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A polêmica dos capachos: tirar ou não tirar, eis a questão!

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Pandemia traz debate sobre capachos e a novidade dos tapetes sanitizantes

A pandemia do novo coronavírus, causador da doença respiratória Covid-19, trouxe uma polêmica em relação ao capacho. “Tirar ou não tirar o capacho, eis a questão!” Se ele fica, como devemos limpá-lo? O pano com água sanitária pode ficar em cima do capacho? Adianta? O capacho é mesmo um ambiente propício para a proliferação do vírus? Para responder a essas questões, que recentemente tomaram conta dos grupos de WhatsApp dos condomínios e ganharam repercussão na mídia, procuramos quem entende do assunto: a infectologista Cristiane Ribeiro, do Hospital Adventista Silvestre. “Todos os hábitos de higiene pessoal e do ambiente devem ser revistos. Os tapetes de porta servem para tirar a sujeira grosseira dos sapatos. Somente isso. Ter ou não tapetes e qual o tipo depende de decisão pessoal”, diz a especialista.

Capachos, tapetes e até carpetes são difíceis de limpar. Isso é um fato. Portanto, caso prefira mantê-los, a orientação é ter tapetes de material lavável. “Para esse tipo de tapete, basta lavar com água e sabão e deixar secar ao sol. Esse hábito simples é suficiente, mas deve ser frequente, não somente em época de pandemia por um vírus respiratório. Estabeleça um período, como uma vez por semana, em dia de faxina, por exemplo”, explica a infectologista Cristiane Ribeiro, acrescentando que a indicação de colocar um pano com água sanitária em cima dele merece atenção: “Panos com água sanitária podem ser usados, mas o cloro evapora, então, teria que trocá-los todos os dias. Pense em fazer uma rotina de higiene para toda a casa que inclua os tapetes da porta. Uma limpeza regular e simples com água e sabão mantém os ocupantes da casa longe de várias doenças”, observa.

E quanto tempo o coronavírus pode sobreviver no tapete? Segundo um estudo publicado no periódico medRxiv, o vírus pode ser detectado no ar por até três horas, até quatro horas no cobre, 24 horas no papelão e de dois a três dias em superfícies de plástico e aço inoxidável. Porém, outra pesquisa, publicada no periódico Journal of Hospital Infection, mostrou que o coronavírus pode persistir até nove dias nessas mesmas superfícies não porosas. Já alguns médicos dizem que, no tapete de plástico, são 72 horas de sobrevida do vírus. Diante de tantas informações distintas, a infectologista Cristiane Ribeiro prefere não definir um período exato: “A sobrevivência desse vírus depende do tipo de tapete, da umidade e da temperatura do local, além de se há exposição ao sol ou não. Pode ser de poucas horas. Os tapetes de porta são feitos de uma variedade muito grande de material, desde os mais elaborados, artesanais, até os sintéticos ou mesmo de tecido. Existem alguns poucos estudos sobre a sobrevivência do vírus em materiais. Ainda não li nada sobre tapetes”, aponta.

Para a síndica profissional Sarah Toledo, que administra 20 prédios residenciais na zona sul carioca, tirar os capachos dos locais comuns foi uma solução. “Optei por tirar todos os tapetes e os guardei. Depois, penso em como lavá-los e higienizá-los. Ainda é tudo novidade”, diz ela, acrescentando que os moradores estão em outra fase: “No início, todos tiraram os capachos, assim que houve a informação da possibilidade de transmissão da Covid-19 por ele. E também colocaram o pano com água sanitária em cima dele. Mas, agora, as pesquisas estão apontando que não é necessário, então, não estão mais aderindo a essas mudanças. O que posso dizer é que todos estão deixando os sapatos do lado de fora”, afirma.

Porém, para impedir que os sapatos tomem conta do hall comum, a síndica Sarah Toledo tomou algumas medidas: pediu a todos que mantivessem o local organizado, com menos sapatos, para que os funcionários pudessem limpar. “Temos que deixar tudo organizado. Eu, por exemplo, moro em um prédio que, no meu andar, são quatro unidades. Um dos vizinhos está fora, os outros dois usam cada hora um sapato diferente. Em minha casa, cada um escolheu apenas um sapato para sair. Pedi para que todos higienizassem seus sapatos e não os deixassem abandonados no meio do hall”, explica.

