Por CIPA
Em 28/07/2020
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O que aprendemos e devemos preservar depois de passarmos pelo novo coronavírus

De um dia para o outro, a vida virou de cabeça pra baixo. Um organismo microscópico se espalhou pelo mundo e chegou ao Brasil para tirar a paz de todos. Foram vários dias em casa sem saber ao certo o que fazer. Informações contraditórias ainda geram medo e insegurança. De repente, vimos pessoas próximas ficando doentes, outras morrendo. Como um tsunami, o novo coronavírus veio para sacudir a rotina de todo mundo.

Quem pôde seguiu as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ficou em isolamento social. Foi obrigado a conciliar as demandas do emprego com os afazeres domésticos e as necessidades dos filhos. O trabalho remoto e as reuniões virtuais passaram a ser comuns. Tivemos que construir uma relação diferente com nossa casa, adotar hábitos disciplinares e ter ainda mais cuidado com a higiene e a limpeza. Sem contar ter que suportar a saudade da família e dos amigos.

Mas nesse período também houve descobertas incríveis que mudaram conceitos e quebraram paradigmas. Uma nova organização surgiu no dia a dia de cada um, principalmente dos que vivem dentro dos prédios e condomínios. A convivência entre vizinhos ficou mais próxima, gerando momentos agradáveis, mas também alguns momentos de tensão. Se individualmente foi difícil, imagina para os síndicos dos condomínios, que tiveram que administrar todas essas transformações repentinas. Eles cumpriram um papel fundamental de liderança e negociação.

Para Fernando Canejo a tarefa foi bastante complexa. Canejo é síndico do Condomínio Carioca Residencial, na zona oeste da cidade. São mais de 3 mil pessoas que vivem nos 732 apartamentos, divididos em três blocos. Segundo ele, com o isolamento social, algumas reclamações aumentaram: “Todos ficaram mais sensíveis a ruídos antes desconhecidos. Descobriu-se que aquele cãozinho bonitinho do vizinho late bastante. As crianças, sem poderem
descer, tiveram que fazer os pais terem criatividade para contê-las. Pois criança em casa quer brincar”, conta.

A comunicação foi essencial para manter a harmonia dentro do condomínio. Foram mais de 60 comunicados só nos dois primeiros meses da pandemia. A solidariedade também foi muito importante para ajudar a passar os dias de confinamento. Houve assistência, principalmente para os moradores idosos ou aqueles com algum tipo de impedimento que não podiam sair na rua de jeito nenhum. “ Montamos uma comissão de moradores voluntários, com espírito de servir e ajudar o próximo – a Comissão Acolher. Tivemos a campanha Vizinhos Solidários, em que criamos uma lista de moradores que se ofereciam para ajudar os idosos e as pessoas com comorbidades com compras no supermercado, padaria, farmácia etc. ou na busca de encomendas na portaria.”

O síndico também estruturou ações para arrecadar cestas básicas para uma comunidade carente, com o auxílio de uma paróquia local e uma pastoral evangélica. Houve também campanha de coleta de sangue dentro do condomínio. Além disso, para dar um pouco mais de tranquilidade e lazer, Canejo organizou shows solidários para os moradores, que assistiam às apresentações das varandas de casa. Os músicos se apresentaram de forma voluntária.

Sem dúvida, o isolamento social tem exigido criatividade. A internet foi uma grande aliada nesse momento Reuniões e assembleias tiveram que ser realizadas em ambiente virtual. O pagamento de muitas contas também sofreu transformações, já que, com o atraso das entregas dos Correios, tiveram que ser feitas on-line. Síndicos foram forçados a se adaptar à tecnologia e, acredite, muitos gostaram e querem manter do jeito que está.

Cipa Digital

A Cipa saiu na frente de muitas empresas. Com um sistema 100% digital, deu total apoio a seus clientes de forma remota. Na empresa, 90% dos funcionários trabalharam em home office, o que diminuiu as chances de contaminação e manteve as recomendações de isolamento social. Na geração e no pagamento de boletos, ninguém
teve dor de cabeça. Grande parte das empresas, que têm contratos ou prestam serviços aos condomínios, também
fizeram cobranças pela internet.

Canejo se diz um amante da tecnologia. “Nossa administradora, Cipa, é muito antenada com as demandas tecnológicas, o que foi um facilitador por ter os módulos de boletos on-line, extratos, balancetes. Com parte da equipe do condomínio e administradora trabalhando em home office, as reuniões virtuais trouxeram dinamismo e praticidade nas ações e demandas da administração.”

