Por CIPA
Em 26/07/2016
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Entre outros itens, a água continua sendo uma das maiores despesas em um condomínio. É preciso economizar!

Atualmente, não se fala em outra coisa a não ser economizar. Nos condomínios, então, nem se fala. Aliás, se fala, sim, mas não adianta. Afinal, ninguém sabe que você fica horas no chuveiro quentinho no inverno. Que você lava a louça toda com a torneira jorrando água. Que você faz a barba com a torneira aberta!

Por essas e outras que a conta de água não diminui. E a cota condominial pesa no bolso de todo mundo, inclusive no de quem economiza, que acaba pagando o pato da conta dos outros. E essa história de pagar o pato já deu.

Pensando em mudar o rumo da história, pelo menos dentro dos condomínios, alguns síndicos resolveram radicalizar e instalar hidrômetros individuais para cada unidade. Um destes é Eclaiton Venâncio, síndico há quatro meses do Condomínio Perfetto, na zona sul.

Segundo ele, a mudança nem foi tão trabalhosa, pois o prédio, de 2008, foi projetado já com mais de meio caminho andado para a instalação de hidrômetros individuais. “Essa decisão foi tomada ainda na gestão anterior, numa assembleia na qual conseguimos dois terços do total dos condôminos em concordância com a individualização. Tivemos votos contra e também abstenções, mas a mudança foi decidida na assembleia”, lembra.

Em três dias, todos os 28 hidrômetros foram instalados e, no momento, estão sendo feitos ajustes para que a cobrança individual seja implantada o quanto antes. “O custo-benefício é vantajoso. Tomara que o rateio seja mais justo. Estamos esperando as novas leituras para atestar a economia”, afirma.

Para diminuir o consumo das áreas comuns, Eclaiton usa água coletada da chuva e, mesmo assim, restringiu o uso da mangueira para lavar a calçada, agora só uma vez ao mês, quando estiver muito suja. E também de forma pontual, quando há necessidade.

Quando os condomínios têm a medição individualizada, cada família passa a saber exatamente quanto gasta de água. E aí toma aquele susto e passa a economizar. Infelizmente, a maioria não economiza por ser sustentável, mas sim pela dor no bolso.

A água, como todo mundo está careca de saber, é um bem escasso e cada vez mais caro. E, infelizmente, a maioria dos condomínios ainda divide essa conta por meio de um único hidrômetro, que mede o consumo geral de todos os moradores.

O diretor comercial da Economize Soluções, José Carlos Martins Peleteiro, afirma que os condomínios buscam economia de água e as empresas procuradas oferecem sugestões. “Mas, sem dúvida, o melhor resultado é a medição individualizada. E mais: tecnicamente, em 90% dos prédios, conseguimos implantar um sistema de captação de água de chuva. O que gera grande economia também”, afirma.

Em relação à individualização dos hidrômetros, ele considera “que o Rio de Janeiro foi um dos estados que mais encampou essa ideia. Muitos prédios estão investindo nisso agora. E os prédios novos já têm que ser – por força de lei – entregues com medidores individualizados”, atesta.

Segundo Peleteiro, “em algumas cidades já há até lei para individualizar os hidrômetros de prédios antigos. Em Campos, por exemplo, há um decreto municipal nesse sentido. Nós, inclusive, estamos fazendo projetos lá”, conta.

Em relação à economia real, Peleteiro é enfático: “Temos números que comprovam que os prédios que são individualizados têm uma média de redução de até 50% no consumo de água. E essa economia não é fruto de uma decisão sustentável. Infelizmente, é o bolso que a determina. Quando dói no bolso a economia acontece. No Brasil, nós não temos essa cultura de economizar água, e olha que somos o país com o maior recurso hídrico do mundo! Os maiores aquíferos estão aqui. Em contrapartida, na Europa, há uma economia de água muito séria, pois a água é bem mais escassa e cara lá”, explica.

Leitura mensal individualizada

Mas como é feita a leitura mensal nos hidrômetros individuais? Quem a faz? A Cedae? Peleteiro explica: “Não. A relação do condomínio com a concessionária não muda. O condomínio contrata uma empresa que faz a leitura mensal e os valores são repassados à administradora, que os inclui no boleto de cada unidade.”

Claro que, com o novo processo de cobrança, as pessoas que gastam muito vão tomar um susto e até duvidar de seu consumo, mas só assim se percebe o quanto se gasta. E então surge a desejada economia!

Eliminador de ar: Outra boa opção

Mas se seu condomínio quer, além de individualizar, economizar ainda mais, ele pode investir também num eliminador de ar. André Pereira é diretor da Dolphin, empresa que vende e instala esse tipo de equipamento, e garante: “Pelo histórico de nossos clientes podemos aferir uma economia média de 30% a 35%.”

O diretor da Dolphin explica: “Os eliminadores são colocados antes do hidrômetro e têm a função de expulsar o ar dali por meio de ventosas e purgadores. A própria Cedae usa esses equipamentos. Podemos vê-los nas tubulações aparentes em alguns pontos da cidade. Ela usa porque sabe que tem ar dentro da tubulação”, explica.

E o que acontece quando não se tira o ar da tubulação? Ele é contabilizado pelo hidrômetro como água! E você paga por isso.

“Há 20 anos essa problemática apareceu e então surgiu o eliminador, em 1997. E entre os direitos e deveres da Cedae não está o de cobrar pelo ar. O que regula sua atuação é o Decreto Estadual 553/76, que diz que ela pode, deve tratar e distribuir água à população e também recolher o esgoto, tratá-lo e descartá-lo. Mas o ar não está previsto na concessão pública. E desde 1990, o Código de Defesa do Consumidor o protege de cobranças indevidas”, explica Pereira.

É importante não confundir bloqueadores de eliminadores com ar

O que o consumidor pode fazer para se proteger é instalar o eliminador antes do hidrômetro. Mas é importante não confundir eliminadores de ar com bloqueadores de ar. Eliminadores funcionam com ventosas e purgadores, que expulsam o ar de dentro da tubulação e não exigem praticamente nenhuma manutenção.

Segundo o diretor da Dolphin, “os bloqueadores não diferenciam o que é ar e o que é água e funcionam com a pressão de molas. Se o ar for maior do que a pressão da mola, ele entra,assim como a água. Mas se a pressão for menor do que a tensão da mola, não entra. A questão é que as molas desregulam rápido, perdem a eficiência muito rápido. Sem contar que a tubulação pode estourar por conta da pressão”.

Locais com mais ar na tubulação

As características de distribuição de água são bem diferentes. Próximo à adutora normalmente há menos ar nas tubulações. Quanto mais longe, mais ar. Também há grande incidência nos finais de rede e nos locais mais altos. Portanto, se seu condomínio está num desses locais ou mesmo se você quer diminuir sua conta de água, que tal investir num  eliminador de ar?

O importante é economizar esse recurso tão especial. Cada um deve fazer sua parte da melhor forma.

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