Além de retirar os tapetes, a síndica Sarah Toledo aumentou os cuidados para evitar a proliferação do vírus. No Condomínio Dom Eugênio, na zona sul carioca, que possui 82 unidades, dois blocos, 11 andares e 240 moradores, ela teve que lavar o prédio de cima abaixo, pelo menos duas vezes por semana, além de aumentar o uso de produtos de limpeza. “Água sanitária e álcool 70% não podem faltar. Se antes passava pano duas vezes por semana no condomínio, agora passo uma vez por dia. Se antes comprava duas bombonas de água sanitária, agora compro três. E por aí vai. O vírus é pouco resistente a limpeza e, por isso, precisei adaptar todos os funcionários desse setor e até contratar mais pessoas”, explica ela, que teve até que fazer desinfecção em um dos prédios que administra, também na zona sul carioca, e que conta com seis unidades, três andares e 12 moradores. “Todos os moradores de lá tiveram Covid-19, por isso decidiram fazer a sanitização.”

 

Tapete sanitizante, uma opção

De olho no mercado e suas inovações, a Maxfort, empresa atuante há 30 anos no mercado e que vende material de limpeza, de piscinas, lâmpadas, equipamento de proteção individual (EPI), equipamento para jardinagem, lixeiras, contentores e sacos de lixo, entre outros itens de limpeza para manutenção predial. A empresa faz entregas programadas, rápidas e sem custo, com facilidade para pagamentos parcelados ou com cartão de crédito e débito; em caso de trocas, também oferece facilidades.

Marcelo Ribeiro, sócio-gerente da Maxfort, afirma que os tapetes sanitizantes são ideais para o momento, pois, além de eliminar o vírus pela solução com água sanitária, eles retêm a sujeira dos calçados. Esse produto é bem acabado e pode ser usado como um tapete de vinil sem a solução, seco, depois que passar a pandemia. “Não vai ser um investimento jogado fora, embora, como todos os outros, os tapetes têm um tempo de vida útil.” A empresa oferece tapetes sanitizantes que medem 40 × 60cm, ideais para portas de apartamentos, consultórios e entradas de condomínios. A empresa vende modelos maiores também, medindo 100 × 70cm ou 130 × 90cm. “Do menor tamanho, vendemos o kit com duas peças: um tapete sanitizante e um tapete agulhado para secar os sapatos. Nos tamanhos maiores, o cliente pode optar por comprar o tapete agulhado ou não, pois são vendidos separadamente. Mas normalmente os condomínios compram os dois, o molhado e o seco”, detalha.

Porém se a intenção é usar um tapete lavável apenas, o ideal, segundo o especialista, é o tapete de vinil, que pode ser lavado e não se danifica.

 

Combatendo o coronavírus

O sócio-gerente da Maxfort afirma que “segundo sanitaristas e infectologistas, cloro e álcool 70% ou até mesmo água e sabão são os mais efetivos meios de combater o novo coronavírus. Mas existem vários produtos eficazes, como os desinfetantes em geral, multiúsos com cloro ou álcool e detergentes, produtos simples que já fazem parte da limpeza do dia a dia do brasileiro”. Segundo ele, usar pano com água sanitária também resolve, “mas dá mais trabalho ficar trocando o pano e lavá-lo”.

Em relação aos tapetes de fibra de coco, tão tradicionais nas portarias e nas entradas dos apartamentos, Ribeiro diz que eles não devem ser lavados, apenas aspirados. “Eles, como os de vinil, têm apenas a função de reter a sujeira externa que entra nos ambientes, além de embelezá-los. A diferença é que o de vinil, além de ser mais leve, pode ser lavado.”

Cristiano Rodrigues, diretor da Kapart Capachos, empresa com 16 anos de mercado, afirma que a indústria como um todo vem substituindo os capachos de fibra natural pelos de fibra. “Hoje todos os capachos são de fibra de vinil. A vantagem é ser lavável, mais resistente, e a personalização tem mais opções de fidelidade às marcas, além de ser 100% reciclável”, explica.

