Por CIPA
Em 30/01/2017
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Neste início de mandato dos novos prefeitos brasileiros, a única unanimidade num conjunto tão diverso é a penúria das finanças, com raríssimas exceções. A queda de arrecadação foi a principal causa apontada para situações graves. Mas será que é apenas isto? Ou as atuais práticas administrativas são obsoletas e os administradores públicos incapazes de promover o desenvolvimento planejado dos municípios?
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Como, de forma financeiramente equilibrada, garantir os serviços básicos e ampliar o acesso à educação, à saúde, à segurança, aos transportes e ao desenvolvimento econômico? Como usar, entre outros meios, a tecnologia disponível?
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Nossas cidades são muito complexas. Nasceram, cresceram e se desenvolveram com base em fatores sociais, culturais, políticos e tecnológicos muito distintos. Mesmo após a era industrial e com o advento da urbanização, as cidades se desenvolvem de forma desordenada. A partir deste século XXI, as novas tecnologias de comunicação e informação passam a interferir no contexto urbano. Surgem, ainda com pouco planejamento, as denominadas cidades digitais globalizadas, onde as redes telemáticas fazem parte da vida cotidiana e constituem infraestrutura básica, mas ainda desordenada.
O desafio agora é reorganizar o espaço urbano e a integração das funções individuais e coletivas nas chamadas Cidades Inteligentes, resultantes do inevitável impacto das tecnologias digitais de informação e comunicação. O que importa, neste momento, é que todas as pessoas possam ter condições de se inserir no mundo do conhecimento, no mundo da igualdade virtual. Porque isso representa um efetivo caminho para conquista da cidadania.
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Os especialistas identificam dez dimensões para definir o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, meio ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia.
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O maior objetivo de uma Cidade Inteligente é promover os vínculos sociais, democratizando o acesso à informação, produzindo dados para a gestão pública racional, interligando e promovendo as atividades políticas, culturais e econômicas, reforçando sempre a dimensão pública.
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É hora de criar novas formas de comunicação, que incentivem a apropriação social das novas tecnologias, fortalecendo a democracia com novas experiências de governo eletrônico e propiciando, de fato, um processo de planejamento com a participação dos cidadãos.
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Enfim, entre as mais importantes metas das novas administrações recém-empossadas, uma delas deveria ser a de construir, mesmo com recursos escassos, esta nova cidade, necessária para atender às demandas atuais e, principalmente, prepará-las para o futuro.
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Cabe à sociedade um importante papel nestas formulações, participando colaborativamente. Todos podem cobrar dos novos administradores, como parte ativa e decisiva neste processo.
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Fonte – O Globo, Opinião, Benito Paret

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