Por CIPA
Em 20/04/2020
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O controle de pragas urbanas é essencial para que haja um ambiente saudável para todos

Ratos, baratas, formigas e mosquitos são animais que queremos longe de casa. A infestação dessas pragas urbanas pode trazer prejuízos materiais e, pior ainda, graves problemas de saúde. Os ratos, por exemplo, são responsáveis pela transmissão de vários tipos de doença, como a leptospirose. Por isso, é preciso ficar muito atento. Viver em um lugar limpo é um desejo de todos. Para que isso aconteça, o melhor é estar com a dedetização do condomínio em dia. Só assim o síndico, além de dar segurança aos moradores, vai manter o condomínio dentro da lei.

Desde 2017, a Lei Estadua 7.806 (detalhes da lei no fim da reportagem) obriga que a dedetização nos condomínios seja mensal, sendo necessário diminuir a periodicidade das aplicações que antes eram semestrais. Pelo novo código, prédios residenciais e casas entraram na mesma categoria de bares, restaurantes, padarias etc. Com fórmulas novas, os produtos químicos são menos agressivos à saúde e ao meio ambiente e, por isso, precisam de uma manipulação mais constante. O controle básico obrigatório é contra insetos rasteiros, como baratas e formigas, e também contra ratos. Mas isso pode variar de condomínio.

Rafael Capponi Vittori, biólogo da Acquaclean, afirma que, durante a dedetização, dificilmente vai haver algum transtorno para os moradores – mesmo os mais idosos – e para os pets. “Se for chamada uma empresa especializada e todos seguirem à risca o que for solicitado, não vai ocorrer nenhum problema. O importante é ser orientado sempre por um profissional qualificado durante as aplicações.”

Marcos Moraes, diretor comercial da Unitec, diz que essa nova tecnologia também não faz mal à fauna e à flora.
Alguns produtos podem ser aplicados inclusive em jardins e em áreas frequentadas por animais domésticos. Existem
condomínios que têm até espaços diferenciados para os pets, chamados de animal place. Ali podem ocorrer problemas com pulgas e carrapatos. Nesse sentido, uma dedetização diferenciada deve ser feita.

Marcos reafirma que “o importante é fazer o serviço com uma empresa credenciada, que conte com um biólogo que vai avaliar a necessidade de cada condomínio, fazendo o melhor serviço no combate e no controle de vetores e pragas, com um atendimento personalizado, de acordo com a necessidade de cada cliente. Além disso, é fundamental que a empresa seja certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e tenha licença do Instituto Estadual do Ambiente (INEA)”.

A síndica profissional e proprietária da empresa Sindmar, Marcia Montalvão, concorda com Marcos. Segundo ela, o controle de pestes urbanas não é uma decisão de gestão, é uma obrigação por lei e deve ser feita sempre com uma empresa especializada e licenciada. A Sindmar atua como síndico ou administrador em condomínios residenciais, mistos e flats, nas zonas norte, sul e oeste e no Centro da cidade. Eles também fazem consultoria e treinamento. Na hora de escolher a empresa que vai realizar a dedetização, ela sempre pesquisa se é idônea, o tempo que tem no mercado, se dá garantia do serviço, se tem responsável técnico que seja um biólogo, se tem licença na Anvisa e se o registro está em dia no INEA.

“É muito perigoso o que alguns condomínios pequenos fazem, comprar galão de veneno e mandar um funcionário aplicar. Além de pôr a vida do funcionário e dos moradores em risco, isso também é crime. Primeiro, por colocar uma pessoa para desenvolver uma atividade que não é a função dela e que ela não tem capacidade para fazer. Segundo, e mais grave ainda, o síndico pode responder criminalmente por essa atitude. Por isso, só uma empresa credenciada é habilitada para executar o serviço”, alerta Marcia.

O diretor comercial da Unitec também faz uma observação para o perigo dessa situação. Segundo Marcos, “é ilegal, e o síndico assume todo o risco e pode responder a um processo nas áreas cível e criminal. Por causa de uma economia pequena, dá um tiro no pé. Cada macaco no seu galho, isto é, cada especialista tem que cuidar de sua área. Com produto químico não se brinca.”.