Limpeza intensificada

Mas não teve jeito, outros trabalhos continuaram a ser feitos de modo presencial. A limpeza, por exemplo, teve que ser redobrada. Como todos sabem, a boa higiene previne a proliferação do vírus. Muitos síndicos optaram por fazer a sanitização nas áreas comuns do condomínio. Com produtos de alta qualidade e técnicos especializados, a Unitec Controle de Pragas e Sanitização precisou até contratar mais funcionários para dar conta dos pedidos.

Marcos Moraes é diretor comercial da empresa. Ele explica que essa “sanitização é a utilização de um superdesinfetante (quaternário de amônio quinta geração) que você aplica nas superfícies e o produto é capaz de matar 99,9% de vírus, bactérias, fungos e ácaros”. Há quase 30 anos no mercado, a empresa faz um trabalho de controle de pragas e sanitização em condomínios, no comércio e em indústrias.

É bom lembrar que não existe um sanitizante específico para combater a Covid-19. As pesquisas de vacinas e remédios para acabar com a doença estão a todo vapor pelo mundo inteiro, mas ainda não deu tempo de os cientistas conseguirem a cura ou a prevenção da doença. Mas esse superdesinfetante é o indicado para ser usado neste momento, para criar um ambiente seguro para os moradores.

A CNS Nacional de Serviços, empresa de prestação de serviços terceirizados de facilities, também recebeu
mais chamados do que o normal. Segundo o diretor executivo, Mauricio Eisenberg, “com a permanência dos moradores em suas residências, houve um aumento significativo na geração de resíduos e, consequentemente, maior necessidade de coleta, higienização e desinfecção dessas áreas. Superfícies em que as mãos tocam com mais frequência, como maçanetas, corrimãos, interruptores de luz, telefones, botões de elevador, bebedouros e torneiras, precisam ser limpas pelo menos quatro vezes ao dia”

A CNS trabalha há mais de 80 anos em higienização hospitalar, então, pode oferecer com segurança o serviço de desinfecção de ambientes contra a Covid-19. “Com a supervisão de enfermeiros, essa higienização é executada por profissionais treinados, equipamentos modernos e produtos registrados pela Anvisa. Nossa solução cria uma camada protetora nas superfícies, fundamental para a destruição de microrganismos como vírus, bactérias e outros patógenos”, explica Mauricio Eisenberg.

Por isso, antes de você fechar algum contrato, medidas de precaução devem ser tomadas, como orienta o diretor comercial da Unitec: “O importante é o síndico contratar uma empresa especializada nesse tipo de trabalho, que já tenha uma história, buscar indicações de outras pessoas. Para você não abrir a porta para qualquer um, é essencial checar qual o produto que vai ser usado, ver o frasco, a validade e a ficha técnica dele. Tem muitas empresas se aproveitando do momento e fazendo o trabalho apenas com uma mistura de álcool 70%, água sanitária e água, o que não resolve. As pessoas estão sendo enganadas.”.

Além desses mecanismos de prevenção, para diminuir os riscos de contaminação, Mauricio, da CNS, diz que é importante manter o ambiente em que moramos arejado o máximo de tempo possível, evitando a utilização de ar-condicionado. É fundamental limpar as superfícies com água e sabão comum (como detergente) ou álcool a 70%, no mínimo, uma vez ao dia. “Em maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que não é possível prever quando e se o novo coronavírus vai desaparecer, afirmando ainda que ele pode se tornar endêmico. Se esse cenário se concretizar, não teremos outra opção a não ser mantermos toda essa rotina de limpeza, higienização e desinfecção durante um bom tempo, obedecendo a uma rigorosa periodicidade.”

Em relação aos funcionários, as duas empresas foram bem firmes para garantir a segurança da equipe e dos clientes. Tiveram que se adaptar às novas recomendações da OMS. Muitos colaboradores deixaram o escritório e foram trabalhar de casa. Os encontros passaram a ser por aplicativos de reuniões ou por troca de mensagens. Os executivos das empresas perceberam que essa organização virtual várias vezes ajudou em tomadas de decisões mais rápidas e assertivas.

Já para quem trabalha nas ruas, houve um treinamento específico, e os trabalhadores passaram a seguir uma série de orientações. Os técnicos que aplicam os produtos já são obrigados a usar o equipamentos de proteção individual (EPI). O que foi reforçado foram as orientações de distanciamento e a convivência social. Eles também foram aconselhados a lavar sempre as mãos e usar álcool gel 70%. Quem tinha algum sintoma, era afastado do trabalho.

