Por CIPA
Em 23/10/2020
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Seja condomínio comercial ou residencial, a preocupação do síndico com a segurança é sempre enorme. Conversamos com especialistas que falaram sobre os mais diversos sistemas que garantem a segurança dos condomínios e a tranquilidade dos síndicos.

Há 21 anos, Álvaro Neto está à frente do Condomínio Marapendi Shopping, na zona oeste do Rio de Janeiro, composto de 83 lojas. O síndico explica que dispõe de vários sistemas que garantem a segurança do condomínio. “Contamos com sistema de monitoramento via CFTV, sistema de alarmes e vigilância terceirizada, entre outros. Tudo isso faz parte de um planejamento estratégico, que é diferente para horários em que o shopping está aberto e fechado. Caso a equipe de monitoramento suspeite de algum crime, nossa segurança externa é acionada e a polícia é contatada. A verdade é que os bandidos são organizados, fortemente armados e planejam as ações com base no elemento surpresa. Eu acredito que manter uma estrutura com muitos homens armados é perigoso. A intenção não pode ser revidar com armas, pois temos famílias passeando, pessoas trabalhando e as vidas não valem nada para esses bandidos. Por isso, acreditamos na estratégia. O fato de eles saberem que temos um sistema de segurança complexo e pessoas preparadas para uma reação já causa receio neles e isso acaba fazendo com que pensem duas vezes. São medidas de prevenção”, diz.

O síndico ainda conta com o apoio de uma empresa de segurança com suporte 24 horas. “Temos a ajuda de uma empresa que nos oferece uma estrutura que não teríamos condições de manter caso não fosse terceirizada. Trata-se de um suporte externo com uma central de veículos que chega muito rapidamente ao shopping. Eles estão preparados para lidar com situações de todos os portes. Também contamos com segurança armada, mas são pessoas muito bem treinadas, que só podem utilizar as armas em caso de defesa, o que cobro muito.
Também exijo uma comunicação eficiente entre a segurança e todos os outros funcionários, para que, ao avistarem uma situação suspeita, repassem as informações às áreas competentes a fim de manter o condomínio seguro. É importante citar que o programa Segurança Presente
aumentou nossa segurança tanto na Barra quanto no Recreio. Por isso, hoje temos um policiamento ostensivo e, consequentemente, mais segurança”, diz.

Inteligência no combate ao crime

Um empresário do ramo de segurança que prefere não se identificar explicou que o número de assaltos a residências aumentou muito no Rio de Janeiro e que o único jeito de combater esses crimes que estão cada vez mais organizados é com inteligência. “Nós entendemos que o crime deve ser neutralizado, não combatido, porque segurança não é força, é inteligência. Minha empresa é focada em estratégia para garantir a proteção de que o cliente precisa. Infelizmente, a maioria dos condomínios não está interessada em qualidade e eficiência do
serviço, mas em preço. Nós fazemos diversas análises, identificamos as falhas e, a partir daí, traçamos estratégias para evitar problemas. Prevenção sempre foi o melhor caminho, então, os síndicos devem se antecipar e investir em segurança para que não haja transtornos no condomínio. Também considero fundamental que apenas uma pessoa saiba dos sistemas que serão instalados, além dos visíveis, porque não devemos divulgar e deixar essas informações caírem em mãos erradas. Nós temos o know-how para cuidar da segurança de um condomínio
do portão para dentro e para fora”, diz o sócio da empresa.

A JG Segurança Predial, empresa com 20 anos de experiência, atua na área de segurança eletrônica, controle de acesso, interfone, câmera de segurança, alarme, cerca elétrica e outros sistemas para condomínios residenciais e comerciais. Jorge Gomes, sócio-gerente da empresa, explica que, no Rio de Janeiro, a demanda por sistemas de segurança sempre aumenta. “Para se manter seguro, o condomínio precisa de um sistema de monitoramento com câmeras de boa qualidade, sistema de automação de portões para controle de acesso de pedestres e carros. Além disso, é importante investir em um bom sistema de interfonia para comunicação interna entre os próprios moradores e entre os moradores e a portaria. A equação é simples: quando você tem um sistema eficiente, você melhora o nível de segurança do condomínio. Esse sistema de interfonia, por exemplo, permite que a presença do entregador ou visitante seja informada e conferida pelo interfone. Para os moradores, o acesso pode ser controlado por comando de voz ou por biometria. São soluções simples que bloqueiam o acesso de pessoas não desejadas no condomínio. Há também recursos mais modernos, como o sistema de reconhecimento facial por câmeras de segurança que detectam a pessoa e, por meio da informação do software, pode liberar ou não a entrada e até dizer se a pessoa tem problema na justiça (no último caso, o sistema tem de ser agregado às autoridades competentes).”

Mas manter o condomínio protegido envolve mais uma série de medidas que precisam ser tomadas e que não têm, necessariamente, a ver com a prevenção de invasões indesejadas. Marcelo Stenzel, da Incotel, empresa especializada em sinalização, segurança e controle de acesso que atende todo o Rio de Janeiro, explica que o síndico, como responsável legal do condomínio, precisa se preocupar com outras questões também. “Segurança é uma palavra muito ampla e há muitas maneiras de manter o condomínio e os condôminos protegidos. Falando em segurança patrimonial, o síndico tem uma gama de sistemas que ajudam a mantê-la e trabalhamos com todos eles. Temos ainda um software desenvolvido por nós que, por meio de tag no veículo ou biometria, controla a entrada no condomínio. Muitos condomínios não têm vagas demarcadas, e nosso controle de acesso permite que o condômino entre na garagem apenas com o número de veículos a que tem direito, evitando que alguns moradores ocupem mais vagas e outros fiquem sem nenhuma”, explica.

Mas também é importante pensar na sinalização do condomínio. “Ao falar em segurança de pedestres e veículos, é necessário desenvolver um projeto com semáforos e sinaleiras para evitar acidentes no próprio condomínio, até porque se o veículo sai do condomínio e atropela alguém por não haver sinalização, o síndico pode ser responsabilizado por isso. O ideal é instalar a sinaleira de pedestres para não correr esse risco. O diferencial da nossa empresa é que fazemos manutenção em todos os sistemas e o síndico resolve tudo conosco, sem precisar gerenciar vários contratos”, finaliza.

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