Por CIPA
Em 15/06/2015
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15/06/2015 -O Globo

A semana vai começar com marcos na obra de alargamento do Joá, incluídas no pacote de mobilidade das Olimpíadas. Durante visita ao local amanhã, o prefeito Eduardo Paes anunciará o término da escavação do primeiro túnel (o de São Conrado, com 210 metros de extensão, que está na dependência apenas do acabamento). Paes informará ainda que 55% do novo Joá estão executados.

O cronograma de entregas prossegue no fim de julho, quando o segundo túnel (o do Joá, com 430 metros), estará totalmente perfurado. Isso significa também o fim das interdições da via para detonações em rocha. Permanecerão apenas os bloqueios das 23h às 5h, de segunda a sábado, para a execução de trabalhos que necessitem ter as pistas liberadas.

– Como conseguimos fazer duas detonações diárias (o Joá fecha por cerca de meia hora às 14h e às 21h45m, de segunda a sábado), adiantamos as perfurações – explica o presidente da Geo-Rio (órgão da prefeitura responsável pelo projeto Novo Joá), Márcio Machado.

Machado confirma para o primeiro semestre de 2016 o término da obra, que começou em junho de 2014. Com a inauguração, a expectativa é que o corredor São Conrado-Barra amplie em 35% a sua capacidade, que hoje é de oito mil veículos por hora.

– É uma obra complexa, que tem escavação, todas os tipos de estruturas de ponte, ciclovia. Ela tem despertado o interesse de alunos de engenharia, que fazem muitas visitas – diz Machado.

CÂMARA COMUNITÁRIA QUER AMPLIAÇÃO DE OBRA

Entre moradores da região e especialistas em trânsito, no entanto, há apreensões. Presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck teme que o nó entre São Conrado e a Lagoa persista quando o novo Joá estiver operando:

– A Barra está estrangulada. Precisamos melhorar não só o acesso da Barra a São Conrado, mas ao resto da Zona Sul. As soluções passam pela duplicação da Avenida Niemeyer ou do Zuzu Angel.

O novo Joá está sendo construído no sentido São Conrado-Barra, podendo ser adotadas faixas reversíveis em determinados horários, a fim de atender às necessidades do fluxo inverso. A Autoestrada Lagoa-Barra está sendo alargada desde a Igreja de São Conrado até um pequeno viaduto (com 40 metros de extensão) que dará acesso aos novos túneis e elevado, todos com duas faixas de rolamento.

Dos 27 pilares do futuro elevado, de 1.100 metros de extensão, 12 já foram levantados; e das 120 vigas de apoio, cinco estão instaladas.

– Quem quiser ir para a Barrinha terá que pegar o novo Joá no início, em São Conrado. Por razões de segurança, não será permitido passar da pista antiga para a nova a fim de acessar a Barrinha – explica Machado.

Pelo projeto, a nova via segue por um trecho da Avenida Ministro Ivan Lins até a Ponte Velha da Barra. Nesse ponto, o tráfego passará de quatro faixas (duas da estrutura atual e duas da nova) para três. Uma das novas faixas é interrompida no acesso à Ponte Velha, que leva ao Itanhangá.

– Vejo isso com reservas. Pode haver um gargalo – alega o presidente da Associação de Moradores do Jardim Oceânico, Luiz Igrejas.

Professor do Departamento de Transportes da Uerj, José de Oliveira Guerra transfere essa preocupação para o futuro:

– O ideal é que as quatro faixas continuassem. Porém, o que está sendo feito melhora. Três é melhor do que dois (hoje são duas faixas). A gente respira um pouquinho. Porém, uma via nova sempre atrai tráfego. Além disso, há o crescimento natural da demanda. Daqui a cinco anos, a expansão tende a estar saturada.

José Eugenio Leal, do Departamento de Transportes da PUC-RJ, concorda:
– Inicialmente, mesmo sem executar o projeto todo (de alargamento até a Lagoa), a circulação do corredor vai melhorar. No entanto, se não houver investimento em transporte público, para desestimular o individual, não há via que suporte por muito tempo.

Com obra executada pela Odebretch, o projeto Novo Joá representa um investimento de R$ 457,9 milhões. Tamanha a necessidade de trabalhar nas alturas, dos 1.200 operários, 960 têm experiência com rapel, alpinismo e afins.
O projeto inclui a construção de 3.100 metros de ciclovia, com direito a mirante. O espaço destinado às bikes será na própria estrutura existente, próxima ao mar. Para dar vez às bicicletas, as pistas dos túneis e do elevado foram redimensionadas: cada uma das duas faixas passará a ter 3,2 metros de largura. Na saída na Barra, a ciclovia descerá por uma rampa.

CICLOVIA DA NIEMEYER: 65% PRONTOS

Mas a execução de outra obra permitirá ao ciclista que sair da Barra chegar ao Leblon, beirando o mar. O presidente da Geo-Rio confirma para o fim deste ano a conclusão da ciclovia da Avenida Niemeyer – ela se juntará com a existente na Avenida Prefeito Mendes de Morais:

– Estamos com quase 65% da obra da ciclovia da Niemeyer prontos.

A futura ciclovia da Niemeyer terá 3.900 metros de extensão, mão e contramão e 2,5 metros de largura. Ao custo de R$ 35 milhões, num dos trechos o projeto exige uma série de contenções do costão rochoso, onde são instalados pilares de sustentação para os tabuleiros (estruturas de concreto armado por onde passarão os ciclistas).

– O trecho mais difícil é esse entre a Praia de São Conrado e o Motel Vips. No restante da ciclovia, fazemos adaptações no terreno para implantar ou alargar a existente – afirma Machado.

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