Conceição Rangel é síndica há cinco anos do Condomínio Duque de Caxias, na zona sul da cidade, e conta com a Cipa na administração. O imóvel tem dois blocos e 40 apartamentos. Na hora de escolher uma empresa, prefere a que dá mais confiança e tem credibilidade no mercado. Como trabalha na área de saúde, ela está sempre preocupada em manter em dia a dedetização. “Vivemos em uma cidade grande que tem muitos insetos, como barata, eoutros animais peçonhentos. Além de querer estar sempre dentro da lei, o síndico é obrigado a cuidar da saúde de todos os
que vivem no local”, afirma.

A maioria das empresas faz contratos anuais, com a periocidade mensal. Sendo assim, os técnicos especializados vão todo mês realizar uma verificação, aplicar o produto e identificar se está tudo sob controle ou se há algo a fazer.
Para cada lugar é indicado um procedimento diferente, que melhor se adapte. “Nos bueiros, nos ralos, nas caixas de passagem, nas lixeiras e no hall de entrada pode ser usado líquido ou gel ou os dois, sempre verificando para não encharcar o chão e evitar acidentes”, explica o biólogo da Acquaclean.

A colaboração dos moradores também é essencial para que a dedetização surta efeito. Não adianta aplicar o melhor produto se o condomínio não estiver limpo e com a manutenção em dia. “Na empresa, a gente diz que existem os três
‘as’: acesso, abrigo e alimento. Se o condomínio não cuidar desses pontos, o trabalho não vai ter sucesso. É indispensável que buracos e fendas sejam fechados, por exemplo, por causa dos ratos. Checar se há tampa de esgoto, se as lixeiras estão limpas. Ficar livre das pragas é um trabalho rotineiro e só funciona em conjunto, com a união de empresas de dedetização, síndicos e moradores”, analisa Marcos, da Unitec.

Rafael, da Acquaclean, afirma que, às vezes, quando vai fazer um trabalho, encontra condomínios em que a lixeira está muito suja, com lixo grudado até na parede, e o cheiro é bem ruim. Quando isso acontece, a empresa costuma orientar para que seja feita a limpeza do local, porque, segundo ele, só existem pragas urbanas porque nós não sabemos lidar com nossos resíduos. Esses animais não se proliferam em locais limpos e bem conservados. Outro ponto importante é nunca deixar água parada.

Em épocas de calor, principalmente, os mosquitos se proliferam, e o risco de transmitirem doenças como dengue, chikungunya e zika, entre outras, aumenta. Segundo o diretor da Unitec, a dedetização para o controle de mosquitos também tem sido muito requisitada nos últimos tempos, principalmente na zona oeste. “Nesse caso, temos que
fazer a parte do produto aéreo (conhecido popularmente como fumacê) e também um trabalho no local com larvicida. Isso porque a pulverização só mata os insetos adultos, não mata as larvas”, explica Marcos.

Nesse combate, a limpeza dos reservatórios também é essencial. Além disso, por lei, ela tem que ser feita de seis em seis meses, juntamente com o teste de potabilidade, que verifica a qualidade da água. Esse laudo deve ser fixado no quadro de avisos para que todos os moradores tenham acesso a ele.

 

A Lei do Cupim também mudou

A lei que regula o combate à infestação de cupins mudou. Desde 2017, as construtoras são obrigadas a realizar um cinturão químico contra cupins subterrâneos no terreno antes de começar as obras. A empresa prestadora do serviço fica responsável pela garantia da imunização pelo prazo de dois anos, contados da data da realização do serviço. Já em imóveis construídos, a descupinização é feita, na maioria das vezes, de forma corretiva, e não preventiva.

Responsáveis por muitos danos materiais, os moradores só percebem o problema quando o inseto já destruiu grande parte do imóvel. O biólogo da Acquaclean, Rafael Capponi, alerta para a existência de inúmeros tipos de cupim. “Alguns têm uma vida alada. São aqueles que ficam na luz no fim da primavera e início do verão. Com o calorão e a
humidade alta do ar, eles começam a aparecer. Tem os de madeira, que soltam um granulado; outros de madeira seca, que soltam um pozinho da cor da madeira, e os que vão por dentro da parede, que são os mais agressivos, entre outros. Como mais de 90% dos condomínios não fazem a dedetização preventiva de cupim, só descobrem a presença do bicho com a infestação, o que é muito ruim para todos. Por isso, é importante desinfestar os ambientes mais propensos ao aparecimento de cupins e realizar a dedetização periodicamente.”.

