Por CIPA
Em 21/10/2016
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Madeira e ferro são substituídos por plástico rotomoldado, técnica que transformou os parquinhos dos condomínios

A cada dia, mais e mais pessoas buscam condomínios com áreas de lazer, principalmente quem tem filhos pequenos. É uma forma de aproveitar o tempo livre com os pequerruchos em um local seguro que tem diversão garantida.

Para a criançada, o playground é hoje o quintal de antigamente. A extensão da residência é um local ideal para correr, jogar bola, fazer comidinha nas casinhas de boneca, escorregar, ir lá no alto com o balanço e brincar, brincar e brincar. Porém, a energia infantil precisa ser “vigiada” para que os menores não sejam vítimas de acidentes nos brinquedos.

De acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), em 15 anos (1999 a 2014),
houve 6.218 internações hospitalares no SUS provocadas por quedas e aprisionamento de partes do corpo das crianças nos parquinhos. Desse total, 45 faleceram após o acidente.

A Safe Kids Worldwide, uma organização global dedicada à prevenção de lesões em crianças, mostra que 90% dos acidentes podem ser evitados com a adoção de medidas simples, como “mudança de comportamento, de adequação, criação e fiscalização de leis, de desenvolvimento e popularização de equipamentos de segurança e de políticas públicas eficazes”.

No Brasil, o Ministério Público Federal entrou, recentemente, com uma ação civil pública para que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) regulamente, com base em norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a fabricação de equipamentos e os brinquedos instalados em espaços de recreação. A fiscalização, de forma obrigatória, se estenderá a parques, playgrounds, escolas e condomínios, entre outros.

“Todos nós já fomos criança um dia”

É com esse pensamento que o síndico Cléber Costa da Silva administra a área de lazer destinada a crianças e adolescentes do Residencial Don Garcia, localizado na zona norte do Rio de Janeiro e administrado pela CIPA. “Todos nós já fomos criança um dia. É preciso ter atenção, cuidado dos pais e das babás, manutenção dos brinquedos e de tudo que pode causar acidentes aos menores”, ressaltou Cléber.

O condomínio tem 132 unidades e uma ampla área de lazer que foi idealizada pelos próprios moradores. O espaço tem lugar para andar de bicicleta, patins e skate e uma pequena quadra de futebol society. “Tem ainda um parquinho para as crianças, com um minipula-pula (doado por um morador), um balanço com dois assentos e um móbile com escorrega, todos cobertos e com grama sintética”, informou o síndico.

É nesse ambiente que as 30 crianças do condomínio se divertem. Conforme Cléber, o parquinho é usado pelas crianças que têm até 7 anos, e os maiores utilizam a quadra e o espaço do play.

Apesar de não ter acontecido nenhum acidente, a administração mantém algumas normas para o bom funcionamento do condomínio e para a segurança dos moradores. Entre elas, uma em especial é voltada para as crianças pequenas, que só podem usar os espaços acompanhados pelos pais, responsáveis ou babás.

A manutenção dos brinquedos do Residencial Don Garcia é feita regularmente por parceiros já contratados para esse tipo de serviço. “Todos os brinquedos merecem zelo da administração, mas a atenção maior ocorre no parquinho, pois, diariamente, as mães e babás fazem uso desse espaço com as crianças”, afirmou o síndico.

De acordo com Cléber, o relacionamento no condomínio é o melhor possível e há participação efetiva dos moradores, que buscam sempre informações e levam sugestões à administração, importante para que o síndico entenda e saiba o que pode ser melhorado.

Da madeira e do ferro ao plástico rotomoldado

Nos séculos passados era comum a criançada sair dos parquinhos com uma farpa encravada na pele ou com um belo arranhão no corpo, quando os acidentes não eram mais graves. Tudo por causa de brincadeiras em balanços, gangorras e escorregas, que geralmente eram feitos de madeira e de ferro.

Aos poucos, os brinquedos dos plays começaram a ser substituídos por outros mais resistentes, confortáveis e seguros. Hoje, a moda é o colorido do plástico rotomoldado.

A rotomodelagem, de modo simples, é um processo de transformação de plásticos adequados à confecção de brinquedos e outros produtos, garantindo maior resistência e durabilidade. Além de fazer a alegria da criançada com suas cores vibrantes, se tornou sinônimo de segurança no mundo todo.

Alberto Cosmelli, consultor da empresa Renove Brinquedos, alerta para o fato de que todos os equipamentos devem possuir selo e qualificação do Inmetro. Segundo ele, normas de segurança devem ser seguidas, e é importante sempre fazer a vistoria para não haver nenhum tipo de surpresa desagradável.

“Os plays com brinquedos de madeira e ferro não oferecem a devida segurança, e esses itens deveriam ser imediatamente trocados por de plástico rotomoldado. Os de madeira, irregulares e sinuosos, proporcionam diversos tipos de perigo, como pregos expostos. Os de ferro passam por um rápido processo de corrosão em uma cidade salinizada, como o Rio de Janeiro”, explicou Alberto Cosmelli.

O playground ideal, para o consultor, é o que dá segurança a meninada, com brinquedos de plástico rotomoldado e piso emborrachado acima de 20mm. O mobiliário infantil deve ter cantos arredondados e com a altura que obedeça ao nível de idade da criança. Em relação ao piso, os emborrachados, também chamados de piso ecológico, vêm gradativamente ganhando mais espaço nos condomínios por causar menos impacto na queda dos pequenos, sem contar que o produto é mais durável.