Essa preocupação constante com a higiene pessoal e do local onde moramos e trabalhamos também gerou uma grande procura por produtos de limpeza. “Principalmente álcool gel 70%, dispensers para álcool e produtos à base de hipoclorito de sódio. Também foi grande a solicitação de material de limpeza por parte dos moradores de condomínios. Consequentemente, nosso trabalho aumentou e tivemos que promover algumas mudanças para conseguir atender nossos clientes e minimizar o risco de contaminação de todos”, afirma Marcelo
Ribeiro, administrador da Maxfort, empresa especializada na revenda de produtos de limpeza.

Rotinas readaptadas

No condomínio administrado por Canejo, a rotina de limpeza foi reorganizada. As escalas de trabalho foram alteradas e as ações de higienização aumentaram. “Um turno especial, com atenção às pessoas com suspeita e/ou confirmação de Covid-19, também foi providenciado, assim como a fiscalização da utilização de EPIs ficou mais rigorosa. Para manter os funcionários em segurança, antes mesmo de ser obrigatório pela legislação, disponibilizamos álcool gel e líquido em todos os acessos do condomínio e distribuímos máscaras de tecido para todos os prestadores de serviços.”

Os funcionários da Maxfort também tiveram que se adaptar à nova rotina de trabalho. Para quem ficou dentro da empresa, foram disponibilizados álcool gel nas áreas comuns e nas mesas de cada um deles e máscaras. “Os colaboradores da expedição passaram a usar máscara e óculos de proteção, além de outros equipamentos de proteção individual. Nossa atenção com a limpeza em geral e a higiene pessoal foi redobrada, incluindo também os veículos de entrega”, explica Ribeiro.

O sistema foi adaptado, e as pessoas que estavam em home office conseguiam concluir o processo de venda até a entrega. O administrador da Maxfort conta que, como em outras áreas, o envio de notas fiscais e boletos para pagamento passou a ser por e-mail e WhatsApp. “Isso é bem legal, foi uma novidade para nós e está funcionando muito bem. Agora nos falamos mais pelos ramais internos do que pessoalmente e já deixamos de comemorar alguns aniversários de colaboradores por conta do afastamento que devemos manter.”

Obras e dedetizações

Outros serviços essenciais ao condomínio – como as obras emergenciais e a dedetização – também foram mantidos, com autorização de decretos municipais e estaduais. A forma como passaram a ser feitos é que mudou. Mesmo em tempos estranhos, o condomínio precisou seguir a legislação e manter a manutenção em ordem. “Tivemos que ajustar alguns cronogramas e cancelar algumas obras residenciais para não expor nem os moradores, nem nossos funcionários. Mas as obras emergenciais não puderam parar. É uma questão de segurança”, esclarece Caio Cernigoi, sócio e gerente de Marketing da Construtora Cernigoi.

A construtora chegou a suspender seus serviços por duas semanas logo no início da pandemia. De acordo com o sócio da Cernigoi, “primeiro a gente passou pela etapa do susto, sem saber o que deveria fazer. Tivemos várias reuniões de crise e decidimos que, com segurança e responsabilidade, poderíamos retomar os trabalhos mais urgentes. Os decretos não interrompiam as obras da construção civil no Rio de Janeiro. Para isso, aplicamos uma série de medidas para proteger os funcionários da empresa e os moradores”.

Assim como as empresas citadas anteriormente, a Cernigoi também manteve os colaboradores do escritório em trabalho remoto. Para quem tinha necessidade de atuar nas obras, foi necessário seguir um rígido protocolo de segurança. Foi feito um rodízio entre os operários e todos tiveram que usar máscara, álcool gel e cumprir as medidas de distanciamento social. Além disso, era feito um controle de todos os funcionários, que tinham a temperatura medida todos os dias antes do início do trabalho. Para que não pegassem transporte público, a empresa criou um sistema de carona amiga, ressarcindo o combustível de quem usava o próprio veículo.

Durante esse período de pandemia, a relação entre os administradores da empresa, funcionários, síndicos
e moradores foi muito importante. Teve que haver muita resiliência e com preensão de todas as partes para que
tudo funcionasse corretamente. Caio, da Cernigoi, afirma que “nesse sentido, o síndico teve um papel central: trabalhou em conjunto com o engenheiro, renegociou prazos de obras, teve jogo de cintura com os moradores que reclamavam do barulho, administrou a verba do condomínio…”

O mundo digital colaborou e muito para que essas relações se tornassem mais fáceis. “A gente chegou a ter várias reuniões por aplicativos entre a empresa e o síndico. As pessoas tiveram que ser mais flexíveis e conscientes da situação pela qual estávamos passando. Surgiu, nesse momento, uma troca mais ativa por meio da comunicação digital, que trouxe mais agilidade para o trabalho”, completa o sócio da Cernigoi.

