Por CIPA
Em 22/01/2020
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Síndicos investem em decoração e paisagismo para tornar seus condomínios mais bonitos e agradáveis de morar

Não é de hoje que os condomínios investem cada vez mais em embelezamento. Seja nos jardins, nas portarias ou até mesmo nos corredores, os síndicos saem em busca de novidades para deixar as áreas comuns – cobertas ou descobertas – mais belas e funcionais para seus moradores. E, vamos combinar: quem não gosta de um ambiente bonito e bem decorado?

Especializada em decorar os mais variados condomínios, Alessandra Busto, diretora comercial da Organne Vasos Decor, uma da maiores importadoras de vasos vietnamitas do Brasil e que possui um showroom de 300 metros quadrados num dos principais shoppings cariocas, o CasaShopping, na zona oeste do Rio de Janeiro, diz o que o síndico deve levar em consideração na hora de deixar o condomínio mais agradável para os olhos de quem o vê. “O hall de entrada merece destaque, com certeza, pois é o cartão de visita do condomínio. Para isso, indico vasos imponentes e um mobiliário que se faça presente. Sem contar que uma iluminação adequada e plantas que ornem com o ambiente em questão são fundamentais para dar bossa ao local”, ensina.

Pedro Barros, síndico do Condomínio Joia da Barra, que possui 20 anos e fica localizado na zona oeste, aposta em portarias com mobiliário com direito a poltronas de vime, quadros, espelhos, orquídeas e até mesmo piso cerâmico, além de jardinagem nos blocos e no pátio. “ Uma decoração valoriza muito o condomínio, auxiliando ainda mais na limpeza, organização e conservação de todos os ambientes”, explica ele, que acaba por usá-la nos mais diversos locais divididos entre os cinco blocos:
brinquedoteca, espaço teen, quadra de esporte, parquinho, churrasqueiras, salões de festa, salão gourmet, bar, piscina, sala de leitura, academia, salão de beleza, sauna e até no home office, que ainda está em implantação.

Síndico do Condomínio Liberty Place, Vander Botelho também investe na decoração para que seu prédio seja notado no quesito
beleza. “Aqui temos jardinagem na área externa, halls sociais bem iluminados e com estofados, plantas e quadros, corredores limpos e bem cuidados, lixeiras limpas, além de garagem bem iluminada. Trabalho eventualmente com um arquiteto e tenho uma paisagista contratada. Busco identificar os bons profissionais do ramo e dou a eles total apoio”, explica ele, que está à frente do residencial com serviços que possui 252 apartamentos, dois andares e 40 funcionários, situado na zona sul.

Outro ponto que deve estar na mira dos síndicos é o paisagismo. De acordo com Alessandra, investir num ambiente verde é
saudável para os moradores, além de ser politicamente correto. “O paisagismo virou, hoje, sinônimo de qualidade de vida. Portanto, o verde nesses locais proporciona acolhimento, contribuindo para o bem-estar das pessoas que vivem e frequentam o condomínio”, diz ela, atentando para a importância da escolha de um paisagista experiente. “Existem plantas ideais para cada ambiente, e isso depende, sobretudo, de condições que somente um especialista pode avaliar. A quantidade de luz recebida no local, por exemplo, é um dos principais fatores que determinam qual planta se adapta melhor”, completa. Pedro investe em jardinagem e pintura temática em seu condomínio. “ Usamos material e mão de obra externa pontual, excluindo mão de obra fixa, como jardineiros, auxiliares de limpeza, porteiros, brigadistas e operadores de estação de tratamento de esgoto”, afirma.

 

Menos é sempre mais: como evitar o exagero na hora de decorar o condomínio

Por outro lado, exageros devem ser limados na hora de decorar o condomínio. A diretora comercial da Organne Vasos Decor alerta: “Menos é sempre mais. Um condomínio deve manter a leveza até mesmo na hora da decoração, pois a presença de muitos objetos causa desconforto visual. Por isso, é essencial que se contrate um bom profissional da área que poderá atender o síndico – dentro do planejamento financeiro previsto – no sentido de aliar a decoração ao objetivo dos condôminos e buscar, sempre, investir no mobiliário, nos jardins e na ornamentação para trazer harmonia ao ambiente”, avalia Alessandra, adiantando que as principais tendências são as cores Atlantis e Blow Clay, além da decoração sustentável e da valorização da beleza do imperfeito.

Mesmo assim existe um assunto polêmico: e quando o morador doa objetos para a decoração? “Acredito que o condomínio deve ter regras referentes a doações”, opina Alessandra, enquanto o síndico do Joia da Barra, que cuida pessoalmente da decoração pelo fato de ter experiência em gestão de facilities e escolhe empresas prestadoras de serviço através de cotações, revela que existem regras que impõem limites aos moradores. “Eles não colocam nada na área comum sem a permissão e o conhecimento da administração”, explica ele, que comanda um condomínio grande, com 488 apartamentos.

De acordo com Vander Botelho, o tema exige cautela. “Não dá para encher o depósito de tralha, o que pode oferecer risco de incêndio, provocar o aparecimento de ratos, insetos e baratas. Aqui, no Liberty, tenho esvaziado tudo e converso com os acumuladores, sempre cobrando limpeza e higiene, já que isso está muito ligado à segurança de todos. Um ambiente de trabalho limpo e bem iluminado faz uma grande diferença, inclusive na produtividade”, opina.

Pedro ressalta, ainda, que o principal risco da decoração é perder o controle rígido da conservação, colocando a segurança de moradores e funcionários em risco. “Cuidamos para que o foco na segurança seja total, já que sou oriundo da vida industrial, que preconiza qualidade total e experiência em implantação de ISO 9001, ISO 14000, ISO 18000 e OSAS 8000, sendo auditado e auditando instalações. O fato é: não existe 99% de segurança ou é 0 ou 100%. Por isso, tudo é controlado por meio do monitoramento das normas da convenção e do regulamento interno. As áreas demarcadas com extintores não podem ficar obstruídas, por exemplo”, explica ele, que conta com brigadistas 24 horas por dia especialistas no gerenciamento operacional do condomínio para prestar socorro em caso de emergência. “Tem que ter experiência em gestão, senão o condomínio vira uma quitanda mal controlada. Menos às vezes pode ser mais, só não pode é perder a qualidade”, observa.

Vander Botelho alerta também para a existência de objetos de decoração em locais que podem colocar em risco a vida de moradores e funcionários. “O ideal é investir, sempre, em conscientização e treinamento em segurança. Por isso, os funcionários são constantemente alertados e até capacitados”, adianta ele, que pretende inserir, em breve, uma ferramenta chamada de Diálogo Diário de Segurança (DDS), em que os líderes, no início do dia, reúnem o pessoal para uma conversa de cinco a dez minutos que fala sobre os riscos aos quais todos estão expostos. “Converso muito com todos os funcionários e procuro mostrar que nossa imagem deve ser a melhor possível. Manter o ambiente de trabalho limpo e organizado, incluindo os uniformes que eles usam, é um grande diferencial. É essencial trabalhar em equipe. Todos devem trabalhar como um time
de futebol”, finaliza.

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