O consultor reforça a importância de fazer a manutenção técnica especializada dos brinquedos pelo menos duas vezes por ano, além de seguir as normas da ABNT. Cosmelli lembra que a vida útil dos brinquedos de madeira e ferro gira em torno de cinco anos, enquanto os de plástico, acima de 10 anos.

Para o uso adequado dos brinquedos, ele recomenda que as áreas da brinquedoteca (área interna coberta) e do baby play (espaço externo) devem ser utilizadas para os menores de 5 anos, monitorados sempre pelos responsáveis, e o playground (parte externa com outros tipos de equipamento) deve se destinar a meninada de 5 a 12 anos. E lembra que os locais precisam ser delimitados.

“Investir em segurança nunca é demais, nem é supérfluo. Temos a obrigação de sempre proteger e zelar pela integrida-
de física dos pequeninos. É nosso dever”,concluiu Alberto Cosmelli.

Pokémon GO: uma nova mania no mundo

O Pokémon GO chegou ao Brasil no início de agosto, ganhou, de imediato, vários adeptos e, em menos de 24 horas do lançamento, foi responsável por 18 mortes, uma estatística que acendeu o sinal amarelo para o uso do aplicativo, considerado uma verdadeira febre mundial.

Sem dúvida, o aplicativo é uma ótima ferramenta de diversão, mas todo cuidado é pouco para não se machucar. Crianças, jovens e adultos também andam pelos lugares com o olho vidrado na tela do celular e não veem o perigo que está em volta.

Nos condomínios, podem ocorrer incidentes nas escadas, nas portas, em cercas baixas, nos elevadores e nos próprios brinquedos que estão pelo caminho dos usuários do game. O alerta vale para todos: administração dos prédios e moradores.

No Residencial Don Garcia, as crianças maiores e os adolescentes percorrem os espaços em busca do Pokémon, mas na
maior tranquilidade. “Não houve nenhum problema no condomínio até agora, mas sempre reitero para não fazerem barulho após as 22 horas, evitando incomodar os moradores”, explicou o síndico Cléber.

Modo segurança máxima para as crianças

A seguir, confira a lista que a Condomínio etc. preparou para identificar e manter os brinquedos em perfeito estado para o uso seguro das crianças.

• Devem possuir identificação sobre a faixa etária destinada.

• Usar superfícies, embaixo e ao redor, que amenizem a queda dos menores, como: borracha, cortiça, areia e grama.

• Retirar da criança qualquer objeto que pode prender no brinquedo quando ela estiver escorregando ou balançando, por exemplo.

• Checar a temperatura dos brinquedos é uma forma de evitar queimaduras provocadas pelas superfícies de metal expostas ao calor do sol.

• A manutenção dos brinquedos deve ser feita diariamente, entre um e três meses, em caso da registrada, e de 8 a 12 meses, para a inspeção certificada por profissionais especializados.

• Checar sempre a presença de parafusos soltos, desgaste natural pelo uso, superfícies cortantes etc. Qualquer ob-
servação deve ser informada imediatamente ao síndico ou à administração.

• Observar o ambiente a ser utilizado pelas crianças e verificar se não há material de risco, como lascas de madeira, telas rasgadas e vidros quebrados.

• Pedir a interdição do brinquedoncaso constate que ele não tem condições de uso.

Brinquedos preferidos

Escorrega

O corrimão é fundamental para o apoio da criança; no topo, deve haver proteção para evitar que o menor se desequilibre e caia; o espaço para a descida deve ser suficiente para a criança se sentar com facilidade e segurança; não instalar o equipamento em local em que incida muito sol, evitando queimaduras; a parte que desliza tem que ser construída de peça única, já que os encaixes podem trazer risco para a criançada, como cortes e escoriações; no fim da descida, é preciso haver uma pequena elevação para amortecer o deslize e evitar incidentes ao chegar ao chão.

Balanço

Os assentos ideais são iguais a uma cadeira, com proteção nas laterais e no encosto; a alças laterais têm que ser fortes e protegidas por plástico para a criança se segurar e não se machucar; o balanço deve ser isolado por cercas, evitando que outros usuários entrem no espaço e sejam atingidos pelo equipamento; deve ser usado para crianças menores de 12 anos e deve ter capacidade de suportar o peso delas.

Gangorra

Indicada para menores de 5 anos; deve possuir alças firmes para a criança se segurar de forma adequada; o assento ideal deve ser de material confortável e ser igual a uma cadeira, com encosto e braços laterais.

Gira-gira

Deve ter alças seguras em todo o brinquedo; o espaço onde está localizado o gira-gira deve ser isolado para evitar que outras crianças cheguem perto enquanto o equipamento estiver em movimento; não é indicado para menores de 2 anos; encaixe perfeito na parte giratória com o eixo do equipamento para evitar o deslocamento das partes e acidente com os pequenos usuários; deve haver um dispositivo que possa limitar a velocidade; o brinquedo não pode ser instalado muito alto (para que a criança não caia se ficar tonta), nem muito baixo (impede que a criança prenda o pé no chão enquanto estiver girando).

Trepa-trepa

O uso desse brinquedo é recomendado para criança acima de 5 anos; as barras devem ser bem fixadas no chão e cobertas de plástico com espuma; o brinquedo deve ser aberto.

Tanque de areia

A areia deve ser limpa e revirada constantemente; a cada dois anos ou menos, dependendo da necessidade, trocar toda a areia; só usar produtos indicados para a limpeza desse brinquedo; retirar qualquer objeto ou material estranho ao brinquedo; impedir que animais entrem no equipamento; cobri-lo à noite.

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