Segurança

A segurança dentro dos condomínios também teve que ser repensada. O grande número de moradores dentro
de casa fez com que as entregas – não só de comida, mas de todos os tipos de produtos – aumentassem consideravelmente. De acordo com a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), nos dois primeiros meses de pandemia, os pedidos de entrega em casa aumentaram 85%.

Segundo Aline Marino, diretora comercial da ABC Telecom – empresa especializada em sistemas de segurança eletrônica, automação, comunicação e tecnologia –, “com o afastamento ou a redução de porteiros, zeladores
e funcionários, a contratação de sistemas de segurança eletrônica, como a instalação ou ampliação do número de
câmeras, alarmes e controle de acesso, também aumentou em pelo menos 30% nos últimos três meses de 2020”.

Ainda de acordo com a diretora comercial da ABC Telecom, as portarias virtuais também ajudaram muito nesse período de pandemia, dando mais segurança aos moradores. “Trata-se de um conjunto de sistemas tecnológicos interligados, monitorados por uma central a distância, com pessoas capacitadas e treinadas para controlar e vigiar o condomínio, sem a presença de um porteiro físico alocado no prédio. Basicamente, funciona assim: ao ser acionado o interfone, ele toca na central de vigilância e monitoramento, que liga para o morador que foi requisitado, confirmando o pedido de acesso. Este, por sua vez, libera ou não a entrada.”

Canejo afirma que, com o aumento desse tipo de serviço, várias mudanças foram feitas. Os entregadores foram inseridos no cadastro de prestadores de serviços do aplicativo da portaria. “Se ele não tivesse com máscara, nem entrava no condomínio. Alteramos a rotina de controle da administração em todos os acessos e áreas comuns e intensificamos os ajustes de câmeras de segurança com reposicionamento e instalação de novas câmeras nas portarias, inclusive com gravação de audiovisual.”

A ABC Telecom tomou todas as medidas de segurança para os funcionários, de acordo com a OMS. “Realizamos testes quinzenalmente para identificar possíveis infectados, fornecemos luvas e máscaras, álcool gel e cartilhas sobre higiene, além de solicitar a todos que nos informem caso alguém da família esteja com suspeita de Covid-19, para o imediato afastamento do funcionário de suas funções por 14 dias. Estamos realizando rodízio dos colaboradores internos para que não ocorra aglomeração dentro da empresa. Fizemos uma mudança também na carga horária para que eles não precisem pegar condução em horários de maior aglomeração nas ruas. Essa alteração não afetou o atendimento ao cliente, mas atingiu o cronograma diário da empresa”, afirma Aline.

Essa pandemia demonstrou, na prática, o quanto é complexa a engrenagem da administração de um condomínio. Foi necessário que cada um mudasse um pouco sua rotina e se adaptasse ao que ficou sendo chamado de “o novo normal”. E o novo muitas vezes não é visto com bons olhos. Mas para essas empresas e os síndicos que uniram esforços para continuar mantendo tudo em ordem muita coisa vai ser levada como experiência para o resto da vida.

Caio, sócio da Cernigoi, acredita que uma das melhores transformações foi “a abertura dos funcionários para novas informações e a capacidade de adaptação para um novo momento, o que fez com que as pessoas ficassem mais resilientes. Houve muita troca e colaboração em todos os processos, na empresa e nos condomínios”.

“Com a ajuda da tecnologia, conseguimos aprimorar nosso trabalho em equipe e tomar decisões importantes de forma muito mai ágil do que de costume, inclusive implantando, com sucesso, novas frentes de negócios em poucos dias. Nossos funcionários entenderam a importância de mantermos sempre uma comunicação clara e transparente com todos os clientes e não medirmos esforços para customizar nosso serviço de acordo com as necessidades específicas de cada contratante”, observa Mauricio Eisenberg, da CNS.

“Não é possível prever o que vai acontecer, mas algumas mudanças, principalmente de hábitos de higiene,
chegaram para ficar. Acredito que o álcool 70% nunca mais vai deixar nossa lista de compras. No pós-pandemia,
ficarão as novas formas de trabalho, os novos hábitos de higiene, a maior valorização dos profissionais que sempre foram essenciais”, analisa Marcelo Ribeiro, da Maxfort.

As relações sociais, as relações com o corpo, vão ser diferentes depois do novo coronavírus. Marcos, da Unitec, acredita que “o mundo nunca mais vai ser o mesmo e vai haver uma mudança em nossa cultura. Não tínhamos o hábito de chegar em casa e tirar os sapatos, como os orientais. Agora precisamos fazer isso, vai ter que lavar sempre as mãos, usar máscara, tirar a roupa quando chegar da rua. Vamos estar preparados para pestes piores. A vida vai retornar de forma diferente”.