Um detalhe que Rodrigues observa muito bem é que a maioria dos prédios tem em suas entradas um rebaixamento para encaixe de tapetes. E como os de fibra de coco eram os mais utilizados e são, por sua natureza, mais espessos (2cm ou mais de altura), os rebaixamentos nem sempre são compatíveis com os tapetes de vinil. “Hoje em dia, 98% de nossa base de clientes e do que eu acompanho do mercado já usa tapete de vinil – que tem, no máximo, 1,5cm de altura. É preciso adequar a altura do rebaixamento para usar o de vinil de forma segura, nivelando o piso para não causar acidentes”, detalha.

Em relação aos tapetes sanitizantes, o diretor da Kapart diz que eles sempre existiram, não são exatamente uma novidade. “Eles agora foram supervalorizados por sua função, pois são uma barreira de contenção na entrada de casa ou do prédio. É mais uma forma de evitar contágio. Não é a solução absoluta, até porque é necessário um conjunto de fatores”, alerta ele, explicando que o tapete sanitizante é um reservatório para colocar uma solução sanitizante. “Há contradições em relação a isso, mas sabe-se que o cloro evita a proliferação de microrganismos, devendo, para isso, usar as proporções adequadas na diluição.” Os tapetes oferecidos pela Kapart podem ser feitos sob medida para entrada de condomínios, inclusive sendo personalizados: “60 × 40cm é o padrão mais encontrado”, avisa ele, informando que os tapetes residenciais também podem ser personalizados. 

Quanto ao abastecimento do tapete com solução bactericida, Rodrigues observa que uma série de fatores devem ser considerados: “Ar-condicionado, calor, frequência de pessoas, sol… É preciso observar o uso e manter o capacho sempre com a solução”, finaliza.

Jailson Costa, sócio e gerente da empresa Avanti Capacho Vinil desde 2010, que atua no mercado, diz que “No início da pandemia, houve uma preocupação por causa das informações passadas pela mídia, mas, com o passar do tempo, percebemos que podíamos combater o vírus com o capacho sanitizante, que é capaz, comprovadamente, de conter a disseminação do novo coronavírus.”

Segundo o sócio da Avanti, “Em tempos de pandemia, buscamos ainda mais inovações que tornem a vida das pessoas mais fácil, prática e segura. Isso para nós virou prioridade. Com base nisso, estamos investindo ainda mais nos tapetes sanitizantes, focando em oferecer uma forma de prevenção contra vírus e bactérias. O capacho sanitizante é um produto tão importante quanto os demais Equipamentos de Proteção Individual (EPI) usados atualmente e o álcool 70%, as luvas, a máscara etc., equipamentos ligados aos cuidados contra a Covid-19”.

Costa ensina a preparar e a usar a solução para uso no tapete sanitizante: “Um litro de água e três colheres de sopa de água sanitária de boa qualidade. Despeje a mistura no tapete (o suficiente para que ele fique úmido). Deve haver um procedimento de monitoramento do preparo da solução e da concentração dos produtos utilizados. A indicação é que isso seja feito a cada duas ou três horas. Quanto maior o fluxo de pessoas, menor será o tempo de troca ou reposição do produto no tapete.”. 

O sócio da Avanti conclui atestando a eficácia desse tipo de tapete: “Com ele você consegue criar uma área de desinfecção contra vírus e bactérias na porta de casa ou do estabelecimento comercial.”. 

A Avanti trabalha com tapetes sanitizantes lisos ou personalizados, sob medida, e também de tamanhos variados que podem ser usados em condomínios, repartições públicas e privadas e qualquer estabelecimento comercial. 

De toda forma, os hábitos de higiene continuam sendo essenciais para a prevenção de doenças. “Lavar as mãos com frequência – antes de comer, depois de ir ao banheiro, ao preparar alimentos, ao pegar algo no chão, ao chegar da rua – deve ser um hábito. E não levar as mãos sujas ao rosto ou à boca já era orientação da avó da minha avó”, finaliza a infectologista Cristiane Ribeiro.

 

Serviço

Maxfort
(21) 2467-8888
www.maxfortlimpeza.com.br

 

Avanti Capachos
(21) 2252-4500/99253-9497
http://avanticapachovinil.com/  

 

Kapart
(21) 3463-6402/99734-6238
www.kapart.com.br

 

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