Por CIPA
Em 06/05/2019
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A comercialização de prédios sustentáveis crescem na medida em que é desmistificada a ideia de inacessibilidade de construções sustentáveis

Responsabilidade com o meio-ambiente é uma tendência em todas as áreas de atuação no mundo. E não poderia ser diferente no mercado imobiliário brasileiro. Apesar de recente, a prática da comercialização de prédios residenciais sustentáveis tem um crescimento exponencial, que ocorre na medida em que é desmistificada a ideia de inacessibilidade de construções sustentáveis.

Um estudo realizado pela Universidade de Harvard apontou que os ganhos financeiros relacionados às mudanças climáticas e à melhoria com saúde e bem-estar oferecidos pelos edifícios sustentáveis são de US$ 16,05 por metro quadrado. Nesse cenário, de 2007 a 2016, o Brasil gerou uma economia total de US$ 348 milhões, sendo US$ 251 milhões em economia de energia.

O Brasil possui atualmente 1.302 projetos de construção registrados e, desse total, 489 são certificados como construções sustentáveis. O número coloca o país na 4ª colocação do ranking mundial de edificações com a certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), certificação renomada no mercado imobiliário internacional, presente em 167 países.

 

Soluções sustentáveis

Plínio Machado, analista de qualidade da Morar Construtora explica que o conceito de sustentabilidade possui diferentes abordagens: desde uma conotação mais rigorosa que impõe amplo controle de todo o processo produtivo, até avaliações que indicam a necessidade de controlar etapas específicas do processo construtivo, visando o menor impacto ambiental.

“É importante considerar que a sustentabilidade deve se basear em três princípios básicos: o ambiental ideal, o social e o economicamente correto, isto é, não adianta ter ganhos em um destes aspectos com prejuízos em outros”, diz.

 

Veja abaixo as diferentes estratégias para alcançar soluções sustentáveis:

  1. Projeto de canteiro de obras com foco na economia ambiental para reduzir o consumo de energia, água e a geração de resíduos: uso de telhas translúcidas, aproveitamento de água da chuva e uso de materiais industrializados;
  2. Reutilização de resíduos limpos para a produção de outras matérias primas da construção (ex.: entulho sendo transformado em solo brita para pavimentação);
  3. Armazenagem, transporte e destinação correta de resíduos, buscando sempre a reciclagem e o beneficiamento;
  4. Uso de madeiras de reflorestamento;
  5. Uso de fôrmas plásticas reutilizáveis;
  6. Projeto de modulação de paredes, evitando desperdícios;
  7. Utilização de vegetação e materiais ecológicos nos edifícios;
  8. Implantação de edifícios visando o pleno aproveitamento das condicionantes ambientais (sol, vento e chuva);
  9. Uso de sistemas de captação de energia solar por sistema fotovoltaico, o qual serve também para o aquecimento da água; sistemas de aproveitamento de água da chuva; e utilização de águas cinzas nas bacias sanitárias;
  10. Especificação de materiais e equipamentos eficientes: torneiras com acionamento e/ou fechamento automático; iluminação com sensor de presença; vidros com proteção térmica e acústica; ponto de recarga de carro elétrico; bacias sanitárias com sistema de duplo acionamento; lâmpadas de led, mais econômicas e eficientes; piso intertravado, mais permeável.
  11. Estímulo ao uso de sistemas de locomoção menos impactantes: estacionamentos para bicicletas compartilhadas e patinetes, por exemplo.
  12. Estratégias tecnológicas de automação dos edifícios para redução do consumo de água e energia.
  13. Programas de certificação sustentável de edifícios, contribuindo para a disseminação da cultura de sustentabilidade.

 

Fonte: Secovi Rio

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