Depois de tantas mudanças, em meio a tantos momentos ruins, conseguimos perceber que deu para tirar
boas lições dessa pandemia. Podemos conhecer melhor aquele vizinho gente boa, ter compaixão por quem estava passando por necessidade. No fim de tudo, mesmo com toda a tristeza e dificuldade, os condomínios ficaram
mais humanizados e podemos acreditar em dias melhores.

“O legado que ficará para a sociedade, sem sombra de dúvida, será o encurtamento das distâncias para o trabalho e da família por meio de apenas um clique. O espírito de solidariedade e empatia aumentou. Todos nós, seres humanos, aprendemos o que é ser mais humano. Até nossa ‘mãe natureza’ mudou. O tempo mudou. Tudo mudou.
Nossa forma de olhar o mundo mudou. Mudou para melhor”, avalia Canejo.

Minimercado automatizado em casa

Novos tempos são sinônimo de praticidade e segurança. Nesse caminho, surgiram muitas alternativas para que os moradores de condomínios tivessem a vida facilitada. Uma delas é a possibilidade de ter um minimercado
automatizado dentro do condomínio. A interação do cliente com o sistema é toda automatizada, por meio de um
totem, no qual o usuário é identificado, a cesta de produtos é registrada e o pagamento é efetuado.

Rodolfo Reis Nunes, diretor de Operações da Smart Café, empresa que atua há 15 no mercado e tem milhares de máquinas de café e snacks instaladas no Brasil, conta que, há cerca de 18 meses, lançou o Micromarket Residencial Smart 247. Em função da pandemia, os minimercados se tornaram ainda mais necessários “para levar a mesma conveniência para quem precisa ficar em casa. Já temos cerca de 50 micromarkets instalados no Rio de Janeiro. Nos últimos meses, estamos recebendo pedidos para a instalação de dezenas de novos pontos por mês”.

O diretor explica que “o micromarket cobre uma lacuna que sempre existiu, mas que ficou mais evidente com a pandemia. Com ele é possível encurtar enormemente a distância entre a necessidade, ou o desejo, do condômino e a disponibilidade da solução, levando para dentro de seu domicílio uma solução que era, até então, inexistente”.

Para ter o próprio minimercado, o condomínio deve disponibilizar uma área mínima de 4 a 5 metros lineares para a montagem do ambiente. “Cada Micromarket Smart 247 é feito sob medida, portanto, o tamanho e a necessidade de espaço podem variar bastante”, explica Nunes, detalhando o processo: “Agenda-se uma visita inicial; um consultor da Smart Café vai até o condomínio para avaliar o local e a infraestrutura disponíveis. São feitas fotografias e tiradas medidas do espaço à disposição. Esse material é então encaminhado para o departamento de design de produto, que vai preparar um projeto 3D fotorrealista. O projeto é enviado para o cliente visualizar como ficará o ambiente, inclusive com a possibilidade de apresentar o projeto para avaliação e aprovação prévia dos condôminos. É possível
que, nessa fase, sejam pedidos ajustes e adaptações para aprimorar a planta. Uma vez aprovado o esboço, a peça é
criada. No fim desse processo, agendamos a melhor data para a montagem e o início dos serviços.”.

Em geral, a construção do micromarket leva de 7 a 14 dias. Sua instalação é feita em algumas horas, e a empresa dispõe de um cardápio básico com mais de 150 produtos, entre eles farinhas, massas, óleos, azeites, molhos, carnes, produtos congelados e produtos de limpeza. “Mas é possível adicionar outros itens a pedido dos usuários, de modo que existe certa flexibilidade para a incorporação de novos produtos”, diz Nunes.

Em relação ao pagamento, o Micromarket Smart 247 não trabalha com dinheiro em espécie para evitar que haja qualquer risco de acúmulo monetário no local. “Todas as transações são eletrônicas. Aceitamos diversos meios
de pagamento, como cartões de crédito, débito, vale-alimentação e refeição. Para os usuários pré-cadastrados, os pagamentos também poderão ser feitos por meio de biometria (digital ou por reconhecimento facial)”, detalha Nunes.

O diretor explica que o sistema é inteligente: “O serviço é acompanhando por sistema de telemetria, de modo que sabemos remotamente o que está sendo consumido em cada local, antecipando a necessidade de reposição e evitando a falta de produtos.”.

Sobre os cuidados dos funcionários que fazem a reposição e a limpeza do local, a empresa exige que todos higienizem constantemente as mãos, trabalhem 100% do tempo com máscara protetora e manipulem os produtos com luvas.

 

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