Por CIPA
Em 23/05/2018
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Após um longo período de abandono, o conjunto arquitetônico do Largo do Boticário, no Cosme Velho, será, enfim, restaurado. A rede AccorHotels comprou cinco das seis das casas do local para a criação de um hostel, como antecipou a coluna de Marina Caruso no GLOBO. Com sede na França, a nova proprietária do espaço firmou, na última quarta-feira, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público do Rio e ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), dando garantias de que o local será recuperado.

Pelo acordo, ao longo dos próximos quatro meses, serão realizadas obras emergenciais nos imóveis. Mas o TAC também prevê uma restauração completa do Largo do Boticário, tombado pelo estado em 1987. Esse trabalho, segundo o Inepac, respeitará as características originais de cada casa.

Inepac destaca que não haverá modificações arquitetônicas

Presidente do Inepac, Marcus Monteiro disse ontem que a transformação do Largo do Boticário em um hostel deve ser vista com bons olhos. Ele argumentou que, no contexto atual, em que diversos centros culturais e museus estão com dificuldades para se manter, restringir o uso do conjunto arquitetônico seria um equívoco.

– Temos que começar a flexibilizar o uso de imóveis como os do Largo do Boticário, caso contrário vamos perdê-los. O ideal seria que o local fosse transformado em um centro cultural ou museu, mas esta não é a realidade possível. Temos que pensar na sustentabilidade – afirmou Monteiro, lembrando que o casario necessita urgentemente passar por uma restauração. – Não é uma obra barata. A transformação em um hostel será bacana. E o importante é que (a AccorHotels) terá que manter toda a parte externa e praticamente 90% da interna sem modificações. O projeto vai se adequar ao bem tombado.

RISCOS DE DESABAMENTO

O abandono do Largo do Boticário foi constatado em várias vistorias feitas por equipes do Ministério Público e do Inepac. Por conta de riscos de desabamento, a 3ª Promotoria de Tutela Coletiva do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da capital conseguiu, em janeiro, uma liminar para a realização de reparos urgentes, mas a antiga proprietária alegou não ter condições financeiras para fazê-los. Após a venda do casario, a rede de hotéis passou a ser a ré da ação, e, por isso, firmou o TAC. O prazo para o início das obras de emergência conta desde a última quintafeira. A AccorHotels poderá receber multas diárias de R$ 10 mil se não finalizar a reforma dentro do tempo previsto.

O TAC estabelece ainda que a rede de hotéis publique um livro sobre a história do Largo do Boticário. E, de acordo com o promotor Felipe Cuesta, o Ministério Público negocia a construção de um centro cultura numa área ao lado. Estima-se que a AccorHotels, que não quis se manifestar sobre o assunto, invista mais de R$ 50 milhões na restauração do casario do Cosme Velho.

Fonte: O Globo

 

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