Por CIPA
Em 24/07/2017
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Em julho do ano passado, a Praça Antero de Quental, no Leblon, foi finalmente devolvida aos moradores e visitantes depois de ficar três anos e oito meses fechada para a construção da nova estação de metrô, que leva seu nome. Na época, o clamor pela urgência do fim das obras no espaço público, isolado por tapumes, era galgado também pela queda estimada de 40% do movimento nas lojas do entorno, de acordo com a Associação Comercial do Leblon.

Hoje, repaginada e de mais fácil acesso, ela voltou a ter protagonismo como um dos principais pontos de encontro do Leblon, abrigando eventos rotineiros como feiras de alimentos orgânicos, de artesanato e festivais de food truck. Algo que, na opinião de Evelyn Rosenzweig, presidente da Associação Comercial do Leblon e da Associação de Moradores e Amigos do Leblon (AMA-Leblon) merece até maior intervenção do poder público.

De modo geral, o entorno da praça melhorou. O aspecto ficou melhor, considerando a questão urbanística. Ficou com a cara boa, ampla e iluminada. Com isso, agora tem febre de evento. Mas é preciso selecionar, o morador do Leblon é exigente. Existem eventos de mau gosto, em que os organizadores instalam barracas em cima do canteiro e colocam música alta. Tem-se que combater a desordem – diz Evelyn, cujo sonho era que o Metrô Rio adotasse o espaço público, fazendo a conservação.

A psicóloga aposentada Rosana Medeiros, de 62 anos, moradora da região, concorda com a crítica de Evely, mas não esconde a satisfação de se ver livre dos tapumes que por tanto tempo enfeiaram a visão à Praça Antero de Quental.

Claro que ainda existem aspectos que podiam ser melhorados, mas a praça ficou bonita e espaçosa. E tem o problema de a população não saber cuidar direito daquilo que é público. Mas é ótimo não ter mais máquina, funcionário de obra, todo aquele transtorno. Ganhamos uma Antero de Quental nova – comemora Rosana.

O comércio, que amargou prejuízos durante a obra, agora vive outro problema, que não se restringe apenas ao Leblon.

A crise conseguiu ser pior do que se esperava. Alguns lojistas fecharam. Os comerciantes não estão mais reclamando, mas também não estão eufóricos – diz Evelyn.

Fonte: O Globo – Zona Sul

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