Por CIPA
Em 24/08/2015
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05/08/2015 O Dia

A Caixa Econômica Federal lançou ontem uma linha de crédito imobiliário para que construtoras e incorporadoras possam usar recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para obras de imóveis residenciais de até R$ 300 mil em todo o país.

O banco informou que liberou R$ 1 bilhão para este segmento. A iniciativa visa aquecer o mercado imobiliário e fomentar ainda mais o programa habitacional ‘Minha Casa, Minha Vida’. Segundo a Caixa, o financiamento para as empresas é de até 80% do valor do empreendimento e limitado a 50% do valor das vendas. As taxas de juros são a partir de 8,5% ao ano.

A linha de crédito anunciada ontem pela Caixa para as empresas do ramo da construção civil vem reforçar o foco social dado pelo banco neste ano de crise econômica. Há pouco mais de uma semana, a Caixa já havia destinado R$ 4 bilhões para financiamento de imóveis de pessoa física pelo sistema pró-cotista do FGTS, para unidades residenciais de até R$ 400 mil. “Acho que esse novo programa é um complemento do anterior

Não é a solução que o mercado esperava, mas é positivo, é o que dá para fazer agora”, avalia Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi Rio, que é o sindicato da habitação no Rio.

Ele complementa: “As condições são boas. Apesar de ter um impacto restrito nas vendas, pois não vão atingir um grande número de pessoas, não deixa de ser um benefício para o mercado, pois sinaliza que a Caixa está querendo dar condições do setor voltar a se recuperar”.

Para o professor de Economia do Ibmec-RJ, Alexandre Espírito Santo, a tentativa do governo de fomentar a construção civil é válida porque o setor é conhecido por ser um dos maiores multiplicadores de renda. Mas pondera:

“As pessoas estão começando a perceber que a taxa de desemprego só está começando a subir. Os trabalhadores estão com medo de perder o emprego. Como que nesse cenário o indivíduo que está receoso vai se aventurar em uma dívida? Mesmos as taxas de juros mais favoráveis ainda são altas para uma pessoa que está desempregada”, avalia.

A empresa interessada em participar da linha de crédito da Caixa deve apresentar o projeto de engenharia e documentação no site do banco (www.caixa.GIV.br) área de “downloads”, opção “Documentos para Avaliação de Crédito a Empresas da Construção Civil”.

 

Caixa e BB ampliaram crédito imobiliário a pessoa física

Na tentativa de aquecer o mercado imobiliário e de construção, a Caixa Econômica Federal já havia lançado, no dia 24 de julho, um programa de crédito para a compra da casa própria, voltada para pessoas físicas. O banco destinou R$ 4 bilhões para o projeto que visa financiar imóveis pelo sistema pró-cotista do FGTS. O preço das unidades residenciais devem ser de até R$ 400 mil.

Segundo a instituição financeira, os juros variam de 7,85% a 8,85% ao ano, dependendo do grau de relacionamento com o banco. Quem é correntista ou tem conta-salário é beneficiado com taxas menores.

Os trabalhadores com saldo no fundo podem pegar empréstimos para cobrir até 85% do valor da unidade escolhida. Para ter acesso às condições de crédito é necessário ter trabalhado 36 meses com carteira assinada e recolhido o FGTS, de forma consecutiva ou não. O prazo de pagamento é de, no máximo, 30 anos (360 meses).

Três dias antes deste anúncio da Caixa, o Banco do Brasil também ampliou a sua linha de crédito, baseada em contas do FGTS. A estimativa do banco é disponibilizar aproximadamente R$ 1 bilhão para as novas operações. As taxas de financiamento são de 9%.

O BB havia identificado 2,2 milhões de clientes em condições de conseguir crédito imobiliário por essa linha que financia até 90% de imóveis também avaliados em até R$ 400 mil. O prazo máximo é igual, de até 360 meses.

 

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