Por CIPA
Em 06/10/2017
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Palco de um dos mais belos pores do sol do Rio e um dos cartões-postais mais procurados por turistas que visitam a cidade, o Arpoador pode se tornar bairro. A iniciativa é do vereador Carlo Caiado (DEM/ RJ) que, no dia 22 de agosto, apresentou projeto de lei à Mesa Diretora da Câmara propondo a subdivisão de Copacabana e Ipanema para criação da nova área.

Projeto de lei

– Na verdade, o Arpoador já é considerado um bairro por muitos. Apenas estamos oficializando esse simbolismo – diz Caiado.

O vereador explica que, se aprovada a lei, o bairro seria um polígono limitado pelas ruas Gomes Carneiro, em Ipanema, e Bulhões de Carvalho e Francisco Otaviano, em Copacabana. Englobaria também o Parque Garota de Ipanema, a praia e a pedra do Arpoador, além das avenidas Francisco Bering e Vieira Souto (até a Gomes Carneiro).

Em tramitação na Câmara, o projeto ainda deve passar por todas as comissões permanentes da Casa antes de ir para votação em plenário, o que poderá ocorrer até o final do ano, segundo Caiado. A transformação do Arpoador em bairro divide opiniões. Moradores do entorno reclamam da falta de entendimento entre as autoridades e empresas prestadoras de serviço da região, já que algumas ruas estão localizadas no limite entre Copacabana e Ipanema. A criação do novo espaço, segundo eles, ajudaria a resolver o problema.

– Dois BPMs atendem à área: o 23º (Arpoador, Leblon, Ipanema, São Conrado, Gávea e Jardim Botânico) e o 19º (Copacabana, Leme, Lido e Bairro Peixoto). Em caso de assalto você tem que saber em qual rua está para pedir socorro – reclama Yesa Zellmer.

Segundo a Polícia Militar, “o 23º BPM tem área de atuação na Rua Francisco Otaviano até a Bulhões de Carvalho (do lado direito). Dali em diante, na própria Francisco Otaviano (do lado esquerdo), em frente à Igreja da Ressurreição, passa a ser área do 19º BPM”.

Presidente da Associação de Moradores de Ipanema, Maria Amelia Loureiro crê que a medida é descabida. Para ela, a solução seria a criação de uma associação com participação efetiva no conselho comunitário:

– É uma área muito pequena, não justifica os gastos de criação de um novo bairro. Uma associação traria mais resultados com menores custos.

Para Carlo Caiado, o novo bairro é a solução para os problemas dos moradores:

– O objetivo é chamar a atenção dos órgão públicos. Queremos solucionar essas questões com planejamento.

Fonte: O Globo

 

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