Por CIPA
Em 30/09/2015
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28/09/2015 – Extra

Até 50 anos atrás, eles eram comuns na paisagem do Rio. Meio século depois, a região central da cidade voltará a conviver com os simpáticos bondes, agora numa versão mais moderna. Previsto para entrar em operação no primeiro semestre do ano que vem, a tempo das Olimpíadas, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) promete ligar a Zona Portuária ao Centro em menos tempo e com mais conforto.

O VLT terá 28 quilômetros de trilhos, com 32 estações espalhadas ao longo do trajeto. A intenção é que a espera pela composição varie entre três e 15 minutos, dependendo da linha. Estima-se que, diariamente, 300 mil passageiros utilizarão o serviço.

– É um modelo empregado em várias cidades europeias, como Holanda, Alemanha e Áustria. O VLT será uma excelente opção para deslocamentos curtos ou médios, coisa de 40 minutos no máximo. Mas é importante frisar que, apesar disso, não se trata de um meio de alta capacidade – diz o professor Alexandre Rojas, especialista em Engenharia de Transportes da Universidade Es-
tadual do Rio de Janeiro (Uerj).

A principal inspiração do VLT, na verdade, é o Citadis, sistema inaugurado no fim do ano passado em Dubai, nos Emirados Árabes. Os bondes que circulam pela cidade do Golfo Pérsico são os primeiros do mundo totalmente livres de catenária, cabos aéreos que abastecem o veículo com eletricidade. O mesmo ocorrerá no Rio, onde a função de alimentar com energia elétrica a composição também será dos trilhos.

MEIO DE TRANSPORTE LIMPO

Além de ser considerado um modelo de transporte mais limpo, por não agredir o meio-ambiente, o VLT também tem a vantagem de ser silencioso, diminuindo a poluição sonora. As viagens serão pagas com cartões validados em máquinas próprias, no interior do bonde, sistema inédito no país. O preço da passagem, porém, ainda não foi definido.

– O VLT permitirá que o Centro seja muito mais convidativo, substituindo as longas caminhadas por uma viagem confortável, e a confusão do trânsito e de ônibus vazios por um deslocamento racional – diz o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani.

APELO TAMBÉM TURÍSTICO

Com a revitalização da Zona Portuária, que será ligada diretamente ao Aeroporto Santos Dumont, cruzando um Centro também remodelado, a expectativa é que o VLT ganhe em apelo turístico. Para que isso se concretize, entretanto, é preciso que a conexão com outros modais ocorra de maneira inteligente.

– É um modelo charmoso, com a cara do Rio. Vai somar nesse sentido desde que haja integrações com metrô e trens de subúrbio – analisa o professor da PUC-Rio Fernando Mac Dowell, que acrescenta: – Talvez passe a ter até mais apelo turístico do que em termos de mobilidade porque é um sistema apenas complementar. Ou, no máximo, as duas coisas em igual medida.

O projeto prevê três estações integradas com outros meios de transporte. Na Central do Brasil, a conexão será com metrô, ônibus e trem; na Rodoviária Novo Rio, com as linhas intermunicipais; e, na Praça Quinze, com as barcas.

A implantação do VLT tem custo avaliado em R$ 1,157 bilhão. Desses, R$ 532 milhões vêm de recursos federais, com o restante sendo viabilizado pela Prefeitura do Rio através de uma Parceria Público-Privada (PPP).

 

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