Por CIPA
Em 30/09/2015
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21/09/2015 O Estado de São Paulo

Contratar um empréstimo em 2015 ficou mais difícil e mais caro. Diante da crise econômica e do risco maior de inadimplência, os bancos frearam a concessão de crédito e, quando emprestam, cobram um preço alto. Como forma de diminuir os riscos nas operações – e, consequentemente, as taxas de juros -, instituições financeiras estão incentivando uma linha de crédito ainda pouco usada no Brasil, na qual o cliente dá um imóvel próprio como garantia do financiamento.

Chamada de “home equity”, essa modalidade oferece os menores juros e os maiores prazos de pagamento entre todas as linhas de crédito pessoal no mercado. De acordo com o Banco Central, em média, o juro do home equity está em 1,44% ao mês (18,7% ao ano), enquanto em agosto a taxa para empréstimo pessoal chegou a 62,9% ao ano em bancos e a 144% em financiadoras.

O valor médio do financiamento na modalidade home equity é de R$ 112,6 mil, segundo o BC, que autoriza o empréstimo de até 60% do preço de avaliação do imóvel. O prazo para pagamento também é bastante alongado: em média, são 13 anos, mas alguns bancos parcelam em até 20

Como os empréstimos são de valores elevados, essa linha de crédito tem sido muito procurada por pequenos e médios empresários que encontram dificuldades para contratar financiamentos como pessoa jurídica. Além de empreendedores, pessoas com a renda muito comprometida por dívidas, também se encaixam no perfil. Apesar do juro baixo, a procura pelo home equity ainda é tímida porque o brasileiro tem receio em dar o imóvel como garantia.

O contador Raimundo Batista, de 58 anos, não conhecia o home equity até receber uma propaganda no e-mail. Endividado com um empréstimo e com as contas da festa de casamento da filha, ele contratou um financiamento com uma taxa mensal de 1,19% em dez anos. “Existe o risco de entregar sua casa se não pagar, mas pretendo quitar o financiamento antes do prazo final”, diz.

Mesmo com a garantia do imóvel, em caso de inadimplência, as instituições financeiras preferem, primeiro, tentar renegociar a dívida, para só em último caso tomar o imóvel. A inadimplência geral, segundo dados do BC, subiu para 4,8% em julho, maior patamar desde julho de 2013.

Vale destacar que, antes de contratar o financiamento, é importante pesquisar as taxas de avaliação do imóvel e os custos com cartório, que ultrapassam R$ 2 mil. Quanto maior o valor financiado, mais esses custos fixos ficam diluídos.

Refinanciamento de veículo é opção para endividado

Enquanto o home equity é mais indicado para quem precisa de uma grande quantia de dinheiro – como para empreender ou estudar no exterior -, o refinanciamento do veículo pode ser uma saída para dívidas menores. O processo de liberação de crédito é mais ágil e os juros são mais moderados. O Banco do Brasil, por exemplo, oferece uma taxa a partir de 1,82% ao mês (24% ao ano) e financia até 70% do valor do veículo no prazo máximo de 60 meses. A taxa de juros é bem menor que a do rotativo do cartão de crédito, que chegou a 350,79% ao ano em agosto, segundo pesquisa da Anefac.
Antes de contratar o empréstimo, no entanto, é indicado considerar se o veículo é essencial. Se não for, a melhor opção é vendê-lo: além dos juros do financiamento, há custos de manutenção, seguro, combustível e a própria desvalorização do bem.

 

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