidade vai percebendo que seu chuveiro já não está tão forte, por exemplo. À medida que o encanamento vai enferrujando, se observa uma espécie de sujeira na água. É um sinal claro de deterioração.”.

O síndico Marco Cerva nos conta que está fazendo a recuperação de uma tubulação de gás num condomínio da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, que conta com duas torres de 22 andares cada uma, e diz que a experiência tem sido muito positiva. “A empresa contratada por nós para a realização desse serviço utiliza um método inovador, mais rápido na execução, mais barato, com o dobro da garantia das empresas convencionais e sem quebrar praticamente nada”, revela

Corrosão nos aparelhos de ar-condicionado

E para quem acha que a corrosão só atinge a tubulação de água e gás, Charles Leitão Ramos, representante técnico comercial da empresa Surf Tech, garante que não. “Nossa empresa trabalha especificamente com produtos que previnem a corrosão provocada pela salinidade nos aparelhos de ar-condicionado”, explica. “O Brasil é o segundo país do mundo no ranking de salinidade”, revela.

E como é feito esse trabalho? “Utilizamos produtos desenvolvidos por nós que evitam que a salinidade atinja as máquinas e, consequentemente, diminua sua vida útil”, esclarece. Ele afirma ainda que esses produtos são aplicados nas serpentinas dos aparelhos, proporcionando, assim, uma proteção de excelente qualidade, que não deixa que a corrosão ataque as máquinas de ar-condicionado de médio e grande portes. Nos prédios que contam com um sistema de ar-condicionado central, por exemplo, ele sugere que esse tratamento seja feito antes da instalação da máquina: “Recebemos o aparelho, damos o tratamento e só então ele é instalado. Há casos em que o equipamento já está sendo utilizado, mas, ainda assim, podemos fazer uma checagem
para verificar se é possível intervir antes que a corrosão aumente”, conclui.

Uma coisa é certa: qualquer que seja o problema que a tubulação de seu prédio apresente é importante ter um planejamento de obras para evitar surpresas desagradáveis. A troca gradual, à medida que os danos aparecem, pode ser a opção supostamente mais em conta. Entretanto, se os sinais de desgaste começam a aparecer com mais frequência, talvez seja hora de planejar uma obra mais abragente com uma empresa especializada. E é sempre bom lembrar que obras realizadas por empresas constituídas e com responsáveis técnicos normalmente dão garantias do serviço e têm conhecimento profundo do que estão fazendo. Evitar o famoso “faz-tudo” é recomendável. O barato às vezes pode sair muito caro.

 

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