Por falar em infestação, condomínios que não cumprem a lei podem correr sérios riscos. Essas pragas urbanas se proliferam muito rápido e, quando se vê, o imóvel já está tomado. Quando isso acontece, é preciso chamar uma empresa especializada com a máxima urgência. De acordo com Marcos, da Unitec, dependendo do quadro que eles encontrem, o problema pode ser resolvido entre 15 e 30 dias. “Mesmo com a presença de cupins, as aplicações são sempre mensais, a quantidade de produto é que aumenta ou o tipo de substância que é mais forte, de choque”, afirma.

Para Marcia, da Sindmar, o principal, em um condomínio, são a prevenção e a comunicação com os moradores, para que qualquer trabalho seja bem-feito. Sempre que há dedetização, todos os que moram no local são avisados, conforme estipula a lei. Quem se interessa pode pagar um pacote para também fazer as aplicações dentro do apartamento. Com o imóvel limpo e livre das pragas, é mais fácil ter uma vida saudável e tranquila.

 

O que diz a lei

No Rio de Janeiro, a Lei Estadual 7.806, de 12 de dezembro de 2017, estabelece as diretrizes para o funcionamento das empresas especializadas na prestação de serviço de controle de vetores e pragas urbanas no âmbito do Estado do Rio de Janeiro. O serviço somente pode ser efetuado por empresa especializada portadora de licença do INEA.

A lei determina um conjunto de ações preventivas e corretivas de monitoramento ou aplicação, ou ambos, com periodicidade minimamente mensal. O objetivo é impedir, de modo integrado, que esses animais se instalem ou se reproduzam no ambiente. Como definição de pragas urbanas, a lei estabelece que são animais que infestam ambientes urbanos, podendo causar agravos à saúde, prejuízo econômico ou ambos.

A empresa especializada deve ter um técnico devidamente habilitado para o exercício das funções – como biólogo, veterinário, químico, engenheiro químico, farmacêutico ou agrônomo –, que possua comprovação para exercer tal função emitida pelos respectivos conselhos de representação profissional.

A prestadora do serviço tem que fornecer o certificado de garantia, que deve conter a identificação da empresa especializada com a razão social, o nome fantasia, o endereço, o telefone e os números da licença do INEA, seu prazo de validade e a validade da garantia do serviço e, em seu verso, deverá constar as condições básicas de higiene e orientação sobre a garantia do procedimento.

Quando a realização do controle de pragas e vetores urbanos ocorrer em prédios de uso coletivo, comercial ou de serviços, a empresa especializada deverá afixar cartazes informando a data da desinfestação, com o nome do produto, o grupo químico ao qual pertence, o telefone do Centro de Informação Toxicológica e o número da licença do INEA.

Fica determinado que toda construção nova ou obras realizadas por empresas, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, deverão contratar empresas credenciadas e licenciadas pelo INEA para realizar o cinturão químico contra cupins, desde que a tecnologia e os produtos utilizados sejam eficientes e credenciados pelo órgão competente.

 

É no lixo que as pragas se proliferam 

Os síndicos cuidam dos condomínios, mas cada morador tem que fazer sua parte. Tratar do lixo produzido é fundamental para o controle das pragas urbanas. Uma boa opção é retirar os detritos todos os dias e deixá-los bem fechados em sacos plásticos. As lixeiras devem ser lavadas, pelo menos, três vezes por semana. É importante também fazer a separação de lixo orgânico e lixo reciclável e descartá-los de maneira certa.

Os cuidados se estendem também aos armários de comida: todos os alimentos devem estar bem fechados, para que grãos ou restos de alimento não sujem os armários; frestas e buracos devem ser tampados. Os ralos da cozinha e do banheiro devem ser lacrados e limpos regularmente. As baratas costumam habitar esses locais úmidos. Em regiões com mosquitos, o uso de telas também é aconselhável.

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