Por CIPA
Em 15/06/2015
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15/06/2015 – O Dia

Com as restrições de crédito imobiliário e as mudanças promovidas pela Caixa Econômica Federal, especialistas recomendam avaliar o orçamento para decidir se é possível assumir o compromisso com as prestações. Entre as modificações estão alta da taxa de juros e diminuição do percentual a ser financiado, no caso de unidades usadas.

“Se o consumidor constatar que as parcelas do financiamento vão comprometer mais do que 30% do orçamento e perceber ainda que não tem estabilidade no emprego, recomendo aguardar um momento melhor para realizar o sonho da casa própria”, aconselha Marco Aurélio Luz, presidente da Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências (AMSPA).

Bruno Teodoro, diretor da Estrutura Consultoria, correspondente imobiliário, complementa a importância de pesquisar bastante as opções na região pretendida, além de fazer simulações nos sites dos bancos.
“É preciso ainda separar parte do salário para pagar despesas com documentação, como escritura do imóvel. Por isso, o planejamento é fundamental”, diz Teodoro.

Para quem pretende buscar o crédito, a AMSPA elaborou guia com seis soluções. Uma delas é o fundo de reserva, ou seja, juntar dinheiro para dar boa entrada, usar o FGTS ou o dinheiro guardado na poupança ou em outras aplicações. Além de apresentar bom sinal para compra do bem, os recursos servirão de trunfo para que o consumidor tenha mais poder de negociação, ter descontos e pagar melhores taxas de juros.

Composição de renda
Outra dica é a composição de renda do casal ou de outra pessoa com quem tenha um vínculo. Neste caso também é uma alternativa para usar o FGTS dos participantes na entrada. No entanto, é preciso ficar atento às taxas de juros, pois o percentual cobrado será baseado sobre a maior renda de quem faz parte da composição na compra.

Consórcio e financiamento direto com a construtora
A AMSPA sugere ainda o consórcio, pois oferece juros baixos, possibilidade de usar o FGTS para dar lances e receber a carta de crédito rapidamente. A associação lembra que esta é uma opção para quem não tem pressa para mudar.

Outra forma é financiar direto com a construtora, solução para os que desejam adquirir imóvel acima de R$ 500 mil e pretendem quitar as parcelas em pouco tempo.

A vantagem é dar uma entrada menor do que no empréstimo com banco e ter a facilidade de negociação com o incorporador. Vale lembrar que a taxa de juros de 12% ao ano mais o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), após receber as chaves, vai elevar o preço final. Por isso, a associação orienta quitar em torno de 30% o valor na entrega das chaves.

Banco privado é outra opção
O guia da AMSPA indica também a cotação em bancos privados, já que o valor de entrada é menor do que se for tomar empréstimo com a Caixa. Além disso, o consumidor que tem um bom relacionamento ou que recebe seu salário pela instituição financeira pode conseguir juros menores.

Antes de fazer a escolha, é importante solicitar o CET (Custo Efetivo Total) que vai mostrar todas as parcelas do financiamento, incluindo taxas extras e seguros que compõem a prestação.

O programa ‘ Minha Casa, Minha Vida’ é mais uma alternativa . O benefício são juros menores, que vão de 5% a 7,16%, e entrada a partir de 10%. Para conseguir o empréstimo, o futuro mutuário deve ter renda entre R$ 1.600 e R$ 5 mil e adquirir imóvel com o teto máximo de R$ 190 mil.

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