Condomínios também deixam pegadas ecológicas

Por CIPA
Em 10/06/2015
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Implantar novas formas de utilização e racionalização dos equipamentos e dos espaços comuns de um prédio pode trazer benefícios para toda a coletividade moradora e também colaborar para a redução dos impactos causados por esse grupo de pessoas que, ao agir como consumidores conscientes, pode fazer a sua parte em busca de um mundo mais sustentável do ponto de vista social e ambiental.

O Planeta Vivo 2006 confirma que consumimos os recursos naturais em um ritmo superior à sua capacidade de renovação � os últimos dados disponíveis (relativos a 2003) indicam que a Pegada Ecológica da humanidade, uma medida de nosso impacto sobre o planeta, mais que triplicou desde 1961. Nossa Pegada Ecológica agora supera a capacidade de regeneração do mundo em aproximadamente 25%.

As conseqüências da crescente pressão que exercemos sobre os sistemas naturais da Terra são ao mesmo tempo previsíveis e catastróficas. O outro índice utilizado neste documento, o Planeta Vivo, mostra uma perda rápida e contínua de biodiversidade. Populações de espécies de vertebrados sofreram redução de aproximadamente um terço desde 1970, o que confirma tendências anteriores.

A mensagem desses dois indicadores é clara e urgente: nos últimos 20 anos, excedemos a capacidade de a Terra suportar nossos estilos de vida, e é necessário parar.

Precisamos equilibrar nosso consumo e a capacidade de regeneração da natureza, e reduzir os resíduos. Caso contrário, corremos o risco de danos irreparáveis.

Sabemos por onde começar. A maior contribuição para a nossa Pegada Ecológica é o modo como geramos e consumimos energia. O Living Planet indica que nossa dependência de combustíveis fósseis para suprir a demanda continua crescendo e que as emissões causadoras de mudanças climáticas já representam 48% � quase metade � da Pegada Ecológica global. Este documento mostra também que o desafio de reduzir a nossa Pegada Ecológica está intimamente ligado aos modelos atuais de desenvolvimento.

Ao comparar a Pegada Ecológica a uma medida reconhecida de desenvolvimento humano � o Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas � o relatório mostra claramente que o que atualmente aceitamos como �alto desenvolvimento� está bastante longe do objetivo de sustentabilidade determinado pela comunidade internacional.

Atualmente, ao melhorarem o bem-estar das suas populações, eles se desviam da meta de sustentabilidade e caminham para a utilização de duas vezes mais recursos do que o planeta pode manter. É inevitável que tal caminho limite a capacidade de países pobres se desenvolverem e de países ricos manterem a prosperidade.

É hora de tomarmos decisões vitais. A mudança que melhora os estilos de vida, reduzindo ao mesmo tempo o consumo com impacto negativo sobre o mundo natural, não será fácil de concretizar. Mas é preciso reconhecer que as escolhas que fizermos agora moldarão as oportunidades do futuro. Cidades, usinas de energia e casas construídas hoje poderão aprisionar a sociedade em um consumo excessivo que se estenderá para além de nossas vidas, ou poderemos começar a estimular a atual geração e as futuras a adotarem um modo de vida sustentável.

A boa notícia é que isso pode ser feito. Já existem tecnologias capazes de reduzir a nossa Pegada Ecológica, incluindo aquelas que poderiam reduzir seriamente as emissões de CO2 prejudicais ao clima. Algumas já estão em uso. Mas todos devemos fazer mais. A mensagem do Relatório Planeta Vivo 2006 é de que estamos vivendo além de nossas possibilidades, e que as escolhas feitas hoje determinarão as possibilidades das gerações que nos sucederão.

Fonte: WWF Internacional

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